RIO DAS FLORES DE MIGUEL SOUSA TAVARES Oficina do Livro. Lisboa, 2007, 627 págs. B.
Segundo romance de Miguel Sousa Tavares, lançado em 2007 com uma tiragem inicial de 100.000 exemplares. Ao longo de trinta anos, entre Sevilha em 1915 e o Vale do Paraíba em 1945, a obra acompanha três gerações da família Ribera Flores, latifundiários alentejanos, e a divergência de percursos entre dois irmãos: um que permanece ligado à terra, outro atraído pelo novo e desconhecido. Entre o Alentejo, Espanha e Brasil, o romance atravessa décadas marcadas por ditaduras e confrontos, questionando o preço da liberdade e da fidelidade às raízes.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 1005g ──────────────────
Último Olhar de Miguel Sousa Tavares Porto Editora. Porto, 2021, 307 págs. B.
Pablo tem 93 anos, viveu a Guerra Civil Espanhola, viveu os campos de refugiados da guerra em França, viveu quatro anos no campo de extermínio nazi de Mauthausen. E depois viveu 75 anos tão feliz quanto possível, entre os campos de Landes, em França, e os da Andaluzia espanhola. Inez tem 37 anos, é médica e vive um casamento e uma carreira de sucesso com Martín, em Madrid, até ao dia em que conhece Paolo, um médico italiano que está mergulhado no olho do furacão do combate a uma doença provocada por um vírus novo e devastador, chegado da China: o SARS-CoV-2. Essa nova doença, transformada numa pandemia sem fim, vai mudar a vida de todos eles, aproximando-os ou afastando-os, e a cada um convocando para enfrentar dilemas éticos a que se julgavam imunes.
Último Olhar marca o aguardado regresso de Miguel Sousa Tavares ao romance. Uma história sem tréguas nem contemplações, onde o passado cruza o presente e o presente interroga o futuro que queremos ter. Da primeira à última página, até decifrarmos o que se esconde atrás do título.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Cebola Crua com Sal e Broa: da infância para o mundo de Miguel Sousa Tavares
Clube do Autor. Lisboa, 2018, 362 págs. B.
Eterno contador de histórias, o autor dá vida aos seus primeiros anos: da infância à juventude, dos jornais à política. O testemunho de uma vida única, com a História contemporânea de Portugal como fundo.
Uma quinta no Marão e a escola igual para todos. Os Verões nas praias da Granja e de Lagos. «Melville» e a pesca da lula «ao candeio». Uma casa diferente e alternativa. Marcelo e as lutas estudantis. O pai e o 25 de Abril. A PIDE e as loucuras do PREC. O trabalho no Estado. A liberdade nos jornais e o fascinante mundo da televisão. Soares, Guterres e Sócrates. As paixões pelo jornalismo e pela literatura. As promessas de vida cumpridas e as juras por cumprir…
«Pode um homem viver impunemente começando a sua infância numa aldeia do Marão, comendo cebola crua com sal todas as merendas? Daí saltar para o mundo cinzento e as manhãs submersas da vida salazarenta da Lisboa dos anos sessenta? Acordar na manhã luminosa do 25 de Abril e descobrir que, afinal, éramos todos antifascistas e revolucionários e, logo depois, ir ao encontro do mundo e descobrir-se a si mesmo como uma testemunha privilegiada de tempos incríveis que, não os narrando, teria sepultado para sempre na cinza dos dias inúteis? Declaro que vi. E, por isso, conto. Antes que a água tudo lave e apague.»
Madrugada Suja de Miguel Sousa Tavares Clube do Autor. Lisboa, 2013, 351 págs. B.
No princípio, há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que persegue os seus protagonistas durante anos.
Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu.
As circunstâncias do seu trabalho num pequeno município do litoral levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo. Ele enreda-se na trama, ao mesmo tempo que esta se confunde com o seu passado esquecido, por força da intervenção de uma jovem magistrada de instrução criminal.
Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e, em simultâneo, o dos protagonistas daquela madrugada suja.
Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Um Nómada no Oásis de Miguel Sousa Tavares
Relógio d’ Água. Lisboa, 1994, 318 págs. B.
«O que resta, como resultado palpável de oito anos de poder, são as estradas. E o que é mais impressionante é que atrás deste imenso vazio de projecto caminham todas as forças vivas da Nação e metade dos eleitores. Em direcção ao oásis prometido. Resta-me esperar, como dizia Francisco de Sousa Tavares, que “Deus queira, simplesmente, que eu me tenha enganado”.» – Do prefácio
Madrugada Suja de Miguel Sousa Tavares. Clube do Autor. Lisboa, 2013, 351 págs. B.
No princípio, há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que persegue os seus protagonistas durante anos.
Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu.
As circunstâncias do seu trabalho num pequeno município do litoral levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo. Ele enreda-se na trama, ao mesmo tempo que esta se confunde com o seu passado esquecido, por força da intervenção de uma jovem magistrada de instrução criminal.
Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e, em simultâneo, o dos protagonistas daquela madrugada suja.
Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Anos Perdidos (Crónicas 1995-2001) de Miguel Sousa Tavares. Oficina do Livro. Lisboa, 2001, 358 págs. B.
No final de 1995, o PS, pela mão de António Guterres, formava o XIII Governo Constitucional. O que é que se podia esperar de um governo socialista? Um maior sentimento social? A moralização das funções do Estado? Coragem para contrariar os interesses instituídos? Durante os últimos 6 anos, Miguel Sousa Tavares seguiu os destinos do país nas páginas do “Público”, procurando respostas para as questões que se colocavam. Mas ao rever o que escreveu, diz-nos que desistiu muito cedo de se interessar pela gestão corrente da política, preferindo coisas que lhe pareceram menos inúteis. O período socialista poderá não ter acabado, mas a desilusão está definitivamente instalada. e organizou os textos deste livro, optando por seguir uma ordem cronológica valorizada com algumas notas pessoais. Como diz na introdução, “…uma espécie de agenda dos anos passados, relembrando o essencial daquilo que nos ocupou…”.
«Se tivesse existido mesmo, Xerazade teria sido a maior contadora de histórias de sempre. Mil e uma noites a fio, ela contou histórias ao Rei para salvar a própria cabeça é essa a história de “As Mil e Uma Noites”, um dos livros de referência de toda a história da literatura mundial. (…) “As Mil…
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