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  • Mendigos de Milagres de C. V. Gheorghiu

    Mendigos de Milagres, Os

    C. V. Gheorghiu

    6,00 
    Os Mendigos de Milagres de C. V. Gheorghiu.

    Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 237 págs. B.

    Max é um jovem americano, belo, inteligente e rico.
    Branca ama-o ou julga amá-lo, mas, talvez deseje sòmente fazê-lo acreditar, porque na véspera da sua partida para a Europa onde devem casar-se, Max é raptado pelos irmãos de Branca. Encontram-no no dia seguinte, na berma da estrada, mutilado, quase morto… Porque Max é um negro.
    No processo todos os brancos se escusam. A própria Branca finge não conhecer Max. A que pode decidir-se um homem que já o não é, e ao qual recusaram fazer justiça?
    Max, mutilado, traído no seu amor, renegado pelos seus, devido à cor da sua pele, aceita ir para a Rússia a convite duma hábil propaganda das autoridades soviéticas. Convidado a tornar-se um agente da emancipação da raça negra, vai entrar numa engrenagem terrível; aparece, junto duma grande tribo da floresta africana, como instigador dum massacre de missionários que fomentará uma repressão sangrenta, graças à qual uma insidiosa campanha de imprensa poderá levar os colonialistas à vingança das opiniões públicas.
    Max não mais recuará perante coisa alguma. O encontro dos jovens missionários e a simpatia que tem por eles, não o impedirão de assinar a sua sentença de morte. Tudo se passa então segundo a maquinação prevista. Doravante Max poderia fugir… Mas ele já o não deseja; pagou antecipadamente.
    A ínfima parcela de respeito humano à qual tem direito, não podia tê-la; nunca mais a terá de nenhum lado. Não a terá dos Americanos, dos Soviéticos nem de qualquer povo branco.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.