Poesias

Mário de Sá-Carneiro

10,00 

Título: Poesias
Autor: Mário de Sá-Carneiro
Edição: Atica
Colecção | Nº: Poesia
Ano: 1946
Páginas: 190
Encadernação: Mole
Obs: Com estudo crítico de João Gaspar Simões

SOBRE
Muito tenho já falado de poesia e, no entanto, ¿quando teria eu dito o essencial? Sempre que leio um poeta com a intenção de o estudar ou compreender, sinto que mais se arreiga em mim a convicção de que é impossível reduzir a categorias lógicas a essência da poesia. Pasmo até que seja possível aplicar raciocínio e lógica ao que por natureza é estranho ao raciocínio e à lógica. E isto não é ver dade só dos poetas modernos. É verdade de tôda a poesia. Bem certo é que na poesia moderna há divórcio entre a lógica e a expressão poética. Mas, de maneira geral, esse divórcio é comum a toda a poética: existe mesmo na poesia didáctica.


SOBRE O AUTOR

Mário de Sá CarneiroMário de Sá Carneiro (19 de Maio de 1890 – 26 de Abril de 1916). Poeta e ficcionista. Iniciou os seus estudos em Direito na cidade de Coimbra, tendo partido depois para Paris, em 1912, para cursar também Direito, estudos que abandonaria pouco depois por se ter deixado seduzir por uma vida desregrada e de boémia. De temperamento instável e inadaptado, dedicou-se, na capital francesa, à produção de grande parte da sua obra poética. Mário de Sá-Carneiro constitui ainda um paradigma da prosa modernista portuguesa pela publicação das narrativas Céu em Fogo e A Confissão de Lúcio, construídas frequentemente a partir do estranhamento de um narrador insolitamente introduzido em situações onde o erotismo, o onirismo e o fantástico se associam aos temas obsessivos do desdobramento e autodestruição do eu.


OBRAS DO AUTOR


RELACIONADOS


Voltar