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  • Salazar: Mocidade e Príncipios de Franco Nogueira

    Salazar: Mocidade e Príncipios

    Franco Nogueira

    10,00 

    Salazar: Mocidade e Príncipios de Franco Nogueira.
    Atlântida Editora. Coimbra, s.d., 339 págs. B.

    Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, gerou-se em Portugal um clima de ódio contra a figura histórica e humana de Oliveira Salazar. Não procuro negar a legitimidade dos motivos de quantos nutrem aquele sentimento. Decerto terão para tanto razões pessoais. É perfeitamente possível, aliás, formular reservas a muitos aspectos da obra de Salazar, e a traços da sua personalidade; e a quem possuir documentos que o permitam, e que eu desconheço, seria mesmo lícito condenar em bloco aquela obra e aquela personalidade.

     

    Mas o ódio é mau conselheiro, e a paixão política parece ser, dentre todas as paixões, a que mais cega os homens. No plano histórico, se são de arredar o favor e o encómio, também são de evitar tanto o ódio como a paixão. Impõe-se ao cronista de factos passados toda a frieza, toda a isenção de ânimo, toda a objectividade de juízo: não pode ser o apóstolo da figura retratada, nem o seu detractor tão-pouco. Em qualquer caso, a realidade histórica é esta: Oliveira Salazar governou POrtugal durante quase quarenta anos. Esses quarenta anos não foram um espaço em branco na história da Nação: mal ou bem, alguém os preencheu. Afigura-se que os portugueses têm o direito de saber como viveu a sua pátria e o que nesta aconteceu ao longo daquele período. Os portugueses de hoje e os de amanhã (…)

     

    É neste espírito, de absoluto desprendimento, de rigoroso exame das fontes, mesmo de gelado realismo, que concebi o relato do consulado de Oliveira Salazar. Não é obra de vitupério, nem de apostolado: busco a verdade, à luz de factos e documentos. Quem a quiser entender diferentemente, que entenda: mas não está de boa-fé.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Juízo Final de Franco Nogueira

    Juízo Final

    Franco Nogueira

    7,50 

    Juízo Final de Franco Nogueira.
    Editora Civilização. Porto, 1993, 230 págs. B.

    Mas que Juízo Final? Terá um pouco de muitos ângulos. Um juízo sobre o final da década? Sem dúvida. Sobre o final do século? Decerto. Sobre o final do milénio? Também. Sobre o final de um conjun de valores, de um estilo de cultura, de uma forma de civilização? Igualmente. E sobre os Portugueses e Portugal no dobrar de todas aquelas esquinas e no seu alegre caminhar pela estrada de Bizâncio? Por que não? E por último um juízo de quem porventura julga que publica um derradeiro livro. Todas estas inter pretações são válidas, e outras também. Consente todas as margens a deli berada ambiguidade do título. Tem muito por onde escolher o leitor even tual. Qualquer das escolhas não será certa nem errada,e não lhe fará bem, nem mal.

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.