Interpretação dos Sonhos de Freud. Relógio d’ Água. Lisboa, 2009, 459 págs. B.
A primeira edição de A Interpretação dos Sonhos (Die Traumdeutung) foi publicada em Novembro de 1899. Esta obra inaugurou a teoria da análise do sonho, cuja actividade Freud descrevia como «a estrada real para o conhecimento dos processos mentais do inconsciente»:
«Nas páginas que se seguem, apresentarei a prova de que há uma técnica psicológica que permite interpretar os sonhos, e de que pela aplicação desse processo todos os sonhos surgirão como uma configuração psicológica significante, que podemos inserir num lugar específico nas actividades psíquicas da vigília. Além disso, tentarei elucidar os processos que subjazem à estranheza e à obscuridade dos nossos sonhos, e deduzir desses processos a natureza das forças psíquicas cujo conflito ou cooperação são por eles responsáveis. Feito isto, darei a minha investigação por terminada, pois terá atingido o ponto em que o problema do sonho se entronca em problemas mais gerais, cuja resolução exige o recurso a materiais de índole diferente.»
[Do I Capítulo de A Interpretação dos Sonhos]
“Sagesse é o título do livro. Obviamente não posso traduzi-la por sabedoria, desarticular a palavra em saberes práticos, no plural, que torna obscura a unidade. Abro o sentido do livro, a ondulação fluente dos contrários e, através dele, quase encontro Verlaine, como ele gostaria de ser reconhecido por mim — num alto, olhando uma cidade, sentado debaixo de uma árvore. Nada sei do Paraíso, vejo apenas um ponteiro girando no mostrador das horas, seccionando o dia em ramos frondosos de poemas. Que fazer senão tornar as imagens cada vez mais simples, Sageza é diferente se sabedoria, e contém mais – contém mais o que? Sagaz na sabedoria é o caminho por onde vai a palavra – e encontra uma clareira onde eu suponho que alcancei estes poemas, com o desejo profundo de obedecer às suas regras.”
Memórias de Raúl Brandão (Tomo III – Vol. I) de José Carlos Seabra Pereira [ed.].
Relógio d’ Água. Lisboa, 2000, 317 págs. B.
«Isso que aí fica não são memórias alinhadas. Não têm essa pretensão. São notas, conversas colhidas a esmo, dois traços sobre um acontecimento — e mais nada. Diante da fita que a meus olhos absortos se desenrolou, interessou-me a cor, um aspecto, uma linha, um quadro, uma figura, e fixei-os logo no canhenho que sempre me acompanha. Sou um mero espectador da vida, que não tenta explica-la. Não afirmo nem nego. Há muito que fujo de julgar os homens, e, a cada hora que passa, a vida me parece ou muito complicada e misteriosa ou muito simples e profunda.»
Memórias de Raúl Brandão (Tomo II – Vol. I) de José Carlos Seabra Pereira [ed.].
Relógio d’ Água. Lisboa, 1999, 253 págs. B.
«Isso que aí fica não são memórias alinhadas. Não têm essa pretensão. São notas, conversas colhidas a esmo, dois traços sobre um acontecimento — e mais nada. Diante da fita que a meus olhos absortos se desenrolou, interessou-me a cor, um aspecto, uma linha, um quadro, uma figura, e fixei-os logo no canhenho que sempre me acompanha. Sou um mero espectador da vida, que não tenta explica-la. Não afirmo nem nego. Há muito que fujo de julgar os homens, e, a cada hora que passa, a vida me parece ou muito complicada e misteriosa ou muito simples e profunda.»
Memórias de Raúl Brandão (Tomo I – Vol. I) de José Carlos Seabra Pereira [ed.].
Relógio d’ Água. Lisboa, 1998, 273 págs. B.
«Isso que aí fica não são memórias alinhadas. Não têm essa pretensão. São notas, conversas colhidas a esmo, dois traços sobre um acontecimento — e mais nada. Diante da fita que a meus olhos absortos se desenrolou, interessou-me a cor, um aspecto, uma linha, um quadro, uma figura, e fixei-os logo no canhenho que sempre me acompanha. Sou um mero espectador da vida, que não tenta explica-la. Não afirmo nem nego. Há muito que fujo de julgar os homens, e, a cada hora que passa, a vida me parece ou muito complicada e misteriosa ou muito simples e profunda.»
Jantar Muito Original de Alexander Search. Relógio d’Água. Lisboa, s.d., 60 págs. B.
Um Jantar Muito Original e A Porta são dois contos escritos entre 1906 e 1907 por Fernando Pessoa, usando a língua inglesa e o heterónimo de Alexander Search, por ele próprio definido como «um habitante do inferno». São contos fantásticos, centrados na perversidade, no mistério e na loucura e em ambos pode ver-se alguma influência de Poe. Um Jantar Muito Original teve uma discreta divulgação em 1978. De A Porta, que permaneceu muito tempo inédito, publica-se a parte decifrável. O trabalho de recolha e tradução dos textos foi feito por Maria Leonor Machado de Sousa, conhecida investigadora da obra de Pessoa e da literatura fantástica portuguesa.
Poemas Portugueses de Charles Tomlinson. Relógio d’ Água. Lisboa, 1996, 43 págs. B.
É claro que não é apenas o granito do noroeste peninsular que me atrai a Portugal. Entre demolições e desenvolvimento indiferente, celebro num poema como “Rua do Carriçal” uma rua do Porto que, apertada entre vias de grande tráfego, de algum modo sustenta um sentido de continuidade, com algo do passado nos seus velho muros, e num particular quintal, que é suficiente para dar a um poeta um significado próprio. Se me retorquirem que muitas das coisas que admiro em Portugal pertencem cada vez mais ao seu passado, apenas posso responder que se o passado deixar de pertencer ao presente, se for deitado fora numa qualquer febre de desenvolvimento, então o presente tornar-se-á numa estéril terra devastada.»
Adeus, Princesa de Clara Pinto Correia. Relógio d’ Água. Lisboa, s.d., 297 págs. B.
Numa vila alentejana uma rapariga do liceu, Mitó, é a principal suspeita da morte do seu namorado, um alemão da Base Aérea de Beja. Um jornalista e um fotógrafo de um jornal de Lisboa tentam, localmente, recolher informações, testemunhos e elementos sobre um caso que está longe de ser simples. Na verdade, cada um tem uma versão muito pessoal dos factos e os diversos pontos de vista revelam-se contraditórios. Os dois jornalistas acabam por ir inesperadamente ao encontro de uma história de amor e morte no coração do Alentejo. E se tudo isto parece estranhamente familiar e moderno, é porque o drama terrível que, em 1985, dizia estritamente respeito ao Alentejo se apoderou hoje do país inteiro.
Contos de Andersen de Hans Christian Andersen. Relógio d’ Água. Lisboa, s.d., 96 págs. B.
Incluí: O Rouxinol, O Patinho Feio, O Valente Soldadinho, O Homem da Neve, A Ondina, Os Cisnes Bravos, A Rainha da Neve.
Hans Christian Andersen foi um autor dinamarquês. Embora seja um escritor prolífico de peças, relatos de viagem, romances e poemas, ele é mais lembrado por seus contos de fadas literários.
A Polaquinha de Dalton Trevisan. Relógio D’ Água. Lisboa, 2012, 150 págs. B.
?A Polaquinha é o único romance de Dalton Trevisan.
E, tal como sucede a muitos outros contistas, de Tchékhov a William Trevor, o seu romance pode ser lido como uma série de contos ligados entre si.
«Dalton Trevisan (…) pertence ao movimento de total renovação que transformou a literatura latino-americana, até recentemente considerada marginal e provinciana, numa das mais experimentais da atualidade.
Meticuloso, um tanto obsessivo, Dalton Trevisan persegue as sujas pegadas das suas personagens. As suas histórias (como certas narrativas de Melville e Kafka na interpretação de Borges) apresentam “fantasias de conduta”.»
J. Rodríguez Monegal, The New York Times Book Review
Número dos Vivos de Hélia Correia. Relógio d’Água. Lisboa, 1982, 135 págs. B.
Em “O Número dos Vivos” um espelho abre um destino mágico e imprevisível a Maria Emília, filha de camponeses. O livro é a descrição do percurso que ela desenha com uma ambição, até mergulhar no “riso ácido dos loucos”. Ao longo dele, jorram personagens, imprecisos ou nítidos, mas sempre descritos com uma densidade que transforma este romance de Hélia Correia, num separar das águas da sua ficção. Numa obra onde surgem assimiladas as influências de escritores latino-americanos como Gabriel Garcia Marquez, Alex Carpentier e Juan Rulfo e da portuguesa Agustina Bessa Luís.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
O Mistério dos Mistérios de Clara Pinto Correia. Relógio d’ Água. Lisboa, 1999, 205 págs. B.
Depois do sucesso de “O Ovário de Eva”, a bióloga e romancista Clara Pinto Correia, publica agora um livro sobre a ciência da reprodução humana. Uma escrita apaixonada, com um toque de humor, fazem de O MISTÉRIO DOS MISTÉRIOS um livro irresistível para leigos e especialistas.
Para proporcionarmos a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e aceder a informações do dispositivo. O consentimento permite-nos processar dados como o comportamento de navegação ou identificadores únicos neste sítio. Não consentir, ou retirar o consentimento, pode afectar negativamente certas funcionalidades.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efectuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações electrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico utilizado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, sem a colaboração voluntária do seu fornecedor de serviços de Internet, ou sem registos adicionais de terceiros, a informação armazenada ou recuperada apenas para este fim não permite, em geral, identificá-lo.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico necessário para criar perfis de utilizador, enviar publicidade ou rastrear o utilizador num ou em vários sítios para fins de marketing.