O FOGO E AS CINZAS DE MANUEL DA FONSECA Editorial Caminho. Lisboa, 2005, 172 págs. B.
Publicado originalmente em 1951, um dos livros de contos mais significativos da literatura portuguesa moderna, em que Manuel da Fonseca atinge a maturidade plena da sua arte. De tendência regionalista e funda preocupação humana, o autor retrata a vida pobre dos trabalhadores rurais alentejanos dos anos 40 e 50 e a sua luta contra a injustiça, num Alentejo rústico e em decomposição que ainda assistia aos primeiros passos de um progresso lento.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 220g ──────────────────
Cerromaior de Manuel da Fonseca Editorial Caminho. Lisboa, 1988, 268 págs. B.
Refere João Gaspar Simões sobre Cerromaior: «Não é novidade para ninguém que tenho defendido como viável um romance lírico português. Absurdo seria, portanto, que, vendo-me diante de um dos mais belos romances líricos que se têm escrito em Portugal, eu me pusesse a condenar aquilo que tantas vezes reputei possível. Não. Cerromaior, de Manuel da Fonseca, é, de facto, um romance lírico excepcional». Este romance esteve na origem de um dos melhores filmes portugueses: o filme com a mesma autoria de Luís Filipe Rocha.
Tempo de Solidão de Manuel da Fonseca Editorial Caminho. Lisboa, 1985, 159 págs. B.
Ao analisarmos os contos de Tempo de Solidão, vamos encontrar um Manuel da Fonseca totalmente urbano, perdido no progresso rápido da tecnologia, inserido no dia a dia da cidade e nas latitudes suburbanas ao redor dos grandes centros. Devemos analisar com a visão da mudança dos tempos, pois o conto Tempo de Solidão foi editado pela primeira vez em 1969. Nele vamos encontrar a solidão de um casal, separado pelo dia a dia, pelo trabalho na cidade. Os despojos do dia, os acessórios do cotidiano, a casa no subúrbio, a creche do filho, o telefone, a secretária, os escritórios; enfim, um mundo de transição entre o fim do regime salazarista e das mudanças contidas pré-1974.
Aldeia Nova de Manuel da Fonseca Editorial Caminho. Lisboa, 2001, 180 págs. B.
Publicado em 1942, é com Aldeia Nova, obra que Manuel da Fonseca revela o seu grande talento para o conto. Os contos foram escritos a partir do fim dos anos vinte e até ao fim da década de trinta.
Fogo e as Cinzas de Manuel da Fonseca.
Gleba. Lisboa, s.d., 161 págs. B.
O Fogo e as Cinzas, publicado em 1951, é um dos mais significativos livros de contos da moderna literatura portuguesa, onde a arte de Manuel da Fonseca atinge a perfeita maturidade, revelando-se então um escritor de tendência regionalista e de funda preocupação humana, que retrata a vida pobre dos trabalhadores rurais das planícies alentejanas, dando especial realce à sua luta contra a injustiça. Os contos são acerca de um Alentejo dos anos 40 e 50, rústico e em decomposição. Eles nos falam das gentes de uma terra maravilhosa mas pobre: esse Alentejo de há muitas décadas, que assistia aos primeiros passos de um progresso lento.
Anjo no Trapézio de Manuel da Fonseca. Prelo Editora. Lisboa, 1968, 142 págs. B.
Manuel da Fonseca, que há uma dezena de anos não publicava um original, fá-lo hoje, senhor duma autoridade incontestável revelando-nos ser um novo escritor através dum livro igualmente novo, e mudança de objectivo que agora é a capital. “Nesta mão cheia de contos (…) invade-nos um mundo de figuras carregadas de potencial literário, movendo-se por lugares suados de vivências, criando e desfazendo situações, que ora atingem um profundo dramatismo ora deixam um rasto de tristeza irremediável.”
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
📕 1ª Edição.
Nortada de Manuel da Fonseca
Fomento de Publicações. Lisboa, s.d., 48 págs. B.
Dirigida por Manuel do Nascimento, Colecção Novela, que “nasce como um protesto contra a maior parte das publicações baratas que enxameiam o mercado do livro. Baixo preço foi tomado como sinónimo de falta de qualidade, com a agravante de se atirarem às costas do público todas as responsabilidades, afirmando que ‘ele’, essa entidade vaga, não quer outra coisa. Acompanharão cada um dos pequenos volumes de ‘Colecção Novela’ uma pequena biografia do seu autor e uma bibliografia, prestando-se a uma séria iniciação literária.
Neste livro retrata-se a vida da família Palma, uma família simples e tradicional portuguesa, que habita num pequeno vilarejo onde a força das oligarquias (a GNR e as famílias ricas) oprime terrivelmente os camponeses e subverte as relações familiares.
Ao analisarmos os contos de Tempo de Solidão, vamos encontrar um Manuel da Fonseca totalmente urbano, perdido no progresso rápido da tecnologia, inserido no dia a dia da cidade e nas latitudes suburbanas ao redor dos grandes centros. Devemos analisar com a visão da mudança dos tempos, pois o conto Tempo de Solidão foi editado…
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