Alain Resnais de João Bénard da Costa [Dir.] Cinemateca Portugal. Lisboa, 1992, 189 págs. E. Il.
Alain Resnais (1922-2014) foi um cineasta independente e marcante, cujo estilo oscilou entre filmes intelectuais e adaptações teatrais. Colaborou com grandes argumentistas como Marguerite Duras e Alain Robbe-Grillet, e manteve atores recorrentes como Delphine Seyrig e Gérard Depardieu. Seu cinema valoriza memória, literatura, teatro e música, com traços surrealistas. A Cinemateca tem promovido retrospetivas que permitem redescobrir sua obra diversa e influente.
Crónicas Imagens Proféticas e Outras (1º Volume) (2002-2003) de João Bénard da Costa.
Assírio & Alvim. Lisboa, 2010, 413 págs. B. Il.
«Divino no sentido de divo, que ele sem o ser plenamente foi, como seu porte de velho senhor, o mesmo riso de demiurgo que quase juramos haver já visto fixado pelos romanos em alguma estatuária, o brilho hiperbólico, a inteligência analogamente intensa, o timbre cavo, a curiosidade, a coquetterie, o enigma e, por fim, surpreendentemente ou não, a inocência.
E divino também no sentido literal, na medida em que essa era a natureza do seu olhar. Quando João Bénard explicava aos incautos (osmesmos que, semo saber ou dizer, chegamtão cautos) que o seu tempo não era este, não era o deles, era o da maria cachucha, que reivindicava ele? Uma imperdoável apostasia: a de um contemporâneo que se coloca na pré-história.
Como o Cinema era Belo de João Benard da Costa. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 2006, 253 págs. B.
Cinquenta filmes para assinalar 50 anos de vida de uma instituição que, desde o final dos anos 60, vem apoiando o cinema. Primeiro, no relançamento do cinema português, depois na divulgação e agora com especial atenção ao experimentalismo e à formação de autores. O Grande Auditório recebeu diferentes cinematografias, alguns dos mais belos filmes clássicos da nossa vida que marcaram uma época e trouxeram um público numeroso à Fundação.
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