Ressurreição de Leão Tolstoi.
Círculo de Leitores. Lisboa, 1977, 493 págs. E.
“Ressurreição” é o último dos grandes romances de Lev Tolstói. Conta-nos a história de um príncipe russo, Dmítri Nekhliúdov e de uma jovem empregada doméstica, Máslova, que ele seduziu no passado, com consequências dramáticas para esta, que acaba por cair na prostituição, por ser acusada de um crime que não cometeu e por ser enviada como prisioneira para a Sibéria. Tolstói constrói aqui uma narrativa de grande intensidade psicológica, dominada pela visão que tem da redenção e do perdão inerentes ao amor, que é ao mesmo tempo uma descrição panorâmica e incisiva da vida social da Rússia czarista de finais do século XIX e uma crítica sarcástica às injustiças sociais, ao sistema judicial e ao regime russo.
O Demónio Branco de Leão Tolstoi.
Editores Associados. Lisboa, s.d., 206 págs. B. Livros Unibolso | 89
A grande escritora do existencialismo e da denúncia de uma moral burguesa ultrapassada e, sobretudo, o arauto da corrente feminista, que exige, para a mulher, um outro estatuto, assente na liberdade e na igualdade. De facto, os seus apaixonantes livros de memórias e os seus lucidíssimos romances chamam as atenções gerais para uma forma velada de escravatura ético-social a que a mulher dos nossos tempos ainda se encontra sujeit, quer no plano do sexo quer no plano do trabalho. […] Haverá um novo papel a representar, pela mulher, no mundo moderno? Deixará a mulher a categoria de objecto para atingir aquela que lhe cabe, de pessoa? Poderá a mulher conquistar um lugar ao sol na sociedade do futuro? Esta, algumas das perguntas formuladas por Simone de Beauvoir nesta obra.
Senhor e Servo de Leão Tolstoi
Editorial Inquérito. Lisboa, s.d., 118 págs. B.
Tolstoi escreve aqui um livro que é literariamente admirável.
O tempo é o da servidão. O lugar é a Rússia dos czares.
Um senhor ambicioso, que quer comprar uma floresta, sai com o seu servo numa noite de grande nevão. Com a tempestade, perdem-se e são obrigados a passar a noite no trenó. E é ao longo desta noite que Tolstoi nos dá a conhecer a relação entre senhor e servo, perfeitamente definida pelos cânones do regime, e como essa relação se vai alterar à medida que as horas passam e o fim parece chegar de forma dramática.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 👨🏻🎨 Ilustrações de Manuel Ribeiro de Pavia.
Ana Karenina de Leão Tolstoi Editorial Minerva. Lisboa, s.d., 3 vols. B.
Ana Karenina parece ter tudo – beleza, dinheiro, popularidade e um filho adorado. Mas sente um vazio na sua vida até ao momento em que conhece o arrebatador conde Vronsky. A relação que em breve se inicia entre ambos escandaliza a sociedade e a família, e traz no seu encalce ciúme e amargura.
Em contraste com esta história de amor e autodestruição, encontramos Konstantin Levin, um homem em busca da felicidade e de um sentido para a sua vida
Caso de Consciência de Leão Tolstoi. Edições Gleba. Lisboa, 1943, 181 págs. B.
O “Caso de Consciência” é uma novela de Tolstoi, publicada em 1895. A obra explora a questão da propriedade privada e da justiça social, através da história de um homem que, ao herdar terras, questiona sua posse e a exploração dos camponeses que trabalham nela.
Guerra e Paz de Leão Tolstoi.
Editorial Inquérito. Lisboa, 1957 págs. B.
“(…) Há escritores que realizam a sua obra num relativo isolamento em face da vida. Nestes, a criação como que receia conspurcar-se ou entibiar-se com o que é demasiado humano. Em Tolstoi, temos o contrário exemplo de um artista onde confluem, com os mais altos dons, o sentimento multímodo do homem terrestre e do seu problemático destino. O autor de Guerra e Paz, aparece aos modernos como um símbolo. Nele surgem e se demoram algumas das mais profundas preocupações da humanidade presente: uma natureza inquietamente religiosa em que a fé se revela com todas aquelas dúvidas e perplexidades acentuadas a partir do Renascimento; um forte sentido terreno da existência e um grande apelo de justiça e dignificação do homem que defrontam, imperativamente, a angústia perante a morte e a sede de perenidade (…)”. — da Pequena Advertência do tradutor.
Manhã de um Senhor por Leão Tolstoi. Editorial Inquérito. Lisboa, s.d., 245 págs. B.
TOLSTOI, por muito tempo desconhecido ou mal conhecido entre nós, começa agora, mais de um século depois de escritas algumas das suas obras-primas, a obter em Portugal aquela consagração junto do público que um Dostoievski, seu émulo mais novo, muito mais cedo conquistara. E as circunstâncias tardias desta consagração não se explicam fàcilmente, uma vez que o génio tolstoiano, graças ao seu saudável equilíbrio, parecia destinado a uma compreensão muito mais imediata que o génio dostoievskiano, por natureza desequilibrado e infinitamente mais complexo. in Prefácio de João Gaspar Simões
Serguei Mikailovitch é um homem marcado pela vida; Macha, uma jovem que desperta para os sentimentos e para as sensações. O amor acontece entre os dois. Mas, só o amor? Um amor firme, inabalável, absoluto? «A Felicidade Conjugal», extraordinário romance de Leão Tolstoi (que prefigura esse romance inesquecível, «Ana Karenina»), representa a história do casamento…
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