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  • Entre Cães e Lobos

    Entre Cães e Lobos

    Gilbert Cesbron

    5,00 

    Entre Cães e Lobos de Gilbert Cesbron.
    Bertrand Editora. Lisboa, s.d., 423 págs. B.

    A manifestação ruge no Quartier Latin. Encostado às grades do Luxembourg, Roland Guérin ouve aquele clamor com sensação idêntica à que, na sua infância, lhe inspiravam os gritos dos seus camaradas quando corriam ao Jogo do Veado. Era medo ou repulsa pela violência? Enquanto se interroga, o seu amigo Georges, de resto como antigamente, lança-se na desordem com entusiasmo. Georges será oficial de carreira, Roland professor de liceu. Um bater-se-á na Indochina, depois nos Aurés; o outro dará aulas e, nas horas vagas, escreverá, contra o exército, artigos não assinados. Cobardia? A palavra fustiga Guérin, atormentado pelas estranhas semelhanças entre os seus adversários e os seus correligionários. Alista-se. Na Argélia, o tenente Guérin descobre as realidades da guerra, com os seus horrores e justificações. Descobre também o amor.
    “Entre cães e Lobos” descreve a as fases de uma crise de consciência numa época de violência e responde a esta questão essencial: o que é a verdadeira coragem?

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Abelha Contra o Vidro de Gilbert Cesbron

    Abelha Contra o Vidro

    Gilbert Cesbron

    5,00 

    Abelha Contra o Vidro de Gilbert Cesbron.
    Livraria Tavares Martins. Porto, 1967, 331 págs. B.

    Esta obra, agora presente de forma directa, frontal, o problema da solidão.

    O drama de Isabelle Devrain, a figura central do livro, assenta em três pontos: tem 28 anos, é virgem e é feia. O seu diário, o caderno preto que era «para queimar sem ler depois da tentativa (falhada) de suicídio da sua autora, dá-nos a evolução da personalidade de Isabelle, desnuda uma alma sensível que sofre por acreditar que a fealdade lhe nega o lugar ao sol a que, como ser humano, a jovem entende ter direito.

    Uma Abelha Conta O Vidro, a história de uma rapariga feia, (tema delicado que um escritor da envergadura de Cesbron consegue manter sempre dentro das fronteiras da dignidade literária) é um patético grito de alarme sobre os dramas anónimos de seres humanos que, escarninhamente, a sociedade moderna tornou Robinsons em ilhas superpovoadas e é afinal mais uma tomada de posição do autor perante os grandes problemas gerados pela maneira de viver actual – falha de espiritualidade.

    ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.