O Carteiro de Pablo Neruda de António Skármeta. Editorial Teorema. Lisboa, 2010, 123 págs. B.
Mario Jiménez, jovem pescador, decide abandonar o seu ofício para se converter em carteiro da Ilha Negra, onde a única pessoa que recebe e envia correspondência é o poeta Pablo Neruda. Mario admira Neruda e espera pacientemente que algum dia o poeta lhe dedique um livro ou aconteça mais do que uma brevíssima troca de palavras ou o gesto ritual da gorjeta. O seu desejo ver-se-á finalmente realizado e entre os dois vai estabelecer-se uma relação muito peculiar. No entanto, a conturbada atmosfera que se vive no Chile daquela época precipitará um dramático desenlace…
Através de uma história tão original como sedutora, Antonio Skármeta consegue traçar um intenso retrato da convulsa década de setenta no país andino, assim como uma recriação poética da vida de Pablo Neruda.
A Rapariga do Trombone de Antonio Skármeta. Editorial Teorema. Lisboa, 2001, 348 págs. B.
Ao porto de Antofagasta, chega da Europa um tocador de trombone com uma menina de dois anos para a entregar ao emigrante malicioso Esteban Coppeta, ao qual assegura que a menina é sua neta. Apesar da duvidosa filiação, este aceita-a e a rapariga do trombone vive com ele os seus anos de infância e de adolescência, procurando fazer luz sobre o seu passado e a sua identidade.
Sabendo que a sua provável avó é Alia Emar, uma noiva humilhada pelas tropas inimigas durante a sua noite de núpcias, na ilha adriática de Gema, decide assumir a fantasia, a identidade e o nome da avó para reivindicar com a sua própria vida. Se o real parentesco entre Esteban Coppeta e a rapariga do trombone é questionável, a relação que se estabelece entre ambos através do amor, da ironia e da dor cria laços de sangue mais fortes do que naturais.
Alia Emar é uma apaixonada pelo cinema e pelas heroínas românticas e vive obcecada por Nova Iorque, onde sonha encontrar algum dia o seu tioavô Reino Coppeta, provável fabricante do monstro cinematográfico King Kong. A procura de aliados para a sua aventura de escapar para os Estados Unidos liga-a a deliciosos personagens que alimentarão ou destruirão o seu projecto.
A Boda do Poeta de Antonio Skármeta. Editorial Teorema. Lisboa, 2000, 278 págs. B.
A história de um amor lendário, num registo de intriga e humor, um olhar inteligente e satírico sobre a Europa do pré-guerra, mas também a crónica de uma estirpe de imigrantes que chega ao Chile nos princípios do século XX.
Pai de Filme de António Skármeta. Editorial Teorema. Lisboa, 2010, 83 págs. B.
Numa aldeia decadente e remota do Chile, onde uma simples ida ao cinema ou ao bordel implica uma viagem num velho comboio, também ele em vias de extinção, vive, com a sua mãe, um jovem professor primário cheio de sonhos literários e o natural desejo de encontrar o amor e descobrir o sexo.
Neruda por Skármeta de António Skármeta. Editorial Teorema. Lisboa, 2004, 205 págs. B.
Neruda por Skármeta é uma privilegiada viagem de ida e volta ao coração da vida e da obra de um homem excepcional, um poeta de dimensão ilimitada, pela mão de uma testemunha íntima e privilegiada. Ricas em episódios, afecto e sentido de humor, estas páginas são também a homenagem pessoal do autor ao Prémio Nobel de Literatura.
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