«A mesa onde tomávamos as nossas refeições num silêncio místico, era uma vulgaríssima mesa de elion, em forma de rim, dessas que se vendem nos grandes armazéns, com os talheres colocados, naturalmente, só de um lado, o reintrante.»

Os Idólatras” a Terra não é um planeta habitável. Não há animais. Não há livros. Não há obras de arte. Não há gente. Há robots. Tudo está super organizado, desumanizado. As férias são passadas noutros planetas. As pessoas são ilhas. Não se amam. É a premonição dos quotidianos em função dos telemóveis, dos tablets, dos televisores, dos gadgets, da tecnologia. O tempo tem uma dimensão utilitária. Todo o tempo está compartimentado, agendado e não se pode perder e por isso as pessoas não conseguem viver com tempos mortos. Ficam infelizes, querem suicidar-se porque os tempos mortos não fazem sentido para elas. Mas no fim da vida, também há velhos que ainda querem comprar algum tempo para poderem viver aquilo que não viveram em vida…

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informação do livro

Os Idólatras de Maria Judite de Carvalho. Prelo. Lisboa, 1969, 147 págs. Mole.

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Os Idólatras” a Terra não é um planeta habitável. Não há animais. Não há livros. Não há obras de arte. Não há gente. Há robots. Tudo está super organizado, desumanizado. As férias são passadas noutros planetas. As pessoas são ilhas. Não se amam. É a premonição dos quotidianos em função dos telemóveis, dos tablets, dos televisores, dos gadgets, da tecnologia. O tempo tem uma dimensão utilitária. Todo o tempo está compartimentado, agendado e não se pode perder e por isso as pessoas não conseguem viver com tempos mortos. Ficam infelizes, querem suicidar-se porque os tempos mortos não fazem sentido para elas. Mas no fim da vida, também há velhos que ainda querem comprar algum tempo para poderem viver aquilo que não viveram em vida…

Peso 175 g

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