OS INDIFERENTES DE ALBERTO MORAVIA Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 263 págs. B.
Primeiro romance de Alberto Moravia, publicado em 1929, quando o autor tinha apenas 21 anos. Em Roma, no pós-Primeira Guerra Mundial, Michele revolta-se inoperantemente contra o vazio da vida burguesa enquanto a mãe se entrega a um amante calculista e a irmã se deixa seduzir indolentemente pelo mesmo homem. Instigado por uma amiga da família a reagir, Michele permanece preso a um torpor que parece dominar todos eles. Numa sucessão de intrigas familiares condensadas em poucos dias, o romance expõe o tédio, o erotismo desapaixonado e a decadência de valores da ascensão social moderna, sendo considerado uma obra-prima da literatura decadentista italiana e precursor do existencialismo literário europeu.
────────────────── Características do Exemplar 🖋️ Assinatura de posse de anterior proprietário, sem outras marcas.
Peso: 390g ──────────────────
A Ciociara de Alberto Moravia
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 306 págs. B. Colecção: Romances Universais | 26
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma mulher e a sua filha enfrentam a brutalidade da guerra e a fragilidade da vida em busca de um refúgio seguro. A relação entre mãe e filha torna-se o centro de uma luta pela sobrevivência, onde o amor e a proteção se tornam ainda mais preciosos em tempos de incerteza.
À medida que os horrores do conflito se desenrolam, a protagonista é confrontada com escolhas difíceis que a levarão a questionar não apenas as suas convicções, mas também a essência da sua própria humanidade. A narrativa cruza os limites do sofrimento e da esperança, revelando as facetas da resistência e da vulnerabilidade.
Este relato profundo e tocante explora a complexidade das relações familiares em cenários extremos, capturando a essência da luta pela vida e pelo amor mesmo nas circunstâncias mais adversas. Uma leitura que nos faz refletir sobre o que significa ser humano em tempos de crise.
O Desprezo de Alberto Moravia.
Editora Ulisseia. Lisboa, 1967, 230 págs. B.
Num casamento aparentemente perfeito, o olhar crítico começa a induzir uma distância que acabará por se degradar e tornar-se desprezo, a ponto de destruir o amor que até ali existia. Situado em Roma e Capri, este romance de um dos maiores escritores italianos do séc. XX, e que Jean-Luc Godard tão brilhantemente adaptou ao cinema, é, como nos diz Pedro Moura e Sá no prefácio a esta edição, “a história da despoetização de uma relação amorosa”.
Um Mês na URSS de Alberto Moravia. Livro do Brasil. Lisboa, s.d., 161 págs. B. Il.
“Um Mês na URSS”, de Alberto Moravia, é o relato vívido da viagem do autor à União Soviética, onde observa de perto o quotidiano, a cultura e as contradições de um regime em plena Guerra Fria. Com o seu olhar crítico e humano, Moravia descreve as cidades, as pessoas e a ideologia que moldavam o país, revelando tanto o fascínio como as limitações do sistema soviético. Uma obra que mistura reportagem, reflexão política e literatura de viagem.
Ambições Frustadas de Alberto Moravia. Editora Arcádia. Lisboa, 1971, 575 págs. Dura
Ambições Frustradas, que foi o segundo romance de Morávia, é talvez dos melhores exemplos dessa faceta tragedizante do autor e também da faculdade de transpor os termos tradicionais da tragédia-conflito individual para os do enquadramento social dos personagens, da sua oposição a um destino isolado.
Em ‘Ambições Frustadas’, Alberto Moravia retrata a alta burguesia, que vê o mundo e a vida a partir de seus interesses imediatistas, raramente legítimos. Comparando a burguesia a uma fauna humana alienada pelo esnobismo, fixação no poder financeiro, falta de ética e de moral, o autor faz indagações sobre as causas dessa realidade social. Um interessante historia sobre a sociedade romana da década de 30. Personagens cujas vidas se entrelaçam de modo curioso servem de foco para a ferrenha crítica de Morávia. A futilidade, superficialidade e valores de uma classe são retratadas com uma linguagem que lembra a do cinema moderno.
1934 de Alberto Moravia. Editorial Presença. Lisboa, 1984, 211 págs. B.
Romance de Alberto Moravia, publicado em Itália em 1982 e traduzido por Mário de Brito para esta edição portuguesa. Passado em 1934, acompanha Lucio, jovem intelectual antifascista, numa viagem a Capri onde se envolve com Beate Müller, jovem alemã de espírito melancólico casada com um simpatizante nazi. A intriga, marcada por jogos de identidade e pela presença da irmã gémea de Beate, serve de pano de fundo a uma reflexão sobre o desespero existencial e a ascensão do totalitarismo na Europa dos anos trinta.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse ──────────────────
A Revolução cultural chinesa é o mais importante acontecimento político que ocorreu no mundo comunista depois da destalinização. Foi assunto do dia-a-dia, tratado em todos os jornais; fez correr tinta nas revistas; deu origem a uma avalancha de confusos noticiários…
Admirável reflexão sobre a velhice, O Homem Olha é antes de mais uma análise do voyeurismo e vem demonstrar que, se o amante é sempre um voyeur, o escritor em contrapartida é sempre um visionário.
Ciociara de Alberto Moravia. Círculo de Leitores, 1973, 305 págs. B.
Pressionada pela miséria, Cesira refugia-se em Roma, fugindo de sua Ciociara natal. Obrigada pela guerra a voltar com sua filha para as montanhas, elas vêem, qual castelo de cartas, cair por terra seus sonhos, sua fé, sua inocência. Transformado em filme – valeu um Oscar de melhor atriz a Sofia Loren. A Ciociara está impregnado de comovente tragicidade, tão familiar aos romances e novelas de Alberto.
Agostinho de Alberto Moravia. Editora Ulisseia. Póvoa do Varzim, 1986, 114 págs. B.
A extrema sensibilidade de Alberto Moravia manifesta-se, em Agostinho, através do olhar de um adolescente.
Agostinho está a sair da fase que Sigmund Freud apelida de lactência – período que medeia entre os seis e os doze anos e durante o qual os instintos sexuais estão como que adormecidos – e a entrar na fase genital, altura em que começa a ter os primeiros impulsos sexuais tal como se manifestam ao longo da idade adulta.
Conformista de Alberto Moravia. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 355 págs. B.
Alberto Moravia é um dos escri tores mais admirados na Itália contemporânea. Pode talvez dizer-se que ninguém melhor do que ele. sabe retratar a decadência da socie dade italiana, ao nível dos costumes e das atitudes. É verdade que Mora via os descreve com a objectividade crua de quem passeia por uma pai sagem a luz fria de um projector. Mas a descrição é implacável e não admite complacências. Se Moravia se abstém de pronunciar um veredicto, c. designadamente, uma condenação, não é menos exacto que a ideia subjacente às páginas deste romance é a da repulsa pelos seus protagonistas e por toda a série de gestos que os definem.
O Conformista enfileira entre as obras mais célebres e discutidas de Alberto Moravia. O pessimismo histórico e moral que lhe atribuem é a contrapartida de uma veracidade a que o escritor quis submeter-se, para não ultrapassar o plano da arte. Cabe ao leitor percorrer o resto da caminhada, retirando destas páginas as ilações consequentes.
Num casamento aparentemente perfeito, o olhar crítico começa a induzir uma distância que acabará por se degradar e tornar-se desprezo, a ponto de destruir o amor que até ali existia. Situado em Roma e Capri, este romance de um dos maiores escritores italianos do séc. XX, e que Jean-Luc Godard tão brilhantemente adaptou ao cinema,…
Contos Eróticos de Alberto Moravia. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1986, 214 págs. B.
Contos de aparições e desaparições, assim se referiu Enzo Siciliano aos textos de que se compõe este volume de presenças e ausências, como se o narrador tivesse perseguido no teatro da própria fantasia fantasmas cujas feições, nome e origem, procurou deliberadamente evitar..
Este novo livro de Alberto Moravia confirma, se necessário, a qualidade estilística-agora liberta do hiper-realismo das suas ficções femininas dos anos setenta – de um dos mais importantes escritores italianos do século XX. “O erotismo», acrescenta ainda Enzo Siciliano, torna-se nestas páginas motivo de sofrimento e (…) de dialéctica entre razão e paixão».
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