A Leste do Paraíso de John Steinbeck
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 2 vols. Colecção: Dois Mundos | 132 e 132-A
Os solos férteis do vale de Salinas, na Califórnia, são o cenário deste grande fresco histórico que acompanha os destinos de duas famílias, os Trask e os Hamilton, desde os dias da Guerra Civil Americana ao pós-Primeira Guerra Mundial.
A inexplicabilidade do amor e as consequências criminosas da sua ausência estão no centro deste romance, publicado originalmente em 1952, onde John Steinbeck apresenta algumas das suas personagens mais cativantes. Enfrentando um percurso pejado de luta e de sofrimento que atravessa gerações, nas suas histórias ouve-se ecoar irremediavelmente a tragédia das palavras bíblicas e assiste-se a uma reencenação da queda de Adão e Eva e da rivalidade destrutiva entre Caim e Abel.
“A Leste do Paraíso” é uma obra de maturidade e de grande fôlego, uma história brutal e apaixonante, sobre a qual escreveu o próprio autor:
«O assunto é o mesmo que cada homem tem utilizado como tema: a existência, o equilíbrio, a batalha e a vitória, na eterna guerra entre a sabedoria e a ignorância, a luz e a treva, o bem e o mal.»
Batalha Incerta de John Steinbeck Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 346 págs. B. Colecção: Dois Mundos | 133
Nos campos de Torgas Valley, na Califórnia, os apanhadores de maçãs estão decididos a pôr fim às práticas gananciosas impostas pelo pequeno grupo de proprietários rurais e a greve é declarada. No meio da insurreição, Jim Nolan, rapaz solitário desesperado por dar um sentido à sua existência, rapidamente se vê à frente das operações. Mas à medida que a luta cresce, a violência impõe-se de um modo implacável e a defesa pelo reconhecimento dos direitos fundamentais dos trabalhadores transforma-se num fanatismo cego, que ameaça esmagar a vida daqueles que se entregaram ao seu serviço. Romance empolgante que é ao mesmo tempo um olhar admirável sobre a agitação social e política e a história comovente de um jovem que procura definir a sua identidade, Batalha Incerta foi um dos primeiros títulos escritos por John Steinbeck, lançado em 1936, e desde logo revelador de alguns dos temas que mais marcariam a sua obra: o comportamento de grupo, a luta de classes, a injustiça social e a falta de solidariedade entre os homens.
Vinhas da Ira de John Steinbeck
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 477 págs. B.
Na década de 1930, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa e provocaram o êxodo de muitos deles para oeste, rumo à Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros ao longo das estradas, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina. Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck, publicado em 1939 e premiado com o Pulitzer em 1940, é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estoica de uma mulher. As Vinhas da Ira é um marco da literatura mundial.
Os Náufragos do Autocarro de John Steinbeck.
Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa, 1962, 383 págs. B.
Num cruzamento de estradas secundárias do interior da Califórnia, Juan Chicoy e a mulher, Alice, exploram um restaurante-garagem, de onde parte o autocarro que Juan conduz rumo a sul. Quando uma avaria obriga os passageiros a pernoitar nas instalações de Chicoy, uma multiplicidade de anseios, medos e tensões despontam e entrelaçam-se.
Bairro de Lata de John Steinbeck
Editora Ulisseia. Lisboa, 1958, 225 págs. B. Colecção: Sucessos Literários | 7
Cannery Row, em Monterey, na Califórnia, é um pobre bairro costeiro, de poucos quarteirões, onde se acumulam fábricas de enlatar sardinhas, restaurantes de má qualidade, bordéis e mercearias atravancadas. Os seus habitantes, dependendo da frincha pela qual se espreita, são prostitutas e batoteiros, mártires e homens bons, cujas histórias encerram lições de sobrevivência. É entre eles que se encontra o jovem biólogo marinho que todos tratam por Doutor, que aí conjuga o trabalho de recolha e análise dos animais da baía com o melancólico acompanhamento das almas infelizes – e que inesperadamente acabará por encontrar a verdadeira felicidade. Publicado pela primeira vez em 1945 e inspirado pelos habitantes reais de Monterey, Bairro da Lata é um romance onde John Steinbeck recupera o cenário do seu primeiro grande êxito, O Milagre de São Francisco, escrevendo com um misto de humor e comoção sobre a aceitação da vida como ela é, no seu jogo entre um sentido de comunidade e a solidão da existência, entre a tragédia e a generosidade.
O Inverno do Nosso Descontentamento de John Steinbeck.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 301 págs. B. Colecção Dois Mundos | 76
O Inverno do Nosso Descontentamento, o último romance que Steinbeck publicou, em 1961, é dominado pelos temas sociais, que conferiram à obra do autor uma unânime ressonância internacional.
O núcleo do romance é o dinheiro, a hipocrisia e os falsos valores, a crítica serena mas implacável às engrenagens de uma sociedade que mutila o homem no que ele tem de mais autêntico.
Na ponta final da sua carreira literária, John Steinbeck reencontra o fulgor de As Vinhas da Ira, o seu romance mais famoso, galardoado em 1940 com o Prémio Pulitzer.
Correspondente de Guerra de John Steinbeck.
Livro do Brasil. Lisboa, s.d., 259 págs. B. Dois Mundos | 96
Escritos por John Steinbeck para o jornal New York Herald Tribune entre junho e dezembro de 1943, a partir de diferentes campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, os textos aqui reunidos foram pela primeira vez publicados em livro em 1958. Dos navios de tropas em Inglaterra ao blitz de Londres, das lutas no Norte de África ao desembarque nas praias italianas, estes são relatos de um repórter com os pés e o coração no palco da ação, que come e bebe com os soldados atrás das linhas inimigas, que conversa com eles, que se lhes junta quando a luta eclode. «Os artigos de que este volume se compõe foram escritos sob tensão», comentou o autor quinze anos após a sua escrita, na introdução deste volume. «Ao relê-los, o meu primeiro impulso foi corrigir, adoçar as frases mais ásperas e suprimir as repetições, mas cheguei à conclusão de que essa aspereza teria de manter-se. Suprimi-la equivaleria a roubar-lhes o seu carácter de urgência. Estes artigos são tão reais como a má feiticeira e a boa fada, tão verdadeiros, autenticados e feitos para circular como qualquer outro mito.» E lê-los é, ainda hoje, uma lição de humanidade.
O Breve Reinado de Pepino IV de John Steinbeck. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 230 págs. B. Il.
Ninguém sabe ao certo explicar o que levou ao fim do sonho da Revolução Francesa. Há quem diga que foi a questão do Mónaco. A verdade é que, descontentes com o presidente em funções, os partidos franceses no poder veem-se, num fevereiro de 19…, reunidos durante longos dias de discussão, e acabam por votar unanimemente uma solução impensável: restaurar a monarquia. É assim que o astrónomo amador Pepino Arnulf Héristal, descendente de Carlos Magno, se vê coroado rei. No fundo, Pepino, Marie, a sua mulher, e Clotilde, a nova princesa, não entendem o que fazer enquanto família real, mas está tudo bem, pois há jogos de bastidores que continuam a controlar o Governo. Naquela que é a sua única obra de verdadeira sátira política, John Steinbeck convoca o seu lado mais mordaz para contar a história de O Breve Reinado de Pepino IV. Publicada em 1957, esta aventura lembrava ao mundo os valores republicanos que impulsionaram a democracia europeia: liberdade, igualdade e… oportunidade?!
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 👨🏻🎨 Ilustrações de William Pène du Bois
Pastagens no Céu de John Steinbeck. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 246 págs. B.
Ao longo de doze histórias interligadas, tendo por cenário um vale fértil da Califórnia, John Steinbeck retrata, de forma deslumbrante, os fracassos e as fragilidades, os sonhos e as ilusões, que por vezes destroem insidiosamente as promessas das «pastagens do céu». Através da descrição de acontecimentos aparentemente irrelevantes que tantas vezes transformam de forma decisiva as vidas das pessoas, Steinbeck lança muitos dos temas que virão a marcar as grandes obras da sua maturidade. Cada uma destas histórias está ligada às restantes pela presença, em todas elas, dos Munroe, uma família cujo comportamento disfuncional e cuja falta de sensibilidade provocam, não raras vez, desastres e até mesmo tragédias. Pastagens do Céu é a crónica dramática de uma decadência, na qual, por culpa de alguns, vão pouco a pouco perecendo a harmonia e as esperanças que durante muito tempo estruturaram a vida de toda uma comunidade.
História comovente de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu, levando com ela os sonhos bons e maus que representava. História também de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos. Baseada num conto popular mexicano, A Pérola constitui uma…
Livros de Bolso Europa-América, 152 História comovente de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu, levando com ela os sonhos bons e maus que representava. História também de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos. Baseada num conto popular…
História comovente de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu, levando com ela os sonhos bons e maus que representava. História também de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos. Baseada num conto popular mexicano, A Pérola constitui uma…
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