A Nova Geografia de Paul Claval
Livraria Almedina. Coimbra, 1982, 158 págs. B.
A obra “Epistemologia da Geografia”, de Paul Claval, oferece uma análise abrangente da evolução do pensamento geográfico, desde suas raízes até as formulações contemporâneas. O livro explora como a geografia se desenvolveu em diálogo com outras disciplinas e como as mudanças sociais e políticas influenciaram sua trajetória
O Livro do Inexplicável de Jacques Bergier
Parceria A. M. Pereira. Lisboa, 1974, 292 págs. B. Colecção: O Mundo e o Homem | 3
Jacques Bergier (1912–1978), co-autor de O Despertar dos Mágicos (com Louis Pauwels), explora o domínio do inexplicável: fenómenos, acontecimentos e personagens que desafiam a explicação racional. Uma obra que marcou o imaginário das décadas de 60–70, inserida na corrente do esoterismo científico que fascinou gerações de leitores.
Ciência no Grande Teatro do Mundo de António Manuel Baptista
Gradiva Publicações. Lisboa, 1998, 224 págs. B. Colecção: Ciência Aberta | 58
«Contra os que acreditam que a compreensão destrói o maravilhoso das coisas, acontece exactamente o contrário. A experiência da ‘verdade’ é exultante por si mesma.» Físico, cientista, professor, divulgador científico, António Manuel Baptista oferece neste livro uma breve história, informada e humanista, da passagem da filosofia natural para a filosofia experimental — ou seja, a ciência. Com a imaginação e a curiosidade irrefreável do cientista a unir-se à emoção do poeta e do filósofo, seguimos o autor por diálogos entre ciência e senso comum, filosofia e matemática, poesia e ficção científica. Se «a vida é sonho» de um deus que nos pôs no «grande teatro do mundo», como em Calderón de la Barca, resta-nos então acompanhar o desígnio que move esta obra: tornar a humanidade mais humana. «Escutá-lo sobre qualquer assunto era um gosto e uma aprendizagem, porque a sua cultura era vasta, mas despretensiosa, e a sua forma de expor era clara, mas nunca condescendente. É a António Manuel Baptista, cientista e poeta, que devo a minha vida na edição — que devo, afinal, boa parte da vida.»
Maria Do Rosário Pedreira
Homem Que Não Quiseram Deixar Morrer de Alexander Dorozynski
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 216 págs. B. Documentos Humanos | 19
O Nome de Lev Davidovich Landau é célebre em todo o mundo da ciência. Um dos maiores especialistas de Física teórica do século, devem-se-lhe descobertas importantíssimas no domínio da teoria quântica e estudos decisivos de aplicação prática nas técnicas da ciência astronómica. Em 1963 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Física, e logo a seguir era eleito membro da British Royal Society. Por isso, tanto por se tratar de uma figura de extraordinário relevo na ciência como ainda pela lendária auréola de que se rodeou o seu nome, o Mundo foi abalado pela notícia do brutal acidente de automóvel que colocou à morte o ilustre sábio numa manhã de Janeiro de 1962, dando origem a um dramático capítulo na história da medicina – a ciência da morte. Este livro é o relato apaixonante deste caso.
O Homem Que Só Gostava de Números de Paul Hoffman Gradiva Publicações. Lisboa, 2000, 282 págs. B. Il. Colecção: Ciência Aberta | 102
Paul Erdös foi um dos mais prolíficos e excêntricos matemáticos do nosso tempo, um homem que possuía inimagináveis poderes intelectuais, mas que era incapaz de realizar muitas das tarefas diárias mais simples. Durante mais de duas décadas viveu com o conteúdo de duas velhas malas, atravessando quatro continentes a um ritmo frenético, perseguindo problemas matemáticos em busca da beleza perene e da verdade absoluta.
Paul Hoffman fornece uma visão íntima da vida e das relações de Erdös, apresentando ao leitor um elenco de notáveis génios matemáticos, bem como as mais importantes descobertas matemáticas do século XX. Baseando-se em anos de entrevistas com Erdös, seus amigos e colaboradores, Hoffman compôs um expressivo e colorido retrato do fascinante cientista-filósofo cujas realizações continuam a enriquecer e a dar forma ao nosso mundo.
O Homem Que Só Gostava de Números está para a matemática como Está a Brincar, Sr. Feynman! está para a física. Absolutamente inesquecível.
Premiado com o Rhône-Poulenc Prize 1999 para o melhor livro de ciência
Viagem às Estrelas de Robert Jastrow. Gradiva Publicações. Lisboa, 1990, 210 págs. B. Colecção: Ciência Aberta |42
Robert Jastrow, fundador do Instituto de Estudos Espaciais da NASA, foi uma figura–chave no programa espacial americano. Agora, com Viagem às Estrelas, escreveu uma obra-prima sobre o futuro do homem no espaço.
Quando homens e mulheres abandonarem a Terra, embarcarão na busca mais empolgante da história – a procura de vida inteligente noutros mundos. Como alcançarão os astros que ficam para além do nosso sistema solar? Como será a vida a bordo de uma dessas naves? Haverá formas de vida escondidas sob a superfície dos planetas vizinhos? Escutarão outros seres as nossas transmissões de TV? E estão a responder-nos? Estas e outras são as perguntas que Robert Jastrow, uma autoridade internacional na matéria, apresenta neste novo e brilhante livro, onde igualmente se descrevem projectos, que antes pareciam ficção científica, mas que já estão hoje a ser testados activamente nos EUA e na URSS.
Um Mundo Infestado de Demónios: A Ciência como uma Luz na Escuridão de Carl Sagan Gradiva Publicações. Lisboa, 1998, 450 págs. B. Ciência Aberta | 90
Estaremos no limiar de uma nova era de obscurantismo e superstição? Ao longo destas páginas, Carl Sagan explica-nos a razão por que o pensamento científico é essencial e desmonta alguns dos mais populares mitos e pretensões da pseudociência, ao mesmo tempo que refuta convincentemente o argumento de que a ciência destrói a espiritualidade. Recorrendo a um manancial de referências históricas e culturais, assim como à sua vivência pessoal, Sagan demonstra com enorme clareza e rigor que a tentação da irracionalidade é não apenas um erro cultural crasso como um salto perigoso para a escuridão, que põe em risco as nossas liberdades mais básicas.
ABC do Xadrez de Petar Trifunovitch Editorial Presença. Lisboa, 1978, 177 págs. B. Colecção: Cultura e Tempos Livres | 1
Este é o livro que reúne os conceitos básicos sistemáticos do xadrez e o seu respetivo desenvolvimento teórico. Mas o ABC do Xadrez é mais do que isso: conhecidas as regras gerais, será o companheiro ideal para ter ao seu lado enquanto começa a jogar.
Porque o xadrez não se aprende apenas lendo, mas jogando, será ao praticar que a leitura deste guia se tornará clara e eficaz.
Comece a jogar hoje:
– Regras gerais
– Exercícios
– Princípios da teoria dos finais
– Fundamentos da teoria das aberturas
As Revoluções dos Orbes Celestes de Nicolau Copertino
Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1984, 657 págs. B.
Nicolau Copérnico apresenta neste seu livro, concluído depois de um longo tempo de cuidada reflexão, uma tese frontalmente contrária às conceções da cinemática celeste até o seu tempo aceite de um modo geral; quer dizer: muitas das ideias basilares do esquema ptolomaico para a explicação dos movimentos dos astros e, em particular, os dos planetas do sistema solar (no número dos quais se incluía o Sol), são, na proposta de explicação coperniciana, liminarmente postas de lado, para dar lugar a um outro sistema que, à primeira vista (adiante serão salientadas as ideias tradicionais que. apesar de tudo, Copérnico não abandonou no seu trabalho), nada tinha a ver com o precedente.
Não oferece dúvidas que o astrónomo polaco teve absoluta consciência de que as profundas alterações propostas na sua obra para o esquema do Universo, estavam em contradição frontal com princípios estabelecidos ou sancionados pela Filosofia e pela Religião vigentes. […] muito do que se encontra escrito nesta obra fundamental revela, na verdade, a coragem de romper com algumas tradições científicas que se contavam entre as XIX mais enraizadas. Se Copérnico não eliminou todas as ideias feitas e erradas que pautavam a Astronomia do século XV, reduziu consideravelmente o seu número, e rasgou irreversivelmente o caminho para a nova Astronomia do sistema solar, tal como hoje a concebemos.
Einstein – Uma Leitura de Galileu e Newton de Françoise Balibar
Edições 70. Lisboa, 1988, 126 págs. B. Colecção: O Saber da Filosofia | 24
Que relações pode haver entre Galileu, Newton e Einstein? Múltiplas, e não insignificantes. Nesta obra, salientam-se sobretudo dois aspectos a eles comuns: a relatividade do movimento e a prática da experiência mental.
A Origem das Espécies de Charles Darwin.
Publicações Europa-América. Mem Martins, 2005, 387 págs. B.
“Charles Robert Darwin nasceu em 1809. O seu grande livro, Sobre a Origem das Espécies por Meio de Selecção Natural, ou a Preservação das Variedades Favorecidas na Luta pela Existência foi publicado em 1859, quando o autor tinha cinquenta anos de idade. Darwin viveria ainda vinte e cinco anos, morrendo em 1882, quando a Origem tivera já seis edições e fora consideravelmente revista e reescrita. Por norma, a sexta edição, de 1872, era a mais frequentemente reproduzida, mas mais recentemente os estudiosos têm insistido que é a primeira edição a realmente importante — vemos o pensamento de Darwin na sua forma original. As questões que coloco nesta introdução são acerca da génese da Origem e a sua natureza — a sua estrutura e conteúdo.”
Com uma nova tradução, apresenta-se assim ao público português um novo livro. Isto também porque esta se baseou – seguindo as mais recentes teorias sobre a importância relativa das seis edições publicadas em vida por Charles Darwin – na primeira edição da obra, aquela que verdadeiramente revolucionou o lugar do Homem no Universo.
O Regresso das Ditaduras de António Costa Pinto. Fundação Francisco Manuel dos Santos. Lisboa, 2021, 96 págs. B.
Sabia que, entre novas e antigas, as ditaduras comandam hoje mais de um terço do mundo? Pois é, os regimes autoritários estão de regresso, e impõe-se identificá-los e aos seus mecanismos. Cresceram em número, mas sobretudo em variedade. Destacam-se em quase todo o território da ex-URSS, assomam na Turquia e na Hungria e dominam potências como a Rússia e a China ou países com grande importância estratégica, como a Arábia Saudita, as Monarquias do Golfo ou a Venezuela. O presente ensaio apresenta e explica o mapa-mundo actual das ditaduras. Disseca os modos de dominação predominantes e salienta como, cada vez mais, os regimes autoritários “se vestem como democracias”. Assinala continuidades e mudanças e permite uma premente visão global do autoritarismo político contemporâneo, confirmando-o no pólo oposto da governação democrática.
Natureza do Universo de Clive Kilmister. Editorial Verbo. Lisboa, 1974, 206 págs. Mole.
A cosmologia-tentativa científica de figurar o Universo astronómico como sistema físico coerente está presentemente. em fermentação. Desde a extraordinária descoberta de Edwin Hubble, em 1924, de que o sistema da Via Láctea a que o Sol pertence não é mais do que uma galáxia estelar entre muitos milhões, as provas astronómicas de que depende a cosmologia tornaram-se cada vez mais bizarras. Nesta obra tenta-se responder a algumas das questões mais desconcertantes que hoje se põem aos cosmólogos. O modo como essas questões se ligam as modernas teorias do Universo é o tema central deste livro. O autor prepara o terreno da discussão fulcral com uma visão histórica dos progressos científicos relevantes a partir dos primeiros tempos e conclui com algumas reflexões acerca do difícil problema de conciliação dos mundos do astrónomo e do físico nuclear numa única teoria
Um Modo de Ser: Ensaios de João Lobo Antunes.
Gradiva Publicações. Lisboa, 1997, 203 págs. Mole.
O progresso científico e tecnológico das últimas décadas, o controlo cada vez mais vigilante dos políticos, dos media e dos próprios doentes, e a necessidade de trabalho em equipa, tiveram repercussões marcadas no ensino e na práctica da Medicina.
Neste volume de extremo interesse para os especialistas, mas igualmente acessível a leigos, o autor reflecte o modo pessoal de viver a Medicina, inspirado numa filosofia humanista que pretende preservar valores essenciais da profissão. Nestes ensaios abordam-se temas tão diversos como o ensino da ética, o erro, a alma, a dor, o hospital onde se ensina, a comunicação entre médico e doente, tomando como referência uma novela de Tolstoi, os males que afligem essa comunicação. Partindo da sua experiência, o autor medita ainda sobre o ensino e aprendizagem da sua especialidade e faz o elogio de algumas personalidades que o marcaram. De particular interesse histórico são uma breve nota sobre os encontros entre Cushing, pai da Neurocirugia, e Reynaldo dos Santos, cirurgião iminente e historiador de Arte, e a correspondência inédita de Egas Moniz para o seu discípulo Almeida Lima.
A Ficção Científica de Al Gore de Marlo Lewis Jr. Booknomics. Lisboa, 2008, 258 págs. B.
As alterações climáticas resultam de ciclos naturais em que o ser humano tem pouca ou nenhuma influência. As consequências catastróficas imputadas à acção do Homem pelos propagandistas do aquecimento global não têm fundamento científico.
Al Gore tornou-se o representante de uma corrente alarmista que tenta condicionar as consciências de cidadãos, jornalistas, cientistas e políticos.
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