Esquemas de Lições sobre «Os Lusíadas» de Hennio Morgan Birchal.
Comissão Executiva do IV Centenário da Publicação de «Os Lusíadas». Lisboa, 1972, 48 págs. B.
Afirmam geralmente os tratadistas que Os Lusíadas foram compostos à imagem da Eneida, de Virgilio. Tal assertiva merece ser estudada mais de perto, porque não é toda a verdade.
A verdade é que o poema de Camões se insere na linha épica greco-romana, da Iliada, da Odisseia e da Eneida. E, embora se entenda e diga que esta imita, em globo, os dois poemas homéricos, há alguma coisa n’Os Lusíadas que, afastando-se do poema latino, aproxima-se das obras gregas, especialmente da Odisseia.
Poesias Castelhanhas de Camões de Vasco Graça Moura [trad.]. Babel. Lisboa, 2010, 71 págs. B.
Luís de Camões escreveu algumas poesias em língua castelhana. É o conjunto destas composições poéticas, traduzidas por Vasco Graça Moura, que pela primeira vezs e disponibiliza aos leitores em edição autónoma.
Os Lusíadas de Luís de Camões: Dicionário, Síntese, Comentários de Manuel dos Santos Alves. Ed. Autor. Viseu, 1973, 307 págs. B.
As estâncias dos Lusíadas constituem pretexto de análise, desde que se atribua ao conceito estudante o sentido lato.
A fundamentação dos comentários gramaticais, que porventura não pareçam evidentes, cabe ao professor e depois ao aluno que, pela reflexão dos seus ensinamentos e pelo estudo da «Gramática», poderá adquirir certo domínio da língua.
A lingua portuguesa é parte grande da herança cultu ral que os portugueses e luso-descendentes nos transmitiram ao longo de três séculos. Difundiu-se e criou raizes em todas as latitudes de nosso território, generalizou-se verticalmente, tornando-se o instrumento de comunicação entre as camadas sociais dos mais variados niveis. De tal maneira se arraigou na alma…
Dois Excursos Camonianos e Duas Notas Lusíadas de Carlos Eduardo de Soveral. Hugin Editores. Lisboa, 2002, 103 págs. B.
A todos aqueles que nesta hora de suprema provação para o espírito lusíada buscam em Camões e na prodigiosa Fidelidade camoniana os alento, inteligência e norte indispensáveis à enérgica continuação da viagem portuguesa.
Comentarios a Camões Vol.1 e 2: Sonetos. Rita Marnoto [Coord.].
Cotovia. Lisboa, 2012, 254 págs. B.
A Cotovia e o Centro Interuniversitários de Estudos Camonianos lançam os primeiros dois volumes com comentários aos sonetos de Camões:
“Eu cantarei de amor tão docemente” Maurizio Perugi – “Tanto de mau estado me acho incerto” Rita Marnoto – “Amor é um fogo que arde sem se ver” Rita Marnoto – “Se as penas com que amor tão mal me trata” Roberto Gigliucci – “Transforma-se o amador na cousa amada” Barbara Spiaggiari. Coordenação de Rita Marnoto.
É por estes caminhos que, dando lugar a um permanente fenómeno de recepção crítica e recriativa, mas também a um ininterrupto movimento de hermenêutica cívica, ideológica e até política, ainda quando degenerada em fonte de desvios e interpretações manifestamente erradas, que Camões (e com ele a sua obra!) assume o seu pleno significado na cultura…
Foi para resgatá-lo do ficheiro morto da Literatura Universal, e trazê-lo ao doce convívio das nossas letras que se escreveu este livro, mero guia para novos leitores de Camões. Ninguém espere encontrar revelações ou novidades nestas páginas. Não é obra de investigação directa nem tem, como hoje se diz, a preocupação de ser exaustiva. Se…
Lírica do Luís de Camões de Maria Vitalina Leal de Matos. Editorial Comunicação. Lisboa, 1979, 200 págs. B.
Não se trata de mais uma antologia da lírica camoniana; trata-se de uma selecção que, não esquecendo os textos mais belos e famosos da produção lírica de Camões, integra ainda outros poe- mas menos conhecidos que darão uma visão mais correcta e aprofundada da obra do autor. Uma cuidada introdução estuda a dialéctica temática da lírica, centrada nos núcleos de significação do amor e do destino, situando-se com justeza no ambiente poético do Renascimento.
Per mandado de V. A. revi este Livro intitulado Microlo- gia em que se explicam os nomes proprios, e Lugares do poeta Camões, author o Ldo. Joam Franco Barreto, Continua o Author com grande erudiçam, o que já tinha começado, e dado à estampa sobre os Lusiadas, e só dezejava a illustrassam erudita, que agora accrescenta. Julgo ser obra muito digna de lograr a Luz da estampa?, perque allem de nam ter couza repugnante aos bons costumes christãos, e politicos, nem ao serviço de V. A. tem muita utilidade pera os curiosos, [e] que dezejam alcançar, com o estudo, as antiguidades que lhe fugiram com o tempo.
Edição organizada por José Pereira Tavares. Prefácio do autor da edição em o autor que aborda: O Teatro de Camões; Aparecimento das Três Comédias; Suas Fontes; Sua bibliogafia; Presente Edição. Incluí: Comédia dos Anfitrões; Comédia de El-Rei Seleuco; Comédia de Filodemo.
Auto dos Anfitriões de Camões de Clara Rocha. Editorial Seara Nova. Lisboa, 1981, 125 págs. B.
Tentaremos situar o Auto dos Anfitriões em três linhas diacrónicas:
1.1. Na obra literária de Camões; 1.2. – по percurso evolutivo do teatro português, de Gil Vicente ao teatro clássico; 1.3.- na sequência do teatro universal inspirado no mito de Anfitrião.
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