Durou o tempo de uma Dinastia inteira a conquista da Independência de Portugal.
Efectivamente, foi determinante a grande obra de D. Afonso Henriques, não só em suas façanhas guerreiras como também nas vitórias políticas que conseguiu para fundar a Pátria Portuguesa. Todavia, mostrou-se da maior importância o papel desempenhado pelos Reis, seus sucessores, para manter e fomentar o desenvolvimento geral, entre os séculos XII e XIV. Na parte final desta primeira época, é exactamente a Independência de Portugal que se consolida na Guerra contra Castela, sobretudo no retumbante triunfo da batalha de Aljubarrota.
Quando chegou o princípio do século XV, Portugal era um país que se encontrava em boas condições para se abalançar a uma grande aventura. Assim começou uma época de glória, o tempo da Expansão Marítima. Em muitas viagens por Oceanos desconhecidos, os navegadores portugueses fizeram os Descobrimentos com suas caravelas e naus que foram até aos confins do Planeta. Desvendaram terras e gentes, realizaram comércio e ergueram fortalezas por toda a parte. No século XVI, Portugal detinha um vasto Império com domínios do Oriente ao Ocidente.
Tempos Liberais de Ana Maria Magina. Desabrochar Editorial. Porto, 1992, 47, págs. E.
No princípio do século XIX, as invasões Francesas arruinaram Portugal. Além do mais, obrigaram a Família Real a deslocar-se para o Brasil e permitiram que a Inglaterra dominasse o nosso País. O Governo Absoluto não conseguia resolver os problemas graves que se punham à Pátria. Abriu-se, então, um novo caminho: a partir de 1820, o Novo Regime começou a implantar-se e, depois de 1834, o Estado passou a ser governado segundo uma lei suprema, ou seja, uma Constituição Política. Os Tempos Liberais instalam, portanto, uma Monarquia Constitucional.
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