Livro dos Reis Magos de João de Hildesheim.
Principia. S.L., 2003, 174 págs. E. Il.
Escrita na segunda metade do século XIV, esta história dos reis magos da autoria de João de Hildesheim (a quem se atribui a criação da lenda dos Reis Magos), um monge carmelita de vasta cultura, é um documento exemplar da literatura e da historiografia medievais. Com efeito, ela marca o ponto de confluência de um vastíssimo património de conhecimentos de carácter documental e lendário criado ao longo dos séculos precedentes que Hildesheim utiliza exaustivamente e refunde, dando origem a uma narrativa muito espontânea, fresquíssima, rica de episódios fantásticos e calor narrativo. O O Autor não tem a preocupação de apresentar análises críticas meticulosas; importa-lhe antes elevar os acontecimentos da crónica – a partir de uma perspectiva terrena – a sinais da presença de Deus inseridos no tempo. As acções dos homens e os próprios objectos tornam-se, assim, instrumentos de uma ordem providencial que lhes predispõe a função e o destino na trama de uma história sagrada e eterna cujos elementos são, ab aeterno, pré-ordenados tendo em vista o Mistério da Encarnação do Senhor.
O dispositivo iconográfico que acompanha o texto de Hildesheim utiliza a grande tradição figurativa medieval e não só nos permite perceber até que ponto este texto terá contribuído para inspirar a iconografia cristã como nos leva a reler algumas obras com um olhar novo e menos redutor.
Obra marcada pela atenção aos novos problemas com que a filosofia e a sociologia política actualmente se defrontam, A Tradição da Liberdade opõe o radicalismo libertário e a «deriva niilista» ao pensamento liberal clássico, humanista e social, proporcionando, no dizer do seu prefaciador, uma «docência aberta à sociedade civil portuguesa.
As Farpas: Crónica Mensal de Política, das Letras e dos Costumes de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão. Principia. Cascais, 2004, 637 págs. B.
A presente edição dos textos que, sob o título As Farpas, foram publicados em 1871-1872 visa um duplo propósito: por um lado, proporcionar a quantos se interessam pelos estudos queirozianos a oportunidade, até hoje inexistente, de poderem dispor da sua edição original; por outro lado, dar a conhecer ao grande público, na sua pureza, uma obra que, na versão conhecida sob o título de Uma Campanha Alegre, se apresenta diferente e editada de forma descuidada. Diz Maria Filomena Mónica que As Farpas marcaram uma época, o que não nos deve surpreender dada a sua originalidade, fruto «da raiva sentida por uma nova geração diante da burguesia que se instalara no poder após a Regeneração de 1851». Na presente edição, apenas se atualizou a ortografia. Em tudo o mais, manteve-se a integralidade dos textos originais. Uma «Tabela Onomástica», um «Glossário», uma «Cronologia» e inúmeras notas ajudam os leitores a colocar As Farpas no contexto da época.
Jesus de Nazaré: Infância de Jesus de Joseph Ratzinger.
Principia. Parede, 2012, 112 págs. B.
Jesus de Nazaré – A Infância de Jesus completa a obra fundamental em três volumes de Joseph Ratzinger/Bento XVI sobre a vida e a pessoa de Jesus Cristo. Este último volume corresponde ao prólogo dessa obra tripartida e é apresentado pelo próprio Papa Bento XVI como uma «”antecâmara” dos dois volumes anteriores sobre a figura e a mensagem de Jesus de Nazaré». Na proximidade do Natal, este livro dá conta da alegria que, com o Nascimento de Jesus, se revela na pobreza de uma gruta. Ele é, para quem crê, um incentivo para conhecer em profundidade as razões da fé; mas Bento XVI dirige-se também com amizade a todos aqueles que, como os Magos, vivem na inquietude da procura e colocam também hoje a pergunta de Pilatos: «Jesus, donde és Tu?».
Nobel da Economia: as três primeiras décadas de João César das Neves. Principia. 1998. 159 págs. B.
Este livro procura apresentar a figura e a obra de cada um dos 62 premiados. A sua história pessoal, a sua bibliografia mas, sobretudo, o significado do seu trabalho intelectual e o impacto que teve na evolução da ciência económica. Olhar para a obra dos galardoados com prémio Nobel da Economia representa uma visita guiada pelo melhor da Economia da segunda metade do século. Guiada pelos melhores guias.
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