Negritude e Humanismo

Alfredo Margarido

7,00 

Título: Negritude e Humanismo
Autor: Alfredo Margarido
Edição: Edição da Casa dos Estudantes do Império
Ano: 1964
Páginas: 43
Encadernação: Mole

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SOBRE
A aparição do termo «negritude» verificou-se à volta de 1935, e foi criado por Aimé Césaire (nasceu em 25 de Junho de 1913) e por Léopold Sédar Senghor (nasceu em 9 de Outubro de 1906), para designar uma personalidade africana, que Senghor assim definiu: «o que faz a negritude de um poema, é menos o tema do que o estilo, o calor emocional que dá vida às palavras, que transmuda a palavra em verbo».
É, portanto, com estas duas personalidade que a tese da negritude começa a esboçar-se, procurando definir e assentar as infra e as super-estruturas. Mas há-de ser, contudo, a publicação do ensaio esclarecidamente intitulado «Orphée noir», de Jean-Paul Sartre, que virá dar possibilidades de sistematização aos dados até então dispersos pelas obras daqueles pensadores e de outros escritores.


SOBRE O AUTOR

Ficcionista, poeta e ensaísta, tradutor de Anouilh, Faulkner, James Joyce, Steinbeck, Dylan Thomas, Nietzche, Saint-John Perse, Kafka, entre muitos outros autores, Alfredo Margarido desenvolveu numerosos trabalhos de investigação literária em torno de Pessoa e da literatura africana de expressão portuguesa, tendo ainda colaborado em publicações como Árvore, Cadernos do Meio-Dia, Jornal do Fundão, Jornal de Letras, Persona, ou Colóquio/Letras. Radicado desde 1964 em Paris, onde desenvolveu as atividades de investigador na École des Hautes Études e de docente na Sorbonne, deve-se à convivência com a cultura e literatura francesas a divulgação em Portugal do movimento nouveau roman, teorizado, com Artur Portela Filho, em O Novo Romance (1963) (seguido da tradução, no ano seguinte, dos textos teóricos reunidos por Nathalie Sarraute em A Era da Suspeita) e cujas marcas influirão sobre a sua prática romanesca. Com efeito, verifica-se no conjunto da sua obra ficcional uma tendência para uma “dissolução do acontecimento e do espaço romanesco na memória obsessiva e predominantemente objectual das personagens.” (SEIXO, Maria Alzira, Portugal – A Terra e o Homem, 2.ª série, vol. II, p. 197). A poesia de Alfredo Margarido, revelada na época de 50, sugere, em Poemas com Rosas, as influências de Pessoa e de Rilke (cf. MARTINHO, Fernando J. B., p. 228), enquanto o Poema para uma Bailarina Negra, de 1958, composto aquando de uma estada em Luanda, se insere na prática de escrita surrealista, tendo aliás alguns textos do autor sido posteriormente inseridos na Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito organizada por Mário de Cesariny, em 1961.


OBRAS DO AUTOR


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