Chuva Crioula de José Mauro de Vasconcelos
Edições Melhoramentos. Brasil, 1972, 205 págs. B.
Ambientado no Pará, “Chuva Crioula” aborda os conflitos morais e sociais através da história de Esmeralda. A obra expõe o choque entre a hipocrisia de uma sociedade rica e moralista, o fanatismo religioso e a realidade marginal da prostituição, explorando temas como o preconceito racial e o desamor
Minha Vida nos Garimpos de António de Padua Morse Edições Melhoramentos. Lisboa, 1968, 133 págs. B. 👨🏻🎨 Ilustrações de J. G. Villin
Relato autobiográfico sobre a vida nos garimpos brasileiros, onde o autor descreve o quotidiano duro, a busca do ouro e as relações humanas num ambiente marcado por risco, ambição e aventura. Um testemunho directo de um mundo pouco retratado na literatura.
Banana Brava de José de Mauro Vasconcelos Melhoramentos. Brasil, 1972, 175 págs. B.
Joel é um jovem de classe alta que, inconformado com o destino que lhe fora determinado pelo pais, abandona a família e aventura-se no universo do garimpo. Em Mato Grosso, conhece Gregorão, um sertanejo bem mais velho, por quem acaba nutrindo um afeto sincero e fraternal. A inquietude de Joel, porém, leva-o a se arriscar novamente. O Interesse pelos diamantes é substituído pelo garimpo de cristal, em Goiás. Nessa busca, vivenciará o conflito entre os sertanejos e garimpeiros. Com a ajuda de Gregorão, tenta escapar de intrigas e traições em uma fuga desesperada pela selva.
Farinha Órfã de José Mauro de Vasconcelos Melhoramentos. Brasil, 1973, 130 págs. B. 👨🏻🎨 Ilustrações de Jayme Cortez
Estes “contos goianos” caracterizados por uma literatura regionalista de grande força expressiva, são flagrantes líricos ou violentos da realidade dos sertões do Araguaia, onde convivem, de maneira por vezes harmoniosa, por vezes conflitante, a população branca e a indígena. A unidade da coletânea é estabelecida pela metáfora da “farinha branca”, que simboliza a solidão dos desgarrados num mundo selvagem e rude.
Garanhão das Praias de José Mauro de Vasconcelos. Edições Melhoramentos. Brasil, 1972, 242 págs. B.
Forte carga dramática e erótica perpassa O garanhão das praias. No cenário da natureza pujante e indomável do Araguaia se defrontam diferentes destinos, credos, raças e culturas — o branco, o negro e o indígena. No vai e vem de suas viagens conduzindo o gado pelo sertão, Canário — belo e sedutor vaqueiro, de passado e identidade enigmáticos —, desperta várias paixões no aldeamento tutelado pelo Serviço de Proteção ao Índio. Após uma temporada de chuvas intensas, uma misteriosa epidemia assola a aldeia, dizimando indígenas. Canário sobrevive graças à força de seu vigor físico e segue sua vida pelos sertões, agora fisicamente abatido e angustiado pela consciência da finitude da vida.
Rua Descalça de José Mauro de Vasconcelos.
Edições Melhoramentos. Brasil, 1989, 191 págs. B.
Com o suicídio do pai, Roberto e Ricardo perdem todos os bens e vão morar com a mãe num subúrbio do Rio de Janeiro. Ao conhecerem a luta dos humildes pela sobrevivência, os irmãos sofrem profunda transformação interior e se dedicam a ajudar os semelhantes, os moradores da Rua Descalça.
O Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos. Edições Melhoramentos. Brasil, 1972, 195 págs. B. 👨🏻🎨 Ilustrações de Jayme Cortez
Esta é a história comovente de Zezé, um menino de seis anos nascido no seio de uma família muito pobre. Zezé é inteligente, sensível e criativo, mas muito endiabrado. Carente do afeto que não encontra junto do pai e da mãe, mais preocupados em sobreviver a cada dia, o menino perde-se nas ruas, onde só lhe dá para inventar travessuras.
Tendo aprendido demasiado cedo a dor e a tristeza, Zezé acaba por usar o mundo da sua imaginação para fugir da realidade da vida: toma por confidente um pé de laranja lima, a que chama Xururuca e ao qual revela os seus sonhos e desejos. Será nesta fantasia que Zezé vai encontrar a alegria de viver e a força para vencer as suas adversidades. O Meu Pé de Laranja Lima é a obra maior de José Mauro de Vasconcelos, um dos grandes nomes da literatura brasileira. Um livro que urge descobrir, ou reencontrar, e que é aclamado como um dos mais importantes livros juvenis em língua portuguesa.
Viagens de Cook de Piero Ventura. Melhoramentos. São Paulo, 1981, 33 págs. E. Il.
Este livro nos apresenta não apenas as viagens do grande navegante, mas a história de uma época e o surgimento da primeira Marinha moderna: a britânica.
Como os capitães procuravam convencer os marinheiros para enfrentar as grandes e perigosas viagens?
Com quais instrumentos de navegação podia Cook contar?
Obtenha, nesta obra, as respostas a tais indagações, com grande soma de informações sobre costumes, hábitos e confrontações culturais. A narrativa mostra a vida a bordo e a rotina diária dos grandes veleiros e focaliza os primeiros contatos entre o homem branco e outras civilizações, como os polinésios, os neozelandezes e outros nativos australianos.
Participe desta aventura por mares e oceanos do mundo inteiro na companhia de James Cook, o maior explorador de todos os tempos.
Viagem de Livingstone de Piero Ventura. Melhoramentos. São Paulo, 1981, 33 págs. E. Il.
De origem humilde, o garoto Livingstone enfrentou, desde cedo, o trabalho fora de casa, não deixando que as dificuldades o impedissem de buscar o saber nos livros. Assim, certo dia, o jovem pesquisador partia para a África, um misterioso continente, até então muito pouco conhecido.
Como era a África? Além do calor tórrido, as expedições encontravam outras dificuldades, como densas florestas e animais selvagens. Livingstone deu-nos muitas informações precisas sobre animais lendários que diziam “não existir” naquele continente, mas principalmente informações sobre o habitat africano e as aldeias, que descreveu com minúcias e beleza.
Livingstone, porém, tinha um grande objetivo indo à Africa; descubra-o você mesmo, participando de suas jornadas audaciosas.
Diálogos de Platão. Edições Melhoramentos. São Paulo, 1970, 379 págs. E.
O diálogo platônico tem sua origem na dialética socrática e visa reproduzi-la. Trinta e cinco diálogos e treze cartas são tradicionalmente atribuídas a Platão. No entanto, é tema de controvérsia e discussão tanto a autenticidade quanto a cronologia dos diálogos.
História do Brasil de Hélio Vianna. Edições Melhoramentos. Brasil, 1963. E.
A História do Brasil, como a de qualquer país, necessita ser reescrita de vez em quando, a fim de receber as novas interpretações dos historiadores, de acôrdo com os documentos revelados pelos Arquivos, públicos e particulares, que em muitos pontos alteram fatos até então oferecidos como rigorosamente verdadeiros, e que, desta forma, são geralmente aceitos e repetidos pelos historiógrafos. Além disso, as mutações nela últimamente ocorridas, em mais de três decênios da chamada República Nova, devem ser apresentadas ao público leitor, que precisa ter uma vista de conjunto sõbre os acontecimentos mais recentes, a fim de apreciar com espírito crítico e compreensivo os atuais, que sob os seus olhos se vêm processando, em ritmo cada vez mais acelerado.
Iracema de José de Alencar. Edições Melhoramentos. São Paulo, 1968[?], 171 págs. B.
Clássico do romantismo brasileiro que consagrou José de Alencar como um dos maiores escritores do país. O livro narra a história da índia Iracema, a virgem dos lábios de mel, tabajara consagrada a Tupã, que se apaixona pelo português Martim, inimigo de seu povo.
Por esse amor abandona a tribo, tornando-se sua esposa. Tem o filho enquanto Martim está a lutar em outras regiões. Quando ele volta, Iracema entrega-lhe o filho e acaba por morrer. Seu filho, Moacir, representa o primeiro cearense, fruto da integração das duas raças. Na trama passada no início do século XVII, o amor proibido de Iracema é uma alegoria do processo de colonização do Brasil pelos europeus.
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