O Meu Nomé é… de Alastair Campbell. Bizâncio. Lisboa, 2014, 303 págs. B.
Hannah tem 17 anos e bebe para se sentir melhor. Por um momento. Depois, a dor de alma regressa, mais intensa. Esta é a história da adição de Hannah. O desenrolar da história através dos relatos de cada uma das pessoas que rodeiam Hannah durante a sua espiral de autodestruição dá ao leitor uma panorâmica completa do que é a vida junto de um alcoólico vulnerável e em negação.
Porque é que os Homens Nunca Ouvem Nada e as Mulheres Não Sabem Ler Mapas da Estrada de Allan Pease.
Editorial Bizâncio. Lisboa, 2000, 317 págs. B.
Sabe qual o motivo por que os homens só são capazes de fazer uma coisa de cada vez? E porque é que as mulheres têm tanta dificuldade em fazer marcha atrás? Por que é que os homens nunca encontram manteiga no frigorífico? E por que será que os homens e as mulheres nunca pensam a mesma coisa, no mesmo momento? E por que não deveriam os homens mentir às mulheres?
Eça de Queiroz – A Vida Privada de José Calvet de Magalhães. Editorial Bizâncio. Lisboa, 2000, 254 págs. B.
Biografia (biografia mesmo e não “vida e obra”) de José Maria Eça de Queirós. José Calvet de Magalhães fala-nos, «do homem, da sua vida real, de como ele era visto pelos seus familiares e amigos». Uma oportunidade para conhecer melhor um dos maiores vultos da língua portuguesa. O prefácio à obra é do ensaísta brasileiro António Cândido (Prémio Camões de 1998).
O Grande Senhor de Louis Gardel. Editorial Bizâncio. Lisboa, 2000, 114 págs. B.
Eis um homem que manda estrangular um dos seus filhos, assiste à agonia de um outro, e recolhe o último suspiro da mulher, antes de morrer por seu turno. O seu nome é Solimão e chamam-lhe o Magnífico. É o soberano mais poderoso da terra. É, para nós, um estranho. De onde vem então o intenso sentimento de faternidade que nos desperta a leitura deste texto?
Fim do Petróleo:: O Grande Desafio do Século XXI de James Howard Kunstler. Bizâncio. Lisboa, 2006, 348 págs. B.
O mundo industrializado assenta na energia barata. Agora, porém, o festim dos combustíveis fósseis baratos está a chegar ao fim, as alterações climáticas revelam-se iminentes e existe a possibilidade de os nossos modelos de indústria, comércio, produção alimentar e transportes, a nível global, não sobreviverem. A civilização industrial está em grandes apuros e caminhamos, como sonâmbulos, rumo a um futuro de provações e turbulência. James Howard Kunstler relata-nos o que nos espera depois de ultrapassarmos o pico global da produção petrolífera e iniciarmos, mais cedo do que pensamos, a longa trajectória de depleção – mudanças económicas, políticas e sociais a uma escala épica – A Longa Emergência. Entraremos num território inexplorado da História.
Este livro apresenta uma visão alarmante do que nos espera, conferindo uma nova urgência a esta temática e proporcionando-nos acesso aos problemas críticos que modelarão o nosso futuro e que não podemos dar-nos ao luxo de continuar a ignorar.
Miquerinos sucede a seu pai Quéfren no trono do egipto. Este novo reinado marca uma mudança de estilo: Miquerinos pratica uma política moderada, mandando erigir apenas uma modesta pirâmide e devolvendo o culto e os bens ao Deus Ptah. A aventura ocorre noutras paragens: Nekaurê, filho de Persenti e de Djedefhor, manda construir dois navios para iniciar um longo périplo pelo mar vermelho…
Mas, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Casado com a sua irmâ Khamernebti, que lhe dará um herdeiro, Miquerinos separa-se dela, pois prefere os rapazes. Vive uma grande amizade com Kabaptah, o seu ex-companheiro de estudos, que se tornou sacerdote de Ptah… Pelo menos até à chegada de Bunefer, cortesã de grande beleza, que não recua perante nada.
Decadência ou ambiente de fim de reinado? Com o filho de Miquerinos acaba a dinastia de Quéops…
Quando um Crocodilo Come o Sol: Memórias do Zimbabué ou a Implosão de uma Nação de Peter Godwin. Editoral Bizâncio. Lisboa, 2008, 360 págs. B.
Conhecemos já todos, minimamente, a situação do Zimbabué com uma inflação de 7500%, sujeito ao regime ditatorial de Mugabe ferozmente repressivo, corrupto e arbitrário. O que o relato de Godwin nos traz de novo é o quotidiano numa economia à beira do colapso e perante uma repressão sem lógica ou sentido. Como sobreviver quando uma ida à padaria representa um gasto de 12 000 dólares (do Zimbabué), meio quilo de carne de porco custa 4000 dólares e um selo de correio 19 000? Como sobreviver quando não se sabe bem quando haverá gasolina e quanto tempo durará o fornecimento de electricidade? Debatendo-se para apoiar os pais que envelhecem acossados pela pobreza e a insegurança, constantemente sujeitos a assaltos e agressões sem sentido, este é o relato ímpar de um homem de origem inglesa que nasceu no Zimbabué, que considera ainda a sua terra Natal.
Noiva de Hermes de Clara Usón. Bizâncio. 2002. 308 págs. B.
Laura Alonso tem 35 anos e é sócia de uma das maiores empresas de acessoria fiscal da cidade e tem uma relação, mais ou menos estável, com um homem inteligente e capaz. Considera-se uma mulher equilibrada e razoavelmente satisfeita. Que faz, então, num divã de psiquiatra a falar da mulher do amante? Por que razão já não se importa se os seus clientes pagam ou não os impostos? Por que razão tem pavor de uma vida a dois?
Didufri morreu assassinado, vítima de intrigas palacianas. O seu irmão Quéfren, considerado como herdeiro legítimo, é então coroado. Desposa a bela Persenti e adopta o filho que ela teve de Djedefhor, o seu outro irmão. A princípio é completamente arrebatado pelas sua nova função. O seu orgulho leva-o a iniciar a construção de uma pirâmide capaz de rivalizar com a do seu pai, Quéops. Leva uma existência dissoluta, chegando mesmo a apaixonar-se pela filha de um taberneiro, transformando-a na sua quarta esposa. Mas tramam-se conluios em redor de Quéfren – persistentes rancores familiares, vinganças póstumas contra Quéops. Ao querer reencontrar o amor do marido graças a um filtro mágico, Persenti tornar-se-à o joguete inconsciente de uma terrível conspiração…
Promessas que os amantes fazem quando começa a ser tarde é uma intrigante e perspicaz análise sobre o amor, as promessas e a fidelidade. As mulheres raramente fazem promessas no inicio de uma relação amorosa. De facto, são os homens que dizem «Seremos sempre amigos» ou que juram amor eterno. Porque será? Começando com o tema «promessas», evocando as irmãs Bronte, Daphne du Maurier, Nick Leeson e Elizabeth 1. o psicanalista Darian Leader explora questões essenciais: porque é que as pessoas abrem a boca quando são surpreendidas? Porque terão os homens frequentemente uma obsessão por contar as coisas? E porque adoptarão tantos amantes a forma tola de falar à bebé?
Quéops e a Pirâmide do Sol de Guy Rachet. Bizâncio. Lisboa, 1998, 272 págs. B.
O Egipto está em efervescência. Atingido por uma misteriosa doença, Sneferu ainda não designou o seu sucessor. Todos os grandes da corte se perguntam: quem subirá ao trono das Duas Terras?
Nefermaât, um intriguista, não recua perante nada e urde trama sobre trama para afastar o seu meio-irmão. Só tem um objectivo: conquistar o poder e tornar-se faraó, não um simples rei, mas um verdadeiro deus sobre a terra. Em contrapartida, Quéops, o herdeiro legítimo, inconsciente dos perigos que o ameaçam, continua a levar uma vida simples.
Será que Nefermaât é um criminoso ou, escondido na sombra, existirá um inimigo desconhecido e bem mais temível?
O Messias de Marek Halter. Edições Bizâncio. Lisboa, 1997, 403 págs. B.
David Reubeni diz-se general de um exército vindo do deserto, enviado por seu irmão José, o soberano do misterioso reino de Chabor. O seu projecto é arrojado: reunir na Europa um exército judeu que deverá tomar aos turcos a terra de Israel e constituir aí um reino judeu, devolvendo ao ocidente cristão o controlo dos lugares santos de Jerusalém. De olhar sombrio e aparente indiferença perante os clamores que suscita, este homem leva o seu projecto a Veneza; a Roma, à corte do papa Clemente VII; ao rei de Portugal D. João III; a Francisco I de França e até ao imperador Carlos V. Para os milhões de judeus europeus, perseguidos ou dificilmente tolerados, expulsos de Espanha, convertidos à força em Portugal, David Reubeni torna-se o Messias e por todo o lado a exaltação mística alimenta a lenda. Levará a bom termo o seu arrojado projecto? Escapará às apertadas malhas da Inquisição?
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