Sado Masoquismo S. F. F.

Sado Masoquismo S. F. F. de João Alves da Costa

«Sadomasoquismo S.F.F. é o documento implacável de algumas das mais secretas noites de Lisboa, a história verdadeira e escandalosa da iniciação sado-masoquista de duas jovens naturais de uma povoação dos subúrbios da capital.»

“Não se riam à frente dele. O Perdiz no seu tempo de Lisboa manteve uma ocupação num escritório de contabilidade. Guardava o Plano Oficial de Contas na gaveta da secretária como um… fardo de palha (a imagem era dos colegas maldosos). Passou lá dois meses a prazo, a um ritmo fraco de laboração, os fornos exteriores da empresa ribatejana que o admitiu espalhavam o ingrediente a sete ventos numa fumarada nauseabunda que vestia as árvores de prata escura. Causava tosse e bronquite no aquecimento de um líquido caldoso que mais lembrava creme pastoso de cogumelos. O Perdiz indagava: para que serviria o produto, eles chamavam-lhe essência… O Perdiz deu voltas sobre voltas. Seria detergente para secagem instantânea de roupa de cor? Seria chumbo para armamento de guerra destinado a Braço de Prata e dali para a guerrilha na América do Sul? Ou não, apenas cera para dar brilho à corticite, cera cheirosa que dava um ar de incenso e outro de tungsténio? Claro que havia quem, ao ouvido, falasse na hipotética recuperação do volfrâmio para vender aos alemães em caso de terceira Guerra Mundial?

INDISPONÍVEL

informação do livro

Título: Sado Masoquismo S. F. F.
Autor: João Alves da Costa
Edição: Dom Quixote
Ano: 1985
Páginas: 340
Encadernação: Mole
Capa: Fernando Felgueiras
Depósito Legal: 9773/85

«Sadomasoquismo S.F.F. é o documento implacável de algumas das mais secretas noites de Lisboa, a história verdadeira e escandalosa da iniciação sado-masoquista de duas jovens naturais de uma povoação dos subúrbios da capital.»

“Não se riam à frente dele. O Perdiz no seu tempo de Lisboa manteve uma ocupação num escritório de contabilidade. Guardava o Plano Oficial de Contas na gaveta da secretária como um… fardo de palha (a imagem era dos colegas maldosos). Passou lá dois meses a prazo, a um ritmo fraco de laboração, os fornos exteriores da empresa ribatejana que o admitiu espalhavam o ingrediente a sete ventos numa fumarada nauseabunda que vestia as árvores de prata escura. Causava tosse e bronquite no aquecimento de um líquido caldoso que mais lembrava creme pastoso de cogumelos. O Perdiz indagava: para que serviria o produto, eles chamavam-lhe essência… O Perdiz deu voltas sobre voltas. Seria detergente para secagem instantânea de roupa de cor? Seria chumbo para armamento de guerra destinado a Braço de Prata e dali para a guerrilha na América do Sul? Ou não, apenas cera para dar brilho à corticite, cera cheirosa que dava um ar de incenso e outro de tungsténio? Claro que havia quem, ao ouvido, falasse na hipotética recuperação do volfrâmio para vender aos alemães em caso de terceira Guerra Mundial?

Peso 375 g
Dimensões (C x L x A) 25 × 15 × 5 cm

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