No volume presente divulgam-se aspectos de um levantamento de tradições culturais populares, levado a efeito na região de Abrantes, de 1976 a 1979, por professores estagiários de Educação Visual da Escola Preparatória daquela cidade. ÍNDICE Antologia Introdução Decoração das Habitações Palmitos Saudades Bonecas das Pernas de Cana Seirões O Ferrador Cangas e Cangões Leques de…
“É a própria História que aqui fala por um dos seus mais categorizados actores do grande drama de 1910. Ao lermos as páginas daquele que, na manhã do 5 de Outubro, proclamou ao Povo de Lisboa a vitória da República, sentimos afinal chegar até nós, por sobre tão longas noites de desesperada espera do resgate da Liberdade, a voz não apenas dum indivíduo súbita e naturalmente investido da missão de proclamar «coram populo» a Ideia superior pela qual militava, mas a voz mais alta, incorruptível e perene da própria Liberdade. É o Homem Livre chamado José Relvas que, do alto duma varanda imortal, nos brada o seu grito de libertação, não só a sua, a daquela leda manhã de Outubro,, mas também a de tantas outras que chegam por força depois de anos de silêncio e opressão, das manhãs que não cessam de raiar, que vinham de antes de Outubro de 1910, que se seguiram àquela, que despontaram depois, como esse 25 de Abril de 1974 que nos resgatou e nos permite agora dar à estampa livros como este”.
Origem e Actualidade do Civismo de Afonso Botelho. Terra Livre. Lisboa, 1979, 141 págs. B.
Antes de procurarmos a origem do civismo, e se é ainda actual nos nossos tempos, natural se torna que nos interroguemos acerca do que ele é.
O espirito que preside a esta colecção aconselha-nos até a antecipar outra questão, que será a de averiguar se o tema do civismo se pode considerar oportuno.
Com efeito, há livros que tratam de problemas puramente abstractos, que, tendo embora muito interesse em si mesmos, e para um conjunto restrito de pessoas, nada dizem ao conjunto bastante lato de portugueses a que esta colecção se destina.
Mocidade Portuguesa: Breve História de uma Organização Salazarista de Lopes Arriaga. Terra Livre. Lisboa, 1976, 194 págs. B
“Quatro décadas depois da sua criação, em pleno florescimento do regime ditatorial salazarista, quem se lembrará hoje da extinta Mocidade Portuguesa, como irrompeu e que objectivos perseguia a organização juvenil que procurara abarcar nos seus tentáculos a juventude do País inteiro — trabalhadora ou não —, inspirando-se nos modelos hitlerianos e da Itália de Mussolini? Criada em 1936 pelo ministro Carneiro Pacheco, o carácter de filiação obrigatória, a fisionomia militarista e eminentemente política, a época em que surgiu, a forma absorvente como procurou abranger toda a juventude, a sua orgânica, e o regulamento de instrução geral decalcado dos do Exército, em pouco tempo criaram à sua volta um clima de antipatia e de marcado pendor fascizante (…)” — retirado do Intróito.
PORTUGAL, ARQUITECTURA E SOCIEDADE DE CARLOS DE ALMEIDA Terra Livre. Lisboa, 1978. 116 págs. B. Il.
Ensaio de pendor sociológico e histórico que analisa a evolução das estruturas urbanas e habitacionais portuguesas à luz das transformações sociais do País. Dividida de forma clara, a obra debruça-se sobre as origens e as expressões da arquitectura, desde as manifestações mais populares e tradicionais, como dólmenes e palafitas, até às construções mais eruditas. O autor desenvolve uma reflexão crítica sobre a organização do espaço urbano, o urbanismo e o impacto que o desenvolvimento socioeconómico exerce na fisionomia das vilas e cidades contemporâneas nacionais.
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