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  • Nova Monagrafia do Lumiar

    Nova Monagrafia do Lumiar

    Rosa Maria Trindade César Ferreira

    20,00 

    Lisboa, lugar onde nunca se perdeu o sentido humanizante do espaço interactivo do relacionamento e da convivialidade (nomeadamente a convivialidade informal da “soleira da porta” dos bairros tradicionais), onde de uma forma relevante a estrutura do espaço físico também importa, é significativamente preenchida por esses lugares a que não será estranha a sua peculiar estrutura arquitectónica e urbanística. Essa escala humana, muito impressiva, por exemplo nos chamados bairros históricos ou em outros espaços como os pátios e vilas, integra o conjunto de características que ainda fazem de Lisboa um lugar específico de uma significante riqueza relacional, um lugar feito à escala humana. Nessa perspectiva pareceu necessário não apenas historiar compreensiva e analiticamente certos lugares que desempenharam uma função estruturante na organização do espaço periférico, como sejam as referenciadas quintas próximas de Lisboa, como igualmente inventariar acervos significativos em termos artísticos e patrimoniais. Na medida em que um património ignorado representa sempre um património em risco, parece urgente assinalá-lo, identificando-o e descrevendo-o, dando-lhe visibilidade e integrando-o tanto quanto possível na nossa discursividade e na experiência do quotidiano.