• Angola de Orlando Ferraz

    Angola

    Orlando Ferraz

    17,50 

    Angola: Caminhos e Desafios da Reconciliação e da Reconstrução de Orlando Ferraz.
    Elivulu Editora. Luanda, 2022, 202 págs. B.

    Este é um livro sobre o futuro, a sua construção a partir do presente, com um olhar ao passado para seguir adiante. Como refere no prefácio Ernesto Joaquim Mulato, engenheiro e ex-deputado à Assembleia Nacional de Angola, o tema desta obra «constitui uma das aspirações nacionais primárias de qualquer Estado que queira trilhar o caminho do desenvolvimento harmonioso e sustentado tendo como o ponto de chegada o bem-estar económico e social do seu povo».

    O livro está estruturado em 5 parte. Na primeira o autor retrata os factos históricos que directa ou indirectamente contribuíram na formação e tomada de consciência nacional para a revolta contra a ocupação colonial que se desenvolveu com a luta de libertação nacional encetada pelos nacionalistas angolanos até a assinatura dos acordos de Alvor entre o governo português e os três movimentos de libertação nacional. A segunda parte traz à lembrança o histórico da guerra fratricida influenciada pela guerra fria. O autor faz ainda uma incursão até aos acontecimentos vivenciados em Angola no fatídico e memorável dia 27 de Maio de 1977 devido ao seu impacto adverso na defesa e garantia dos direitos humanos. As eleições gerais de 1992 e os acontecimentos pós-eleitorais, incluindo a retoma do conflito armado até a expulsão da UNITA das cidades do Bailundo (Huambo) e Andulo (Bié) constituem a abordagem da terceira parte. A seguir trata do recrudescimento da guerra civil pós-eleitoral. A última parte é sobre esperança, sobre a merecida bonança que «Angola, agora ou nunca», muito precisa. Enfatiza o autor: todo angolano deve acreditar que a felicidade é o último bem prosseguido pela reconciliação e reconstrução nacional.

    Um estudo profundo que condensa 25 anos de pesquisa – 1997 a 2022 – com recurso a diversas fontes, quer bibliográficas como orais, com entrevistas inéditas de personalidades da história angolana e de África, entre as quais se destaca Kenneth Kaunda, pan-africanista, primeiro presidente da Zámbia (1964-1991).

  • O Semba vai à Luta de Washington Nascimento

    Semba vai à Luta, O

    Washington Nascimento

    18,50 

    O Semba vai à Luta: Liceu Vieira Dias, Ngola Ritmos e o Movimento pela Independência de Angola de Washington Nascimento.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 344 págs. B.

    Conta a história de Liceu Vieira Dias e do Ngola Ritmos, um conjunto musical fundado em Luanda, no ano de 1947. Dos cinco membros iniciais, dois foram presos no campo de concentração do Tarrafal, e dois foram colocados em liberdade vigiada em Angola. Na perspectiva musical, esse grupo será um dos criadores do Semba. É também a história da cultura urbana de Luanda, sobretudo do teatro, literatura e cinema das décadas de 1950 a 1970. Bem como uma história das mulheres e suas atuações como cantoras, atrizes e locutoras de rádio. Este livro é sobre o uso da liberdade de expressão e artística, sem a qual não se é artista na plenitude.

  • Eu à Sombra da Figueira da Índia de Alberto Oliveira Pinto

    Eu à Sombra da Figueira da Índia

    Alberto Oliveira Pinto

    12,00 

    Eu à Sombra da Figueira da Índia de Alberto Oliveira Pinto.
    Elivulu Editora. Luanda, 2023, 123 págs. B.

    Este livro é um documento de imensa importância para estudar a obra do renomado autor, consagrado Professor e Historiador da História de Angola. «Eu à sombra da figueira da Índia» é o primeiro romance escrito por Alberto Oliveira Pinto, em 1983, quando tinha 21 anos, e publicado em 1990.

    Desenrola-se nos anos de 1960 na Cidade Alta de Luanda, literalmente à sombra duma figueira da Índia. Érica Antunes, Professora que assina o prefácio, refere que, “embora não se trate de uma obra autobiográfica propriamente dita, não podemos descurar que a vida do autor aparece permeada no dia a dia do personagem central do romance, o menino Beí – a começar pelo apelido, caro a ambos –, remetendo-nos, de algum modo, à ideia da função humanizadora da literatura, em que à necessidade de ficção e de fantasia é acrescido o desejo de se entender ‘no’ e ‘parte do’ mundo”.

    À sombra da figueira da Índia, o menino protagonista está numa confortável residência com varanda gradeada de verde, relvado e portão principal, baloiço de jardim, casa de banho dos jardineiros, casa dos brinquedos, pátio da lavadeira, terraço, cheia de empregados e situada no alto da encosta, ou seja, na Cidade Alta, o que deixa bem clara a posição social privilegiada da família. Doutro lado, as barrocas, ali mesmo ao alcance dos olhos de Beí, que observa a sua feiúra e pobreza presentes principalmente a partir da descrição física de seus habitantes.

    A fotografia da capa desta nova edição, onde se pode ver parte da Cidade Alta de Luanda nos anos de 1960, foi tirada pelo pai do autor, Alberto Alves de Oliveira Pinto, a partir da casa do muito referido Beco do Balão.

    É um livro sobre a memória individual, mas que se interliga com a memória colectiva daquelas outrora crianças. Um exercício saudável de rememoração a que o autor nos convida a embarcar à sombra da figueira da Índia.

  • Casa 75 de Branca Clara das Neves

    Casa 75

    Branca Clara das Neves

    18,00 

    Casa 75 de Branca Clara das Neves
    Elivulu Editora. Luanda, 2025, 254 págs. B.

    «Casa 75» é um romance provocatório e celebrativo do ano de 1975. Danda, Fitinha, Marika, Daluz, Hendrix, Roberto e Naka são os eixos deste romance num lugar em que a urgência estonteante da sua juventude conflui com o romper dos seus novos países. Algumas outras personagem atravessam este contar, vivendo todos a excepcionalidade da transição, as suas memórias conduzindo a raptos súbitos para lugares de vida extrema — a guerra, o amor, o luto, o poder da festa. Na presença pulsional da utopia e do apagamento da violência. No centro está a Casa, antigo lar feminino ocupado, onde partilham sonhos, ambições, reflexões e descobertas com os sons das músicas e das suas línguas, no ritmo dos debates e eventos políticos, rupturas e escolhas que irão marcar o seu futuro.

  • Saudades dos Tempos Que Não Vivemos de Sedrick de Carvalho

    Saudades dos Tempos Que Não Vivemos

    Sedrick de Carvalho

    15,00 

    Saudades dos Tempos Que Não Vivemos de Sedrick de Carvalho.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 150 págs. B.

    Um livro de contos que “revela-se como um redizer sobre realidades comuns às sociedades nas quais as adversidades constituem-se como praxis e desafios que persistem desde há muito, e que transportam as personagens, (muitas delas) dessas histórias, que por conta de problemas da época em que vivem, que persistem, rememoram épocas passadas, desejando um retorno para revivê-las”, como descreve a ensaísta Edmira Cariango no prefácio. É um livro sobre vários tempos e várias saudades. Espelha os sentimentos e anseios de gerações de angolanos que continuam a sonhar com um futuro adiado, mantendo um olhar ao passado, mas sem saudosismos. É uma homenagem ao tempo.

  • Cicatrizes de Terra e Fogo de Joaquim Sequeira

    Cicatrizes de Terra e Fogo

    Joaquim Sequeira

    15,50 

    Cicatrizes de Terra e Fogo de Joaquim Sequeira.
    Elivulu Editora. Luanda, 2025, 200 págs. B.

    Cicatrizes de Terra e Fogo e O Continente dos Revoltosos – A Revolta dos Oprimidos são dois livros compostos em um. São mais do que ficção: é uma convocatória. Nasce de lutas ancestrais, de dores não esquecidas, de sonhos que resistiram ao naufrágio. Nestes livros, um novo Continente ergue-se das águas, feito de memória, de justiça, de ternura e rebeldia. Homens e mulheres, crianças e velhos, vindos de mil lugares, criam uma terra onde o saber se planta, onde os sentimentos se escutam, onde o futuro é tecido com as mãos e com o coração. Estes livros são cartas bordada ao que fomos e ao que ainda podemos ser. Um mapa imaginário. Um canto de cura. Um espelho de quem nunca deixou de lutar. Para todos os que ousam sonhar com mundos mais justos e os constroem.

    “Aqui não há donos, há mãos.

    Mãos que semeiam futuro onde antes só havia escuridão.

  • Angola 1977 de Manuel Tiago

    Angola 1977

    Manuel Tiago

    15,00 

    Angola 1977 de Manuel Tiago.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 224 págs. B

    «Angola 1977», coordenado por Manuel Tiago, é uma obra que reúne textos que reflectem o compromisso com a busca e esclarecimento da verdade, seja filosófica, literária, espiritual ou factual sobre os acontecimentos trágicos do 27 de Maio de 1977. Os autores, com as suas perspectivas e experiências únicas, guiam-nos por caminhos de reflexão e descoberta, incentivando-nos a questionar, a pensar criticamente e a ampliar os nossos horizontes. Ao folhearmos as páginas deste livro, somos convidados a embarcar numa jornada literária que confronta versões anteriores, revelando vozes críticas e experiências presentes na escrita de cada autor representado. Cada texto é uma porta de entrada para um mundo particular, carregado de significados, reflexões e emoções que ecoam para além das fronteiras do nosso país e conectam mentes.

     

  • Luena, Luanda, Lisboa

    Luena, Luanda, Lisboa

    Branca Clara das Neves

    12,00 

    Luena, Luanda, Lisboa de Branca Clara das Neves.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 136 págs. B.

    A narrativa pela voz da refugiada Maria Benta — “a fala conduzindo o exorcismo da guerra, nosso luto” — desdobra-se entre um passado colonial e um presente em Lisboa com curtas estadias em Luanda, onde os temas do exílio e da guerra, do racismo e dos dramas familiares da diáspora, da violência conjugal e dos desafios do quotidiano luandense são atravessados por esta personagem feminina central e pelos jovens que ela congrega, num tempo que oscila entre a sua ancestralidade lwena e a década de 1980. Diz a autora, numa entrevista à revista Il Tolomeo * “ na altura, a escrita deste livro significava iluminar aquele Leste, dar a ler os trânsitos que a guerra empurrou.”

  • Identidade Histórica e Cultural dos Cabindas

    Identidade Histórica e Cultural dos Cabindas

    Raul Tati

    15,00 

    Identidade Histórica e Cultural dos Cabindas de Raul Tati.
    Elivulu Editora. Luanda, 2024, 272 págs. B.

    Este é um trabalho de pesquisa muito importante, da autoria do Professor Doutor Raul Tati. Como refere o autor, “o aforismo socrático ‘conhece-te a ti mesmo’ justifica esta afirmação na medida em que devíamos partir primeiro do autoconhecimento para depois empreendermos a grande odisseia do conhecimento do cosmos e dos fenómenos naturais e sociais doutras latitudes”. Este livro visa partilhar o conhecimento do mundo dos cabindas e para o reconhecimento da sua dignidade como povo distinto e inconfundível.

    No prefácio, o Professor Doutor Martinho Nombo classifica esta obra como “uma pérola que vai, seguramente, deleitar investigadores em Ciências Sociais, comunidade académica, leitores comuns e o Povo Cabindês, pelo qual, há muito se bate estoicamente, pelo reconhecimento da sua real identidade e, por via dela, assegurar-lhe melhor defesa, garantia da sua dignidade e direito de existir ontologicamente enquanto nação, numa conjuntura em que a comunidade internacional, infelizmente, cada vez menos altruísta, renegou a sua própria existência”.

  • Prisão Política

    Prisão Política

    Sedrick de Carvalho

    17,00 

    Prisão Política de Sedrick de Carvalho.
    Elivulu Editora. Luanda, 2021, 212 págs. B.

    As editoras Elivulu (Angola) e Perfil Criativo (Portugal) no seguimento da publicação de várias edições dedicadas à questão da memória colectiva de Angola, trazem este ano (2021) o diário de cárcere de um jovem preso político angolano, Sedrick de Carvalho, do processo conhecido como 15+2, que nos revela os bastidores da sua detenção, prisão e julgamento.

    O relato começa a 20 de Junho de 2015, na Vila Alice (Luanda) quando um grupo de jovens se encontrou no ILULA para realizar uma leitura colectiva da obra “Da Ditadura à Democracia”, de Gene Sharp. Estes jovens foram violentamente presos por uma força especial de intervenção rápida do Serviço de Investigação Criminal e, mais tarde, assistiram a um bizarro julgamento no qual foram acusados de terrorismo. Sofreram uma prisão prolongada até 29 de Junho de 2016, data em que foram libertados por ordem do Tribunal Supremo.