Hotel Locarno de António Mega Ferreira Sextante Editora. Porto, 2015, 142 págs. B.
Da solidão sem esperança do xerife de Rio Bravo à busca sem horizonte num lugar qualquer do Alentejo, treze contos em que se contam desencontros e incompreensões, como os quartos fechados de um hotel romano, sem portas de comunicação uns com os outros. Um conferencista que se precipita na memória de um nome amado, um cadete da marinha que faz da dissimulação o seu livre-trânsito para a liberdade, um diplomata incapaz de resistir ao perfume de uma baiana e de tolerar o aroma de um fruto tropical, uma criança que nunca será capaz de perdoar ao pai uma recusa que lhe nega a possibilidade de ser sujeito da História, são outras tantas almas desiludidas e errantes que se acolhem à sombra protetora do Hotel Locarno. De passagem. Rumo a outro hotel qualquer.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Doutor Jivago de Boris Pasternak Sextante Editora. Lisboa, 2008, 554 págs. E.
Doutor Jivago é a grande saga épica e maravilhosa da Rússia da primeira metade do século XX, narrada através da inesquecível história da vida e dos amores de um poeta, filósofo e médico nos dias turbulentos da revolução. Iuri Andréievitch Jivago decide levar a família de Moscovo para os montes Urais, na expectativa de aí encontrar maior segurança, mas acaba por se ver não só no centro da batalha entre as frentes branca e vermelha mas também dividido entre a sua casa e o amor desmedido pela bela enfermeira Lara.
Este que é considerado o maior romance da Rússia pós-revolucionária foi publicado originalmente em 1957, um ano antes da atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao seu autor, mas, banido pela censura do Partido Comunista, teria de aguardar trinta anos para ser lido no país de Pasternak.
Macedo: uma biografia da infâmia de António Mega Ferreira. Sextante Editora. Lisboa, 2011, 366 págs. B.
Na transição do século XVIII para o século XIX, Macedo é o sintoma de uma doença, talvez a chaga mais visivelmente purulenta de um mal que roía o corpo social do país, entre o estertor de um regime antigo e as dores de parto de qualquer coisa de novo. É porque foi, ou quis ser, poeta, pregador, panfletário, político – e porque o foi, por vezes, com prolixidade e brilhantismo estonteantes – que Macedo se tornou a efígie do desconcerto de uma época que contém em si duas ou três vidas da história de Portugal.
Palco da Memória de Carmen Dolores de Carmen Dolores. Sextante Editora. Porto, 2012, 269 págs. B.
«Nunca pensei escrever um segundo livro de memórias, embora o primeiro tivesse como título Retrato inacabado. No entanto, o tempo foi passando e comecei a anotar numa espécie de diário o que me ia acontecendo, o que ia observando, o que me despertava mais interesse… e assim surgiu este No palco da memória, para que fique um registo daquela que ainda sou, uma referência aos trabalhos em que fui participando, e até um recordar do que se escreveu a meu respeito.»
Eis uma voz única, a de Carmen Dolores, que nos entrega aqui, desta vez por escrito, um testemunho precioso de uma longa vida em que o Teatro desempenhou um papel decisivo. Cruzamento de passado e presente, de memórias e vida, de vozes e de silêncios, esta é também a história de uma mulher e do seu tempo, história que ela tornou exemplar pelo empenho e sensibilidade com que sempre a viveu.
O OGRE DE JACQUES CHESSE Sextante Editora. Porto, 2010. 159 págs. B.
Romance de Jacques Chessex vencedor do Prix Goncourt em 1973, traduzido por José Carlos Gonzalez. Jean Calmet, professor de latim em Lausanne, assiste à cremação do pai e vê-se de imediato assediado pelos fantasmas e humilhações do passado. A figura paterna, dominadora e castradora, persiste mesmo após a morte, impedindo o protagonista de se libertar e de viver. O título designa o pai, o ogre que devorou a vida dos filhos sem nunca morrer de verdade.
────────────────── Características do Exemplar
✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 255g
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Bufo & Spallanzani de Rubem Fonseca. Sextante Editora. Porto, 2010, 227 págs. B.
«Quando chegou ao local do encontro, Guedes já sabia que Delfina não estava a dormir, como chegaram a supor as pessoas que a encontraram, devido à tranquilidade do seu rosto e à postura confortável do corpo no assento do carro. Guedes, porém, havia tomado conhecimento, ainda na delegacia, do ferimento letal oculto pela blusa de seda que Delfina vestia.»
E Agora? Por uma Nova República de Manuel Maria Carrilho. Sextante Editora. Porto, 2010, 201 págs. B.
Os problemas que antes se adivinhavam, e que infelizmente foram escamoteados, são hoje incontorná-veis. Analisando-os, Manuel Maria Carrilho avança com várias propostas, defendendo uma visão do País e do seu futuro centrada na urgente qualificação do território, das instituições e das pessoas, que lance as bases de uma Nova República.
No meio de uma crise que torna a intervenção pública um imperativo de cidadania, este livro procura, num registo simultaneamente político e pedagógico, estimular um debate fundamental sobre os proble-mas do nosso tempo e do nosso País.
Em todas as culturas, as questões relativas ao sexo e ao género foram expressas em provérbios, uma das mais curtas formas literárias. Este livro apresenta um estudo surpreendente e divertido sobre as semelhanças (até mais do que diferenças!) entre milhares de provérbios sobre a mulher, a sua condi-ção e as suas vivências, provenientes de centenas de línguas e mais de 150 países.
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