Racionalidade e Comunicação de Jurgen Habermas.
Edições 70. Lisboa, 2002, 221 págs. B. Colecção: Biblioteca de Filosofia Contemporânea | 32
Os quatro textos aqui reunidos (¹) representam uma síntese dos últimos desenvolvimentos do pensamento de Jürben Habermas sobre pragmática formal, desde o seu ensaio inicial e programático (“O que é a Pragmática Universal?”), aos seus escritos mais recentes sobre a teoria da racionalidade comunicativa (“Alguns Esclarecimentos sobre o Conceito de Racionalidade Comunicativa”).
Pensamento Pós-Metafísico de Jurgen Habermas. Almedina. Coimbra, 2004, 275 págs. B.
Os estudos de Habermas, que o leitor tem em mãos e que giram em torno do conceito”razão comunicativa”, justificada através de uma teoria pragmática do significado, contêm informações e argumentos capazes de enriquecer e estimular a reflexão sobre o pensamento pós-metafísico.
Futuro da Natureza Humana: A Caminho de uma Eugenia Liberal? de Jurgen Habermas.
Edições Almedina. Coimbra, 2006, 143 págs. B.
O livro de Habermas é um excelente contributo para a discussão gerada pelas possibilidades de selecção e modificação genéticas.
(…) Possa esta obra contribuir para o debate necessário em tempo de decisões.
A sua oportunidade vai muito para lá da conjuntura legislativa.
No fundo, a tentativa de Habermas de sublinhar a autonomia filial contra a instrumentalização “parental” pode expressar-se com a profundidade do olhar do poeta. Na verdade, Khalil Gibran disse-o notavelmente em O Profeta:
“Os Vossos filhos não são vossos filhos./ (…) Apesar de estarem convosco, não vos pertencem/ (…) Podeis esforçar-vos por ser como eles: mas não tenteis fazê-los como vós. Porque a vida não vai para trás, nem se detém com o ontem”. João Carlos Loureiro
I. O que significa moralização da natureza humana?
II. Dignidade humana versus dignidade da vida humana.
III. A inscrição da moral na ética da espécie
IV. O natural e o artificial
V. Interdição de instrumentalização, natalidade e poder de ser ¿eu próprio¿
VI. Limites morais da energia
VII. Precursores de uma auto-instrumentalização da espécie?
Discurso Filosófico da Modernidade de Jurgen Habermas.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1990, 350 págs. B. Nova Enciclopédia | 1
Tem-se escrito muito, em anos recentes, a respeito do aparente fim da «modernidade» e da exaustão de um certo número de ideias provenientes do iluminismo europeu. Habermas reconduz as críticas contemporâneas da modernidade às suas origens filosóficas, mostrando como o trabalho de diversos pensadores foi em certa medida uma resposta às ideias de razão e de auto-compreensão reflexiva.
Comentários à Ética do Discurso de Jurgen Habermas.
Instituto Piaget. Lisboa, 1999, 221 págs. B. Colecção: Pensamento e Filosofia | 52
Com esta obra Habermas prossegue as suas investigações sobre Moral e Comunicação. Para o autor, o que leva a lançar de novo a discussão são, sobretudo, as objecções feitas aos conceitos universalistas de moral que remonta a Aristóteles, Hegel e o contextualismo contemporâneo. Trata-se de ultrapassar a oposição estéril entre um universalismo abstracto e um relativismo que se auto-contradiz. Habermas procura, assim, defender a proeminência do justo, compreendido num sentido deontológico, sobre o bem. Mas isto não significa que as questões éticas, no estrito sentido do termo, devam ser excluídas do questionamento racional. Nesta perspectiva, a questão moral central não é mais a questão essencial de saber como levar uma boa vida, mas a questão deontológica de saber em que condições uma norma pode ser dita válida. O problema desloca-se da questão do bem para a questão do justo – da felicidade para a da validade prescritiva das normas. As questões morais – sobre o justo e decisíveis em termos de um procedimento argumentativo – estão em distinguir questões éticas – que dizem respeito às questões axiológicas preferenciais de cada um, por natureza subjectivas – é mais até o fim original deste livro do que as demonstrar.
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