Cão da Terra de Vance Bourjaily. Editora Ulisseia. Lisboa, 1959, 330 págs. B.
O ficheiro de Allerd Pennington, cientista da bomba atómica, acompanha o seu desaparecimento após Hiroshima e prisão por crimes, explorando suas motivações de deslealdade. Trabalhando numa loja de departamentos, enfrenta sua culpa e humanidade, encontrando não mais liberdade, mas amor e compaixão.
Ilha ao Sol de Alec Waugh. Editora Ulisseia. Lisboa, 1960, 648 págs. B.
Uma Ilha Ao Sol de Alec Waugh, sobre o destino de uma série de personagens que se cruzam numa ilha das Antilhas. Acontecem os conflitos políticos da descolonização com os da discriminação racial. Harry Belafonte é o político negro que troca o amor de uma branca pela dedicação ao combate político.
Situado em uma ilha fictícia no Caribe durante o domínio colonial britânico. Centra-se na vida de um jovem negro carismático com aspirações políticas. Ele fica confuso ao voltar para casa quando sua ligação romântica com uma mulher branca tende a entrar em conflito com suas opiniões políticas.
Grandes Batalhas Secretas da II Guerra Mundial de B. Palmiro Boschesi.
Editora Ulisseia. Lisboa, 1973, 157 págs. B.
Índice
A Misteriosa Conjura do Almirante Canaris
O Grande Espião do Extremo Oriente
Os «Comandos» da Água Pesada
Os Formidáveis Canoeiros da Operação Frankton
A Única Batalha do Major Martin
A Grande Aventra de Mathilde Carré
A Longa Caça ao «Tirpitz»
O Atentado contra o Reichsprotektor Heydrich
Três Torpedos Humanos no Porto de Alexandria
Yoshikawa, o Espião de Honoluli
O Concerto da Orquestra Vermelha
O Assalto ao Porto de Saint-Nazaire
As 400.000 Libras do Sr. Cícero
Missão «Pavão»: Objectivo Yamamot
O Dilúvio da «Dambusters Squadron»
As Proezas de Otto Skorzeni
A Caça às «Vergeltungswaffen» de Hitler.
Espuma dos Dias de Boris Vian. Editora Ulisseia. Lisboa, 1968, 272 págs. B.
«Chamaram-lhe alguns, a obra-prima do autor. E num prefácio que andou durante muito tempo colado ao seu “Arranca-Corações”, Raymond Queneau não hesitava perante o rótulo hierarquizante e audacioso: “o mais pungente dos romances de amor contemporâneos”.»
Da Apresentação de Aníbal Fernandes
Contestatários nos Estados Unidos de Manuel Semidei. Ulisseia Editora. Lisboa, 1975, 190 págs. B.
No presente livro, Manuela Semidei faz o balanço da contestação nos Estados Unidos. Situando este fenómeno dentro do seu contexto histórico, económico e social, interroga-se acerca da convergência entre os contestatários das esquerdas e das direitas. Mostra também que, apesar do actual refluxo da Nova Esquerda, os contestatários estão na origem de movimentos de reforma que hoje em dia se processam nos Estados Uni-dos nos mais diversos campos, inclusive o da política.
Em S. Bernardo, que a Ulisseia se honra de apresentar em edição portuguesa, Graciliano atingiu pela fixação de personagens, pela objectividade narrativa um lugar indisputado na literatura brasileira, que posteriormente “Angústia” e “Vidas Secas” confirmaram. Autor ainda dos contos de “Insónia”, da colectânea de recordações intitulada Infância. e desse extraordinário depoimento vivido que é as Memórias do Cárcere de definitiva consagração. Com a sua morte, em Março de 1963, a língua portuguesa perdeu um dos escritores que mais a engrandeceram e dignificaram.
Krushchev: o Caminho do Poder de George Paloczi-Horvath. Ulisseia. 1964, 386 págs. B.
Qual o mistério da infância de Khrushchev? Porque adulterou Estaline, em 1938, a história do Partido a favor de Khrushchev? Qual foi a acção de Khrushchev enquanto «Grande Inquisidor da Ucrânia»? Quais os meios que Khrushchev utilizou para afastar Malenkov outros camaradas do governo? Porque denunciou Khrushchev, em 1956, os crimes cometidos por Estaline? Quais são os verdadeiros autores do seu famoso discurso anti-estalineano? O que explica o desacordo ideológico entre Khrushchev e Mao-Tsé-Tung? Quais são os factores objectivos que condicionam a política pacífica de Khrushchev? Nesta obra extremamente brilhante e sensacional, George Paloczi-Horvath, nascido na Hungria e ali vivendo durante muitos anos, mostra ao leitor toda a documentação que permite responder a estas questões.
Jeira de Deus de Erskine Caldwell. Editora Ulisseia. Lisboa, 1959, 226 págs. B Sucessos Literários | 15
O Romance narra a história de uma família de brancos pobres, brutalizados e amorais, os Walden, que há 15 anos subsistem num enorme equívoco: o patriarca Ty Ty, ao invés de plantar algodão nas suas terras, na Geórgia, como todos os vizinhos, esburaca-a em busca de ouro. Nesta ilusão envolve os filhos Shaw e Buck, casado com a belíssima Griselda, a filha Darling Jill, os empregados negros Black Sam e tio Félix, além da filha casada, Rosamond e seu marido, o líder operário Will Thompson, que vivem em Scottsvile, uma cidade fabril da Carolina do Sul.
Ty Ty tem ainda outro filho, Jim Leslie, o único que, rebelando-se contra a fantasia da riqueza fácil do pai, foi embora, casando-se com uma mulher de posses tornando-se num bem sucedido especulador de algodão.
O romance gira em torno da ” febre do ouro” que consome Ty Ty , mas principalmente da sexualidade animalesca das personagens, que irá aniquilar a família…
O Sionismo contra Israel é, pois, um estudo rigorosamente documentado da colonização sionista na Palestina situado entre o contexto geral da condição das massas judaicas do Séc. XIX ao Séc. XX e a penetração imperialista no Próximo Oriente. O processo de formação do Estado Hebraico, a sua estrutura socio-económica e os princípios fundamentais que gerem a sua política são aquí analisados, pela primeira vez, em termos materialistas. Através da dinâmica concreta da luta de classes à escala nacional e na arena internacional, o autor esforça-se por demonstrar quais as vias de uma solução do conflito israelo-árabe sobre a base do direito da nação árabe-palestiniana e da comunidade hebraica da Palestina disporem delas mesmo, demonstrando também que somente a revolução socialista pode assegurar aos israelitas uma integração harmoniosa no quadro dum mundo árabe unificado e renovado.
A primeira panaceia de uma nação mal governada é a inflação monetária; a segunda é a guerra. Ambas proporcionam uma prosperidade temporária; ambas produzem uma ruina permanente. Ambas são, porém, o refúgio dos oportunistas políticos e económicos.»
Intriga, mistério e sensualidade na cosmopolita e poliglota cidade de Alexandria no tempo da Segunda Guerra Mundial.
Os quatro romances que compõem O Quarteto de Alexandria – Justine, Balthazar, Mountolive e Clea – exploram a sociedade daquela cidade poliglota e cosmopolita, repleta de intrigas, mistério e sensualidade, retomando genericamente uma mesma história sob diferentes pontos de vista, acrescentando e refazendo pormenores e situações.
O regresso do escritor – Darley – é o fio condutor de Clea, o último volume desta série exuberante e sensual, que é considerada uma obra-prima da literatura.
Guerra dos Mundos de H. G. Wells. Editora Ulisseia. Lisboa, 2002, 186 págs. B.
A Guerra dos Mundos, a par de O Homem Invisível e A Máquina do Tempo, foi uma obra marcante na criação da ficção científica como género literário. H. G. Wells partiu do relativo desconhecimento que então se tinha sobre Marte e dos progressos da tecnologia para criar uma obra de suspense, espanto e terror.
Crónicas de Fernão Lopes. Editora Ulisseia. Lisboa, 1993, 184 págs. B.
«Fernão Lopes é a perfeição do estilo simples, directo e nervoso na prosa portuguesa […]. É pela adequação do instrumento de que se serve às mais variadas exigências do seu assunto que ouso reclamar para Fernão Lopes nada menos que a primazia da prosa portuguesa.» William J. Entwistle
Bono de Michka Assayas. Editora Ulisseia. Lisboa, 2005, 351 págs. B.
Pela primeira vez, Bono – a maior estrela rock da actualidade – conta a história da sua vida e fala com paixão das suas esperanças para o futuro. Bono é uma das figuras mais influentes da cena musical contemporânea. Ao longo dos últimos vinte e cinco anos, a sua banda, U2, vendeu 130 milhões de álbuns e recebeu catorze Grammies. Neste seu livro, em conversa com o seu amigo, o jornalista musical Michka Assayas, Bono descreve não apenas o seu extraordinário percurso como intérprete, mas também as inúmeras causas em que se tem envolvido – desde a questão do cessar-fogo do IRA, à dívida do Terceiro Mundo e à crise da SIDA em África.
Crónicas e Cartas de Manuel de Portugal. Editora Ulisseia. Lisboa, 1976, 283 págs. B.
Crónicas e Cartas de enorme sucesso publicadas no Tempo e neste volume pela primeira vez reunidas, cartas e crónicas que desassombradamente tratam de acontecimentos que marcaram os tempos que imediatamente sucederam à Revolução de 1974, “.
Cada uma das crónicas é “antecedida de textos elucidativos das situações que determinaram o autor a escrevê-las e acrescidas de algumas importantes palavras iniciais e finais”.
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