Os Silêncios do Regime

António Barreto

7,50 

Título: Os Silêncios do Regime
Autor: António Barreto
Edição: Estampa
Colecção | Nº: Imprensa Universitária | 96
Ano: 1992
Páginas: 214
Encadernação: Mole
Depósito Legal: 57234/92
ISBN: 972-33-0877-0

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SOBRE
Cada silêncio tem a sua explicação. Mas todos têm de comum o receio de prestar contas: podem ser as ligações peri gosas do poder, as necessidades da propaganda política ou o desejo de esconder os próprios insucessos; pode ser a concepção errada do interesse nacional, geralmente confundido como do Estado, do Estado num momento particular, de um governo; como poderá ser a convicção de que a politica, com as suas artes, é dominio reservado aos sábios e aos sacerdotes. Pode ser tudo isso e muito mais. Mas os traços comuns a essas explica ções são detectáveis. Crê-se que a opinião pública é prejudicial à conduta dos assuntos do Estado. Pensa-se seriamente que a democracia se esgota na eleição, isto é, que um poder eleito tem carta-branca para fazer o que entende durante o seu mandato. «Não se pode passar a vida a discutir, é preciso decidir!»: eis uma verdade banal transformada em horrível aforismo da cul tura do sucesso. Julga-se que a prestação de contas aos eleitores e aos eleitos, assim como os debates públicos que dai decorrem, são travões à eficácia dos governos. Aceita-se finalmente que a administração pública tem tais responsabilidades e é tal a sua gravidade, que só em segredo ou discretamente pode desempe nhar as suas funções. Assim é que, apesar das garantias constitucionais, os cidadãos não têm ainda, de facto, direito a consultar os arquivos, nem sequer os que lhes dizem respeito.


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