Estudos Luso-Orientais (Séculos XIII-XIX) de João de Deus Ramos. Academia Portuguesa de História. Lisboa, 1996, 212 págs. B.
Não é abundante a historiografia portuguesa no que concerne às relações entre Portugal e a China, ainda que muitos trabalhos sejam de valor pelo recheio de noticias e de documentação que contêm. A maior parte das investigações feitas nesse domínio partiu, quasi sempre, do caso específico de Macau como porta lusa de entrada no Celeste Império. Com a âncora na Cidade do Nome de Deus, a nossa vocação ecuménica levou os mercadores, viajantes e missionários a palmilhar os caminhos do mar e da terra que conduziam à «terra dos chins». São bem conhecidas as dificuldades que encontraram nessa penetração, por a China ser uma civilização fechada ao convívio dos povos estrangeiros. Essas tentativas conduziram, com frequência, ao envio de embaixadas acolhidas com expressões de boa vontade e que permitiam antever a criação de laços duradouros. Enquanto outras missões nos séculos XVI a XVIII, devido à tradicional desconfiança dos Chineses, acabaram de maneira trágica com a morte ou a expulsão dos padres e comerciantes portugueses.
Santarém Cidade do Camonismo de Justino Mendes de Almeida. Academia Portuguesa de História. Lisboa, 2007, 158 págs. B.
Um quarto de século se completa entre a feitura deste livro e a hora em que o texto vê a luz da publicidade, por vontade do respectivo autor, o Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida, doutorado em Filologia Clássica e actual Reitor da Universidade Autónoma Luis de Camões. Presidindo eu à comissão instaladora do Instituto Politécnico de Santarém, toda a minha ambição consistia em criar condições favoráveis à implantação do Ensino Superior no distrito de Santarém. À semelhança do que já ocorrera na Covilhã e em Braga, o meu desejo orientava-se na transformação legal de um Instituto Politécnico num outro de cariz universitário. Tinha-se sobretudo em conta que muitos jovens da província do Ribatejo não possuíam condições económicas para se fixar em Lisboa ou em Coimbra, pelo que o nascente Instituto poderia abrir-lhes as portas de um futuro promissor.
Mestres e Escolares de Santarém e seu Termo nas Universidades Europeias do Renascimento de Virgílio Arruda. Academia Portuguesa de História. Lisboa, 1982. B.
Não se compadece a modéstica deste trabalho, – no seu acanhado âmbito provincial, – das pretensões daquela panorâmica, aliás bem tentadora, quanto à nossa propensão para ir além-fronteiras em demanda do Graal, ou seja dos frutos da árvore da Ciência. Temos efectivamente de reconhecer que, desde bem cedo, as tendências e preocupações do saber humano ultrapassaram as nossas lides fronteiriças.
Elogio do Prof. Doutor Rui de Azevedo de Avelino de Jesus da Costa.
Academia Portugusa da História. Lisboa, 1973, 92 págs. B.
Rui Pinto de Azevedo nasceu em Benavente em 1889. Frequentou o Colégio Militar e tirou o Curso Colonial e o Superior de Letras. Em 1912 frequenta a Universidade de Berlim e em 1913 a de Oxford. Exerceu o magistério dos liceus em Évora, Coimbra e no Liceu Camões em Lisboa de que foi reitor e professor de línguas.
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