Riso o Sorriso e a Paródia na Literatura Portuguesa de Quatrocentos de Mário Martins. Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1978, 117 págs. B.
A sátira na literatura portuguesa do século XV, através das formas múltiplas em que se representa e que vão desde o amor risonho à invectiva obscena, é ainda um reflexo da Idade Média católica, heróica e de língua muitas vezes desbragada.
Mas nela se exprime também, de certa maneira, a tensão dum povo que se lançava então em força numa acção de ampla envergadura histórica.
O Cancioneiro Popular em Portugal de Maria Arminda Zaluar Nunes.
Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1978, 126 págs. B.
“O cancioneiro popular português tem valor marcante nos seus aspectos estético, linguístico e etnográfico. É importantíssimo documento para a revelação do nosso povo, encarado tanto na vida psíquica como no material, na evolução do meio em que habita e nas relações do indivíduo com a colectividade.
Conceitos de vida, sentimentos, crenças, usos e costumes tradicionais em grande parte dos casos já obliterados nas classes evoluídas, tudo aí se espelha.”
Origens do Romantismo em Portugal de Álvaro Manuel Machado.
Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1979, 95 págs. B.
“o pré-romantismo em Portugal limitou-se praticamente ao domínio da poesia, quase nunca ousando transpô-lo para, noutros domínios, tentar uma fusão de géneros que está nas origens masi fundas do Romantismo de repercussão universal. Imbuído de retórica classicizante e barroca, não vai muito além de exercícios de estilo importado e de valor literários relativo, com muito pouco da pureza estética renovadora europeia.”
Modernismo na Arte Portuguesa de José-Augusto França.
Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1980, 115 págs. B.
Iniciado em 1915 (após uma fase de humoristas) com a polémica futurista de Amadeo e Santa-Rita, o modernismo atravessou a pintura dos anos 20 e 30 de modo plástico (Viana, Dórdio, Botelho), de maneira mundana (Almada, Soares, Barradas), ou por vias do imaginário (Eloy, Júlio, Pedro), teve uma escultura pautada pelas propostas de Franco, viu nascer e morrer o racionalismo na arquitetura – até abdicar o seu sentido na Exposição imperial de 1940.
Eufemismo e o Disfemisno no Português Moderno de Heinz Kroll. Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Lisboa, 1984, 170 págs. B.
O propósito básico deste livro é apresentar um <«corpus» de material linguístico adequadamente classificado que possa documentar as tendências eufemísticas no português moderno.
Não se pôde desenvolver aqui uma descrição exaustiva.
Mas não foram eliminados os disfemismos, por não haver entre estes e os eufemismos, em numerosos casos, uma separação nítida e evidente, bem como muitas palavras e expressões paralelas provincianas e brasileiras abonadas em autores qualificados.
Literatura Novelística na Idade Média Portuguesa de Luciano Rossi. Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1979, 121 págs. B.
A história da novelística no quadro da literatura medieval portuguesa obriga a renunciar à distinção tradicional entre as formas longas de narração ficcionista, como os romances de cavalaria, e as formas breves do conto e da novela curta. Só assim, para além da aparente escuridão em que parecia mergulhado esse género literário no Portugal mediévico, se abrem alguns raios de luz francamente reveladores.
Renascença Portuguesa – Teixeira Rego de Pinharanda Gomes. Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Lisboa, 1984, 136 págs. B.
O movimento cultural da «Renascença Portuguesa» iniciado no Porto em 1910-11, assumiu expressões diversas na poesia, na filosofia, na ciência e na política, que se reflectiram na diversidade de rumos dos que nele participaram.
O polígrafo Teixeira Rêgo foi uma das figuras relevantes desse movimento de renovação como escritor e investigador de largo saber erudito, inspirado num humanismo de propensão pessimista mas aberto às novas correntes da cultura na sua época.
Cronistas do Século XV Posteriores a Fernão Lopes de Joaquim Veríssimo Serrão.
Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1977, 87 págs. B.
Os cronistas posteriores a Fernão Lopes reflectem uma época fundamental da história portuguesa, em que se lançam os alicerces do Estado moderno e se desenrola a acção decisiva dos Descobrimentos. As suas obras, porém, não valem apenas pela informação que transmitem mas, de igual modo, pela forma literária. que os autores utilizaram para descrever uma determinada época ou figura da vida nacional.
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