Monte dos Vendavais de Emily Bronte. Romano Torres. Lisboa, 1964, 336 págs. B. Colecção: Obras Escolhidas de Autores Escolhidos | 25
O Monte dos Vendavais é uma das grandes obras-primas da literatura inglesa. Único romance escrito por Emily Brontë, é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição. Adoptado em criança pelo patriarca da família Earnshaw, o senhor do Monte dos Vendavais, Heathcliff é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança. Magistral na construção da trama narrativa, na singularidade e força das personagens, na grandeza poética da sua visão, nodoso e agreste como a raiz da urze que cobre as charnecas de Yorkshire, O Monte dos Vendavais reveste-se da intemporalidade inerente à grande literatura.
Os Vencedores da Mortes de Emílio Salgari. Edição Romano Torres. Lisboa, 1958, 144 págs. B. Coleccão: Salgari | 24
«Meia hora depois, OS fugitivos abandonavam o espesso pinhal, descendo novamente a estrada que de via conduzi-los para as ribas meridionais do Baikal. A escuridão tornara-se profunda, tendo-se encoberto o céu com espessas névoas carregadas de neve que se erguiam do lago; e o frio era agudíssimo por causa do vento que soprava do norte, o que produz sempre bruscos abaixamentos da temperatura, saltos de quinze e às vezes vinte graus a mais.
Os cavalos, fustigados e sustidos pelas suas ferraduras de aço, galopavam rapidamente pela gelada estrada, levantando turbilhões de neve, que investiam com os viajantes, envolvendo-os numa espécie de névoa, que brilhava à claridade das lanternas da troika com estranhos fulgores.»
Romance da Família Chuzzlewit de Charles Dickens. Edição Romano Torres. Lisboa, 1956, 659 págs. B.
Nenhuma outra obra de Dickens se compara a esta, no perfume da linguagem e na riqueza de estilo. «Martin Chuzzlewit» – ou melhor dizendo, «O Romance da Família Chuzzlewit» representa, por assim dizer, o mostruário completo das faculdades criadoras de Dickens. Nele se aprende intensamente (como se fosse laboratório prático de psicologia humana) a misturar a verdade e a fantasia em doses convenientes e necessárias para não causar o mínimo dano e, sim, pelo contrário, para estimular, no espírito de cada um de nós, a confiança num mundo melhor e numa vida mais bela!
Razões do Coração de Jane Austen. Romano Torres. Lisboa, 1961, 310 págs. B.
Este romance narra a história de duas irmãs de temperamentos diferentes, as quais, em razão do falecimento do pai, têm de se adaptar a um estilo de vida mais modesto, em meio a uma sociedade inteiramente dirigida pelo status social.
Grande Amor de Jane Eyre de Charlotte Bronte. Romano Torres. Lisboa, 1951, 406 págs. Mole.
A história de uma órfã que vive com a sua desagradável tia e os seus nada atractivos primos. Mais tarde, colocada num asilo, Jane começa a desenvolver um espírito independente para a época e aprende que a melhor maneira de manter o respeito próprio na adversidade é manter o autocontrole. Esta aprendizagem servir-lhe-á para toda a vida e permite-lhe repudiar noivos, ser auto-suficiente, mudar de identidade e encontrar um seu igual ao nível intelectual e da paixão sexual.
O Espírito e a Graça de Camões de Luís de Oliveira Guimarães. Edição Romano Torres. Lisboa, 1979, 136 págs. B.
Ao falar-se de Camões lembra-se logo o «épico» porque “Os Lusíadas” se tornaram uma obra épica mundial. Nada mais justo que assim acontecesse, dadas as excepcionais qualidades que exornam o poema. Mas a obra épica não ensombra a obra lírica e satírica de Camões. Quer os sonetos, quer os madrigais, quer as peças de teatro, quer as cartas, quer as próprias réplicas irónicas em prosa e em verso, merecem a justa admiração, tanto dos eruditos como dos simples leitores do grande poeta.
Fabíola de Cardeal Wiseman. Romano Torres. Lisboa, 1954, 362 págs. B.
O romance “Fabiola”, também conhecido como “Fabiola ou a Igreja das Catacumbas”, foi escrito pelo Cardeal Nicholas Patrick Wiseman e publicado pela primeira vez em 1854. Trata-se de um romance histórico e cristão, passado na Roma no século IV, durante o período das perseguições aos cristãos pelo Império Romano.
Estranha História de Oliver Twist de Charles Dickens. Romano Torres. Lisboa, 1952, 411 págs. Mole.
A saga do órfão Oliver Twist na sua progressão por um mundo desumano onde, mesmo assim, existe sempre a esperança.
Oliver Twist é um órfão numa sociedade britânica em plena Revolução Industrial. Até ao final da sua infância, Oliver é vendido, transacionado e usado como se de um produto ou um escravo se tratasse. Da sua passagem pelo orfanato gerido por um regime opressivo é vendido como aprendiz de cangalheiro. Os maus-tratos sucedem-se e Oliver consegue fugir para a metrópole, Londres, a capital do maior império à face da terra e onde a vida humana continua a valer menos do que a mais pequena das moedas.
Para sobreviver, Oliver junta-se a um grupo de miúdos carteiristas que percorrem as ruas de Londres ao serviço do pérfido Fagin.
Apesar de tudo há sempre espaço para a amizade e a esperança, e quando tudo parece perdido vê-se uma luz ao fundo do túnel.
Nicholas Nickelby de Charles Dickens. Editorial Romano Torres. Lisboa, s.d., 556 págs. B. Obras Escolhidas de Autores Escolhidos | 73
O pai de Nicholas Nickleby morre depois de perder todo o seu dinheiro num investimento que correu bastante mal. Nicholas, a mãe e a irmã são obrigados a deixar uma vida tranquila e confortável em Devonshire e a procurar a ajuda do tio do lado paterno, Ralph Nickleby, um homem de negócios rude e áspero, pouco interessado em ajudar parentes pobres, muito menos o jovem Nickleby, que lhe lembra precisamente o seu falecido irmão. Ainda assim, o tio arranja ao jovem um cargo mal pago como assistente do director de uma escola. Recém-chegado ao seu novo posto de trabalho, Nicholas descobre a crueldade tremenda do director e da sua mulher, que montaram em conjunto um esquema mirabolante para receber dinheiro dos pais que não querem ver os filhos desencaminhados e pagam o que for necessário para garantir uma boa educação sem quaisquer incómodos. Contudo, as condições da escola são terríveis: há tareias e espancamentos, a alimentação é péssima, as condições de vida são inimagináveis, a violência psicológica é permanente e a qualidade do ensino deixa muito a desejar.
Rainha Santa de Gentil Marques. Edição Romano Torres. Lisboa, s.d., 194 págs. B.
Gentil Esteveira Marques (1918–1991) foi um escritor, jornalista, cineasta e radialista português. Licenciado em Biologia, dedicou-se sobretudo à escrita, ao cinema e à rádio. Publicou dezenas de obras, entre ficção e biografia, destacando-se Lendas de Portugal e uma biografia de Eça de Queirós. No cinema, realizou Nau Catrineta e um documentário sobre a Exposição do Mundo Português (1940). Dirigiu o Jornal de Turismo e coordenou o Voz das Misericórdias. Foi casado com a escritora Mariália, com quem colaborou ao longo da vida. Após enviuvar, não voltou a casar.
Pajem de Maria Stuart de Walter Scott. Edição Romano Torres. Lisboa, 1959, 526 págs. B.
Walter Scott (1771-1832) é reconhecido como o pai do romance histórico moderno.
Doutor em Leis, foi advogado, juíz e xérife mas é recordado pelas suas obras literárias. A sua produção estende-se do romance à poesia e ao teatro.
Walter Scott é sobretudo célebre pelos seus romances históricos que encantaram gerações de leitores e contribuíram para um maior conhecimento do passado de Inglaterra e da Escócia.
Obras como Ivanhoe, O Talismã ou Rob Roy, entre muitas outras, tiveram várias dezenas de adaptações cinematográficas, televisivas e teatrais e contam-se ainda hoje entre os livros de aventuras preferidos pelos leitores de todos os tempos.
O último livro da famosa escritora Inglesa EVELYN ANTHONY é um romance magistral, cheio de suspense. passado nos nossos dias, cuja acção decorre em Londres, Paris. e Munique.
É a história de uma linda rapariga, Paula Stanley, procurada pelo antigo ajudante-de-campo de seu pai um general alemão, da II Guerra Mundial – dado como desaparecido, que lhe revela este estar vivo e ter depositado com todo o segredo e segurança um fabuloso espólio de guerra que lhe deseja entregar, A TAÇA DE POELLEMBERG, célebre obra de arte de Cellini. Emocionada com tal revelação e vencendo o cepticismo inicial, Paula resolve seguir as pistas que lhe foram dadas, desejando ardentemente encontrar seu pai, único elo de ligação com o passado. A medida que Paula vai desvendando o mistério que envolve seu pal e a jóia maravilhosa, morte violenta e traição começam a rodea-la com o aparecimento de novos personagens. O leitor encontra em O GENERAL uma obra apaixonante e de grande qualidade literária em que a autora soube criar a história assombrosa de um tesouro demasiado perigoso para alguém reclamar a sua posse.
Cavaleiro da Escócia de Walter Scott. Edições Romano Torres. Lisboa, 1974, 386 págs. B.
Poeta, romancista e editor escocês, filho de um jurista e de Anne Rutherford, filha de um médico e professor universitário. Descendente de famílias famosas da fronteira escocesa, Scott nasceu em 1771, em Edimburgo, onde frequentou o liceu e a universidade. A sua ascendência atraiu-o desde a infância para a história dos clãs fronteiriços da Escócia, que conheceu através das suas lendas e baladas.
Os Últimos Amores de Napoleão de António de Campos Júnior. Romano Torres Editores. Lisboa, s.d., 731 págs. E.
António Maria de Campos Júnior (Angra do Heroísmo, 13 de maio de 1850 — Marinha Grande, 8 de setembro de 1917) foi um militar do Exército Português que se destacou como escritor, dramaturgo e redactor de diversos periódicos.[
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