Fichas (Zettel) de Ludwig Wittgenstein.
Edições 70. Lisboa, 1989, 156 págs. B. Colecção: Biblioteca de Filosofia Contemporânea | 11
“Fichas (Zettel)” constitui, no conjunto da obra de Ludwig Wittgenstein, uma das mais felizes ilustrações do conceito “jogo de linguagem”, tão importante na atual filosofia do discurso humano.
Aulas e Conversas de Ludwig Wittgenstein.
Edições Cotovia. Lisboa, 1993, 123 págs. B.
Tomemos a pergunta: ” Como deve ler-se a poesia? Qual é a maneira correcta de a ler?” Se nos estamos a referir a versos brancos, o modo correcto de leitura pode ser o acentuá-los correctamente – discutimos até que ponto devemos acentuar o ritmo e até que ponto o devemos camuflar. Uma pessoa diz que devia ser lido deste modo e lê-nos. Dizemos: ” Ah, claro. Agora faz sentido.” Há casos de poesia que deve ser quase escandida – quando o metro é absolutamente claro – e outros casos em que o metro se encontra completamente num plano secundário. Tive uma experiência com Klopstock, poeta do séc. XVII. Descobri que a maneira de o ler era acentuar o seu metro anormalmente. Klopstock punha – (etc.) no princípio dos seus poemas. Ao ler os seus poemas deste novo modo, disse: “Ah, agora sei porque é que ele fez isto.” Que tinha acontecido? Tinha lido já esta espécie de coisas e tinha- me aborrecido sofrivelmente, mas quando li daquele modo especial, intensamente, sorri e disse: ” Isto é grandioso”, etc. Mas poderia não ter dito nada. O importante é que eu voltei a ler e a reler. Ao ler estes poemas fiz gestos e expressões faciais que seriam aquilo a que se chama gestos de aprovação. Mas o importante é que li os poemas de um modo inteiramente diferente, mais intensamente, e disse a outros: ” Vejam! Assim é que devem ser lidos.” Os adjectivos estéticos não tiveram quase nenhum papel.
Anotações sobre as Cores de Ludwig Wittgenstein.
Edições 70. Lisboa, 1987, 141 págs. B.
Nesta obra, Wittgenstein utiliza os jogos de linguagem para discorrer sobre as cores e a perceção que delas temos. No cerne da sua reflexão surge-nos a tese central do seu pensamento: a análise descritiva da linguagem que transformou a filosofia analítica num instrumento cada vez mais dúctil e aberto para melhor compreender e elucidar os problemas humanos.
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