Noções Elementares de Estylistica de Arsénio Augusto Torres de Mascarenhas. Ferreira Machado & Cª Editores. Lisboa, 1887, 101 págs. E.
Ao darmos a publico este livrinho elementar, tivemos em vista proporcionar aos que ensinão e aos que aprendem, um auxiliar para a explicação de alguns pontos do programma da lingoa portugueza do 2.º anno dos lyceos.
É corrente, que a falta de livros adaptados aos programmas officiaes se torna tanto mais sensivel, quanto menor é o desenvolvimento intellectual e grau de illustração dos alumnos.
📝 Assinatura de posse. ❗ Capa desgatada. Pequeno desenho na folha de rosto.
De Punho Cerrado: ensaios de hermenêutica dialéctica da literatura portuguesa contemporânea de Carlos Ceia. Edições Cosmos. Lisboa, 1997, 326 págs. B.
Coletânea de ensaios de crítica e teoria literária centrada na análise hermenêutica e dialética de textos marcantes da literatura portuguesa do século XX. O autor, o ensaísta e professor catedrático Carlos Ceia, examina a produção literária contemporânea sob uma perspetiva ideológica e metodológica, abordando aspetos como o compromisso social da escrita, as dinâmicas de poder no texto e as tensões estéticas em autores contemporâneos. A obra funciona como um instrumento de estudo para o campo da interpretação e da história literária nacional.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 520g ──────────────────
Mandamentos e Mitos de Manoel Lourenço Forte. Prelo Editora. Lisboa, 1973, 117 págs. B.
Verdadeiros bastiões da Ordem (que re- presenta, simultâneamente, a ideologia ea estrutura social burguesas), os Mitos (metalinguisticos) resistem aos assaltos da Cultura graças ao apoio que a própria Ordem lhes faculta e à capacidade que têm de se transformar e transferir. Assim, não só as massas são desviadas da cultura como esta é, tanto quanto possível, destituída do seu impacto através da judiciosa manipulação dos mass-media, que se vêem e ouvem tão mais còmodamente e sem esforço do que se lêem livros ou se seguem reuniões e assembleias de carácter político. Toda a informa- ção relevante e objectiva e por isso mesmo desmistificante – se tende a perder no seio da avalanche de propaganda e publicidade que actua como mecanismo de «brouillage» e de condicionamento até da própria classe dominante, tão presa da máquina infernal como a classe dominada (ainda que o seja com todas as vantagens e a outra com nenhumas…).
Incluí: Bem Falar, Bem Escrever: Compêndio da Gramática Portuguesa Dicionário da Língua Portuguesa Verbos e Provérbios Compilação da Selecções do Reader’s Digest de obras da Porto Editora.
Duarte Nunes do Lião: Origem da Língua Portuguesa de Maria Leonor Carvalhão Buescu [Sel.]. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1975, 91 págs. B.
Fortemente vinculada ao tempo, a obra de Nunes do Lião é, pois, um testemunho documental e elu- cidativo da transição, talvez dramática, do espírito do Renascimento para o espírito barroco, enredado numa nova angústia e numa nova maneira de estar no mundo – in Apresentação.
Gramáticos Portugueses do Século XVI de Maria Leonor Carvalhão Buescu. Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1978, 104 págs. B.
Um longo caminho se percorreu desde a omnipresença tutelar da Gramática Latina durante os séculos medievais até à definitiva consagração da Gramática “vulgar”.
Observadores atentos da realidade, críticos audaciosos da cultura oficial, os gramáticos portugueses do Renascimento lançaram as bases das ciências modernas da linguagem em Portugal, ao mesmo tempo que exaltavam as excelências do idioma pátrio.
Linguagem e Filosofia: Algumas questões para hoje de Fernando Belo Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 407 págs. B.
Imagine-se que se trata de uma língua que desconhecemos completa mente, ou de uma cena atrás de um vidro, ou de um filme mudo. Os gestos e os sons e perceber que entre aqueles dois corpos se passa qualquer coisa que os isola de tudo o resto e os mete em tensão recíproca. Dar atenção a isto um tempo longo e espantar-se. Espantar-se de não haver mais nada senão sons, tudo vem atrás disso, o mexer dos rostos, as emoções, a tensão. Do espanto vem a filosofia, velho Aristóteles, deste espanto dos sons a filosofia da linguagem. Ou de alguém a ler, sozinho, uma carta e mostrar as mesmas reacções. São rabiscos num papel. O segredo está em os sons serem diferentes uns dos outros e se encadearem, tais diferenças dão sentido aos sons.
Temas e Estruturas na Obra de Fernando Namora de Pierrette e Gérard Calendar.
Moraes Editores. Lisboa, 1979, 231 págs. B.
Desde sempre, a crítica literária tem procurado apresentar-se como análise científica integral. Não seria justificável neste ensaio a pretensão de reflectir sobre a cientificidade de toda a crítica da literatura. Mas também é certo que, nessa perspectiva, o conteúdo temático dum autor, da sua obra ou duma corrente não poderia ser «apresentado como uma série aberta e desordenada, mas antes como um conjunto estruturado. A crítica (no sentido etimológico: o juízo) não pode ambicionar o rigor analítico senão na medida em que conseguir libertar-se das noções puramente intuitivas e marcadas por uma teleologia duvidosa, tais como as de «génio ou de «inspiração», concebidas desde Platão como inexplicável segredo de toda a arte. O artista sabe, decerto, que há momentos privilegiados particular mente propícios à criação – já Valéry falava, com justeza, de «estações do espírito» — mas o crítico não pode deter-se nesses dados: o seu objectivo é elucidar a organização interna e a finalidade da matéria de que se ocupa. Há, pois, que fixar um conjunto coerente de princípios a partir dos quais intentará legitimar a sua leitura e o seu trabalho de explicitação.
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