Teatro Romântico (1838-1869) de Luiz Francisco Rebello. Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Lisboa, 1980, 146 págs. B.
A trajectória do teatro romântico em Portugal demarca-se essencialmente entre a estreia pública do Auto de Gil Vicente de Almeida Garrett, em 1838, e a representação de A Morgadinha de Valflor de Pinheiro Chagas, em 1869.
Com esse teatro se exprime uma nova sensibilidade, paralela à transformação da sociedade portuguesa que derrubou igualmente a velha aristocracia feudal e a tirania dos padrões clássicos que espartilhavam a criação literária e artística.
José Régio – uma Literatura Viva de Eugénio Lisboa. Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1978, 115 págs. B.
Ao passo de uma lentidão meio imposta, meio apetecida, José Régio ergueu uma obra imponente ainda quando limitada, original no melhor sentido do termo, uma obra sólida e durável, inteira na obstinação das suas ruminações e na progressiva e opulenta simplicidade dos meios formais.
Na poesia, na novelística, no teatro, no ensaio, na crónica, essa obra é uma desinteressada expressão e livre comunicação do humano.
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Na poesia, na novelística, no teatro, no ensaio, na crónica, essa obra é uma desinteressada expressão e livre comunicação do humano.
O romance histórico no Portugal oitocentista, em que os primeiros românticos puseram tanta fé e tamanha esperança,
não ficou representado por nenhuma grande obra de criação literária, embora tivesse sido cultivado pelas três maiores figuras do romantismo português: Herculano, Garrett e Camilo. Do género ficou apenas o folhetim de tema histórico e de intuitos patrióticos ou meramente políticos, com larga aura de literatura popular.
Novas Coordenadas no Romance Português por Roxana Eminescu. Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Lisboa, 1983, 133 págs. B. 🗂️ Colecção: Biblioteca Breve | 74
Estudo sobre a prosa novelística portuguesa contemporânea, que analisa o modo singular como esta se apropria das características do romance moderno, num diálogo que ultrapassa as fronteiras estritamente literárias e reflecte o ambiente social em que os textos se inserem. A obra centra-se no tratamento do tempo na narrativa, tanto ao nível da diegese como na organização dos tempos verbais e das técnicas narrativas empregues.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse ──────────────────
Gramáticos Portugueses do Século XVI de Maria Leonor Carvalhão Buescu. Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1978, 104 págs. B.
Um longo caminho se percorreu desde a omnipresença tutelar da Gramática Latina durante os séculos medievais até à definitiva consagração da Gramática “vulgar”.
Observadores atentos da realidade, críticos audaciosos da cultura oficial, os gramáticos portugueses do Renascimento lançaram as bases das ciências modernas da linguagem em Portugal, ao mesmo tempo que exaltavam as excelências do idioma pátrio.
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