OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO DE ERICO VERÍSSIMO Edição Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 283 págs. B. Colecção: Livros do Brasil | 1
Primeiro grande sucesso editorial de Erico Veríssimo, publicado em 1938 e responsável por uma guinada decisiva na sua carreira literária. Eugénio Fontes, médico de origem humilde, recebe uma chamada do hospital sobre o estado grave de saúde de Olívia e, na viagem até lá, revisita o seu passado: a infância pobre, os sacrifícios dos pais que lhe permitiram estudar Medicina, e o amor verdadeiro que conheceu na faculdade mas nunca teve coragem de assumir, preferindo um casamento de conveniência com a filha de um empresário rico. Um romance sobre os valores autênticos da vida e o peso das escolhas feitas por ambição.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 405 ──────────────────
Senhor Embaixador de Erico Veríssimo. Círculo de Leitores. Lisboa, 1982, 350 págs. E.
Na pequena ilha de Sacramento, república imaginária no Caribe, explode uma revolução. Don Gabriel Heliodoro Alvarado, embaixador em Washington e compadre do tirano, volta ao país natal para defender seu amigo contra as forças rebeldes. Mas os guerrilheiros comunistas triunfam e prendem o Senhor Embaixador, figura que é a expressão do típico caudilho. Primeiro livro de Erico Verissimo após a consagrada trilogia O tempo e o vento, o romance O senhor embaixador é um retrato crítico e mordaz dos problemas políticos que assolam a América Latina. Concebido sob o impacto da Revolução Cubana e publicado um ano após o golpe de 1964, o livro foi um marco da resistência do escritor gaúcho. Segundo palavras do autor, esta obra “me oferecia a oportunidade de estudar a estrutura política, económica e social dessas republiquetas da América Central e do Sul e suas relações com o irmão maior e mais rico, os Estados Unidos. O romance se prestaria também para mexer com um problema que sempre me preocupou: a participação do intelectual na política militante e, mais especificamente, numa revolução de caráter violento”. Mas, além de um protesto contra revoluções sórdidas e insensatas, esta obra é também, essencialmente, um estudo da natureza humana, do homem como um ser em permanente estado de tensão.
Ana Terra de Erico Veríssimo.
Editores Associados. Lisboa, s.d., 203 págs. B. Livros Unibolso | 82
No século XVIII, a família Terra – pai, mãe e filhos – vivem numa estância erma do interior. O seu dia a dia é duro, penoso: tira o sustento da colheita, calcula a passagem do tempo observando a natureza, enfrenta ameaças de saque e pilhagem. Um dia uma das filhas do estancieiro, a adolescente Ana, encontra, à beira de um regato, um mestiço ferido. É o enigmático Pedro Missioneiro, indiático, bravio, e dono de uma cultura sofisticada em letras, histórias e artes musicais. Acolhido pela família, no início Ana tem aversão a Pedro, mas a repulsa é apenas o prelúdio da paixão que tomará conta da menina, provocando a ira e desejos de vingança nos irmãos e no pai. No meio desses sentimentos primitivos e dominadores, uma fronteira se desenha, uma nação e um povo se formam.
Lugar ao Sol de Erico Veríssimo. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 350 págs. B.
Um lugar ao sol é um romance escrito por Érico Veríssimo e publicado em 1936. A obra reúne vários personagens presentes em seu livro anterior, Musica ao longe, como Clarissa, Vasco, Amaro, Fernanda e Noel. Narra seus sonhos, suas lutas e suas frustações, e critica as tradições políticas do interior do Rio Grande do Sul.
Sobre o livro, disse o próprio autor: “Considero o elenco humano que povoa este livro o melhor de toda a minha obra, com exceção talvez de O Tempo e o Vento. Escrevi sobre essa gente com tanta afeição e interesse, com tamanha fé na sua existência, que acabei cometendo o pecadilho de todo o pai vaidoso para qual tudo quanto os filhos dizem e fazem merece ser contado ao mundo”.
Fantoches e Outros Contos de Erico Veríssimo.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 351 págs. B.
Reconhecido como um dos clássicos brasileiros do século XX, Erico Verissimo estreou na literatura em 1932 com o volume de contos Fantoches. Décadas depois, fez apontamentos manuscritos e ilustrações para a edição comemorativa do quadragésimo aniversário da publicação do livro. Neles, o escritor consagrado observa as narrativas do jovem principiante com olhar exigente, mas também com humor. Na primeira parte desta reedição da Companhia das Letras estão os fac-símiles das páginas de Fantoches anotadas por Erico. Escritos em forma de pequenas peças de teatro, os contos do jovem estreante já revelavam as qualidades que seriam desenvolvidas na maturidade. Quanto aos defeitos do principiante, o próprio Erico se encarrega de apontá-los e comentá-los. Depois de Fantoches, Erico só praticou o conto esporadicamente – e com maior domínio de suas técnicas. As seis narrativas breves incluídas na segunda parte deste livro revelam o engenho do criador de mundos e contador de histórias.
Viagem à Aurora do Mundo de Erico Veríssimo.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 282 págs. B. Il.
A obra foi mais um êxito do autor que, num estilo incisivo e até emocionante e convicente, nos prende a atenção da primeira à última página, através duma história plena de interesse; no entanto, <<<Viagem à Aurora do Mundo» não é uma obra sensacionalista: é um romance digno de emparceirar com as outras obras de Veríssimo e que mereceu já, de críticos exigentes, palavras justas de encómio e entusiasmo.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 👨🏻🎨 Ilustrações de Lima de Freitas Ernst Zeuner
O Tempo e o Vento: Continente de Erico Veríssimo.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 669 págs. B.
O primeiro volume de “O Continente” abre a trilogia “O Tempo e o Vento”. Erico Veríssimo mergulha no passado do Rio Grande do Sul e do Brasil em busca das raízes do presente. O país vive um momento de redescoberta de si e de redefinição de caminhos, com o fim do Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial, e o começo da Guerra Fria. Essa é a moldura para sua visão vertiginosa da violência e das paixões na definição da fronteira e nas guerras civis de seu estado natal.
Saga de Erico Veríssimo. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 294 págs. B.
Vasco Bruno atravessa o oceano e luta na Guerra Civil Espanhola como voluntário da Brigada Internacional. Após a vitória do general fascista Francisco Franco, é enviado a um campo de concentração e deportado ao Brasil. De volta a Porto Alegre, Vasco se depara com novo campo de batalha: em vez de fuzilamentos e bombardeios, os golpes baixos da sociedade burguesa; em vez das vilanias da guerra, as pequenas torpezas do cotidiano, as traições que também podem terminar em tragédia. Ao mesmo tempo, o jovem sente renascer a antiga chama de seu amor pela prima Clarissa.
O crítico Antonio Candido afirmou que um dos temas da obra de Erico era “o problema da barreira que a sociedade cria para a expansão e a realização do que há de mais honesto e puro no homem”. Publicado em 1940, no início da Segunda Guerra Mundial, Saga é um libelo humanista, um romance que denuncia a miséria social e ao mesmo tempo aponta uma luz de esperança em meio às nuvens escuras que chegam da Europa.
Este romance fecha o ciclo urbano da obra de Erico Verissimo – composto de Clarissa, Caminhos cruzados, Música ao longe, Um lugar ao sol, Olhai os lírios do campo e Saga.
Resto é Silêncio de Erico Veríssimo. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 329 págs. B.
O Resto É Silêncio é um romance escrito por Erico Veríssimo e publicado em 1943. O livro narra o suicídio de uma moça, que cai do décimo andar de um edifício em Porto Alegre. Vários personagens passam pelo local: Doutor Lustosa, um desembargador aposentado; Norival, um homem de negócios à beira da falência; Tônio Santiago, um romancista; Aristides Barreiro, um ex-deputado e rico advogado; “Sete”, um vendedor de jornais; “Chicharro”, um boêmio; e Marina, uma mulher angustiada. Descrevendo as reacções dessas pessoas antes e após o suicídio, Érico Veríssimo analisa o comportamento humano, ao mesmo tempo que traça o perfil de uma época.
PRISIONEIRO DE ERICO VERÍSSIMO Livros do Brasil. Lisboa, s.d. 246 págs. B.
O testamento literário de Erico Veríssimo assume a forma de uma poderosa parábola sobre a condição humana face à violência e ao preconceito. Através de uma narrativa incisiva, o aclamado autor gaúcho expõe as amarras que convertem o indivíduo num peão de engrenagens políticas e sociais opressivas. Entre o rigor do documento histórico e o alcance universal da fábula, esta obra derradeira ergue-se como um manifesto intemporal contra o absurdo da guerra, o ódio racial e as
────────────────── Características do Exemplar ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 370g
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Noite de Erico Veríssimo.c Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 243 págs. B.
Noite é um livro diferente, estranho, que nos coloca na presença e na intimidade de figuras que, arrancadas às sombras nocturnas, parece pertencerem a um mundo à parte. Entre essas figuras, avulta a do «Desconhecido», personagem patológica, cujo desenho de vigorosos traços denuncia e consagra a garra de um romancista excepcional. Começando por nos intrigar, o «Desconhecido» acaba por nos provocar um sentimento de piedade.
Na pequena ilha de Sacramento, república imaginária no Caribe, explode uma revolução. Don Gabriel Heliodoro Alvarado, embaixador em Washington e compadre do tirano, volta ao país natal para defender seu amigo contra as forças rebeldes. Mas os guerrilheiros comunistas triunfam e prendem o Senhor Embaixador, figura que é a expressão do típico caudilho. Primeiro livro de Erico Veríssimo após a consagrada trilogia O tempo e o vento, o romance O senhor embaixador é um retrato crítico e mordaz dos problemas políticos que assolam a América Latina. Concebido sob o impacto da Revolução Cubana e publicado um ano após o golpe de 1964, o livro foi um marco da resistência do escritor gaúcho. Segundo palavras do autor, esta obra “me oferecia a oportunidade de estudar a estrutura política, económica e social dessas republiquetas da América Central e do Sul e suas relações com o irmão maior e mais rico, os Estados Unidos. O romance se prestaria também para mexer com um problema que sempre me preocupou: a participação do intelectual na política militante e, mais especificamente, numa revolução de caráter violento”. Mas, além de um protesto contra revoluções sórdidas e insensatas, esta obra é também, essencialmente, um estudo da natureza humana, do homem como um ser em permanente estado de tensão.
Música ao Longe de Erico Veríssimo. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 211 págs. B.
A família Albuquerque se orgulha de ter recepcionado o imperador D. Pedro II numa suposta visita do monarca ao município de Jacarecanga. Apesar de terem sido proprietários da maior estância da região e de se considerarem benfeitores da população da cidade no passado, na década de 30 os Albuquerque estão atolados em dívidas e lutam para não perder o último casarão familiar. A ação é descrita através do olhar a um só tempo inquiridor e ingênuo da professora Clarissa, personagem surgida dois anos antes no romance de mesmo nome. A jovem não compreende o primo Vasco, um rebelde que vive às turras com a família, e não percebe que o primo personifica o amor ainda imaturo que, segundo um poeta que Clarissa aprecia, ‘tem o encanto fugidio e misterioso de uma música ao longe’.
O Tempo e o Vento: Retrato de Erico Veríssimo. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 594 págs. B.
Neste volume que conclui a segunda parte de “O tempo e o vento”, Rodrigo Terra Cambará enfrenta as contradições de seus afetos privados e reafirma sua inteireza ética e sua coragem. No fim do Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial, a família Terra Cambará não se reconhece no país que ajudou a construir.
Clarissa de Erico Veríssimo. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 218 págs. B.
Escrito em 1933, o primeiro romance de Erico Verissimo trata das descobertas de uma jovem de treze anos que se muda do interior para a capital do Rio Grande do Sul. Otimista e confiante, Clarissa mora em uma pensão familiar, onde convive com personagens que lhe apresentam as contradições da vida. Através do olhar de uma menina, um dos mais consagrados autores brasileiros retrata a Porto Alegre da década de 1930 e, ao mesmo tempo, as convulsões do país e do mundo naquele período.
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