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  • Lisboa Galante: Episódios e Aspectos da Cidade de Fialho de Almeida

    Lisboa Galante: Episódios e Aspectos da Cidade

    Fialho de Almeida

    5,00 

    Lisboa Galante: Episódios e Aspectos da Cidade de Fialho de Almeida.
    Editorial Vega. Lisboa, 1994, 191 págs. B.

    Livro de crónicas e contos de Fialho de Almeida, subintitulado “Episódios e aspetos da cidade”, em que os textos oscilam de facto entre a narrativa, como em “Amor de velhos”, “A chávena da China”, “A condessa” ou “A verruga”, e a descrição de Lisboa, como em “De noite”, “Madrugada de inverno” ou “Lisboa velha e Lisboa nova”. “Sentimental Journey”, cujo título remete intertextualmente para a obra de Sterne, oferece uma série de notações de viagem.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Galiza, 1905

    Galiza, 1905

    Fialho de Almeida

    7,50 

    Galiza, 1905 de Fialho de Almeida.
    O Independente. Lisboa, 2001, 314 págs. B.

    Tudo isto entra em mim de tal modo que eu velho de 50 anos, com barbas brancas, não tenho outro meio de mostrar o meu agrado senão desatando a gritar «Viva a Galiza!», enquanto as lágrimas me caem pelas barbas e toda a gente ri, dizendo: «Está loco o portugues!».

    Oh que estrada de rampas deliciosas, encostadas às montanhas, subindo agora sem cessar, não avançando nunca, subindo, voltando, e que parece feita, não por um engenheiro, mas por um grande poeta paisagista! E os olhos para trás descobrem paraisos verdes, perspectivas de inferno, braços de castanheiros que já de longe têm o ar de nos deitar a sua bênção, e de, nesta terra boa, de gente hospitaleira, nos desejar boa viagem.

    Em todas as estradas da Galiza há, marcada em postes sucessivos, não só a contagem quilométrica, senão, nas bifurcações, o destino das estradas, aonde levam, por que povos passam […] Ninguém arranca esses benéficos avisos, que ficam bajo la guardia del pueblo, como os jardins públicos, e o mais. Que lição para a estúpida e mal intencionada gentalha portuguesa, que tudo estraga!

    Um barco de vela a todo o pano é uma admirável e elegantíssima criação da fantasia utilitária. Só pela beleza das linhas vale todos os couraçados do mundo, que como os automóveis nunca perderão o tipo antipático que têm de ferros de engomar.

    Num oratório envidraçado (curiosidade) vi um Menino Jesus, nu, em atitude de meditar, horrível como estátua, e tendo um dos pés sobre uma caveira humana. Tão pequeno e tão brejeiro, e já Hamlet!

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Cidade do Vício

    Cidade do Vício

    Fialho de Almeida

    6,00 

    Cidade do Vício de Fialho de Almeida.
    Clássica Editora. Lisboa, 1959, 292 págs. B.

    De há muito que se fazia sentir a necessidade de reeditar os admiráveis volumes com que Fialho d’Almeida um dos mais notáveis prosadores de toda a nossa história literária enriqueceu o património cultural português. Vai a Livraria Clássica Editora satisfazer esse desejo do grande público que verdadeiramente aprecia os genuinos valores espirituais, ampliando tal iniciativa com a compilação dos numerosos dispersos e inéditos do notabilissimo escritor, o que constituirá a revelação de novas facetas da originalidade, do talento e da arte de escrever que consagraram Fialho d’Almeida como um dos Mestres do estilo e do pensamento nacional.

    📝 Assinatura de posse.

  • Gatos 1 de Fialho de AlmeidaGatos 1

    Gatos 1

    Fialho de Almeida

    2,50 

    “ Os Gatos renovam, com diferente critério de julgamento, e sob nova forma literária, o processo crítico instaurado à vida do País pelas Farpas. Nascidos do acaso dos eventos e dos episódios, em vão se procurará nestes comentários outra unidade que não seja a do modo invariàvelmente pessimista por que são considerados os homens e as acções. Um dos aspectos mais importantes do antagonismo que se alastra pelos 57 folhetos d’Os Gatos é a oposição política, posta em evidência pelos acontecimentos que se seguiram ao ultimatum. É deste aspecto que nos ocuparemos agora, procurando marcar a posição de Fialho no conflito anglo-luso, e determinar as raízes do seu jacobinismo, de efémera duração (…)”.