Neutel de Abreu por Manuel Ferreira. Agência Geral das Colónias. Lisboa, 1946, 129 págs. Mole.
Neutel Martins Simões de Abreu (1871-1945), natural de Figueiró dos Vinhos, serviu no exército e esteve em Macau, Angola, São Tomé e, sobretudo, Moçambique, onde fundou Nampula e construiu estradas, transformando a região. Considerado herói do Império Colonial, foi amplamente condecorado e homenageado, incluindo pelo Presidente Carmona em 1941. Regressou a Portugal como figura nacional celebrada.
Reino de Caliban III de Manuel Ferreira. Plátano Editores. Lisboa, 1997, 506 págs. B.
Antologia Panorâmica da Poesia Africana de Expressão Portuguesa
3º Volume – Moçambique
Raras vezes um autor e uma obra terão estado desde o início e por definição destinados a tão íntima e lógica associação como, neste caso, Manuel Ferreira e No reino de Caliban.
Autor desde sempre profunda e exemplarmente vinculado ao estudo e divulgação da problemática cultural africana de expressão portuguesa; ele próprio favorecido por uma vivência pessoal africana de doze anos, responsável por algumas das melhores páginas da novelística cabo-verdiana (Hora di Bai, Terra trazida, Voz de prisão, aos quais haverá que acrescer o ensaio A aventura crioula), acreditamos não ser talvez errado, e muito menos audacioso, avançar que em Portugal e hoje, somente Manuel Ferreira seria capaz de cumprir a tarefa de organizar e apresentar um instrumento de cultura como este No reino de Caliban: Não será por acaso ter sido o autor, depois de 25 de Abril, convidado para reger, na Faculdade de letras de Lisboa, a recém criada disciplina de literatura africana de expressão portuguesa.
Reino de Caliban II de Manuel Ferreira. Plátano Editores. Lisboa, 1997, 506 págs. B.
Antologia Panorâmica da Poesia Africana de Expressão Portuguesa
2º Volume – Angola e São Tomé e Príncipe.
Raras vezes um autor e uma obra terão estado desde o início e por definição destinados a tão íntima e lógica associação como, neste caso, Manuel Ferreira e No reino de Caliban.
Autor desde sempre profunda e exemplarmente vinculado ao estudo e divulgação da problemática cultural africana de expressão portuguesa; ele próprio favorecido por uma vivência pessoal africana de doze anos, responsável por algumas das melhores páginas da novelística cabo-verdiana (Hora di Bai, Terra trazida, Voz de prisão, aos quais haverá que acrescer o ensaio A aventura crioula), acreditamos não ser talvez errado, e muito menos audacioso, avançar que em Portugal e hoje, somente Manuel Ferreira seria capaz de cumprir a tarefa de organizar e apresentar um instrumento de cultura como este No reino de Caliban: Não será por acaso ter sido o autor, depois de 25 de Abril, convidado para reger, na Faculdade de letras de Lisboa, a recém criada disciplina de literatura africana de expressão portuguesa.
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