Diogo Freitas do Amaral
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Do 11 de Setembro à Crise do Iraque de Diogo Freitas do Amaral.
Bertrand Editora. Lisboa, 2002, 109 págs. B.
«Justificar-se-á, por isso, uma guerra contra o Iraque?
No estado actual do Direito Internacional, a resposta tem de ser negativa: não há legítima defesa, pois o Iraque não atacou os EUA, e não há qualquer acção militar punitiva, decidida pelo Conselho de Segurança da ONU.
Mas já todos sabemos que a administração Bush, dominada e apoiada por extremistas, não se sente vinculada pelas regras do Direito Internacional. Vejamos então — sem admitir que o Direito Internacional possa ser posto de parte – se, no plano político, os EUA apresentam alguma justificação aceitável para a guerra contra o Iraque.
A verdade é que, neste plano, o Presidente Bush e o seu Governo têm sido bastante incoerentes e contraditórios: primeiro, acusaram o Iraque de financiar ou apoiar a Al Qaeda – ainda não se provou; depois, disseram que o Iraque era produtor de armas químicas e biológicas de destruição maciça – mas não apresentaram provas; em terceiro lugar, afirmaram que o Iraque desestabilizava todo o Médio Oriente – mas a verdade é que, tirando Israel, ninguém se queixa; mais tarde, acusaram o Iraque de estar prestes a possuir a arma atómica.»
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