António Nobre (1867-1900) de Mário Claúdio. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2001, E
A fotobiografia que faltava, de um dos maiores poetas portugueses, cujo contributo para a renovação da linguagem poética em Portugal ainda hoje se faz sentir. António Nobre. “O poeta nato, o lua, o santo, a cobra”. A sua curta vida (n. 1867; m. 1900, com apenas 32 anos, de tuberculose) não impediu a criação de uma das obras mais criativas e pungentes da nossa literatura. O seu livro de poemas “Só”, um retrato do país em fins do séc. XIX, em especial do Norte ( Douro e Minho), feito com grande ironia, está entre os maiores da nossa literatura.
Amadeo de Mário Claúdio. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 115 págs. Mole.
Muito estimado e importante estudo sobre uma das figuras cimeiras da pintura portuguesa moderna, trabalho a que foi atribuído o prémio da Associação Portuguesa de Escritores.
Com ilustrações a cores de alguns dos trabalhos de Amadeo, fotografias a negro de retratos e outros elementos iconográficos.
Ursamaior de Mário Cláudio. Visão. Paço de Arcos, 2003, 96 págs. E.
É uma volta de 180º na escrita de Mário Cláudio. O autor de “Quinta das Virtudes” tinha-nos habituado a escrever sobre o Porto finessecular, frescos retratos de famílias e épocas. Depois do anónimo marinheiro Barnabé que no romance anterior viajava com Gama para a Índia, e dessa viagem nos dava conta, “Ursamaior” conta a história de um homicídio que teve lugar na cidade do Porto em 1994. Uma estudante de Medicina foi assassinada pelo antigo namorado em pleno Instituto de Biomédicas. O caso foi amplamente noticiado e Mário Cláudio interessou-se por ele. Após várias visitas ao homicida na prisão, onde contactaria também com outros presos, escreve este romance, a que o próprio chama “psico-reportagem”, sobre o mundo que os muros da prisão encerram.
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