Olho de Vidro

«As reflexões do medico abalaram o judeu; mas não lhe demudaram a tenção. Era Heitor, filho uni- co, herdeiro de grandes haveres; queria voltar á patria, onde o chamavam saudades de menino.»

Brás Luís de Abreu, nascido em 1692 e que em 1714 tomou o grau de licenciado em medicina, viveu sempre assombrado pela implacável perseguição que o Santo Ofício moveu aos que dele cuidaram na meninice. A história da sua vida é também uma narrativa das desventuras do povo judaico em terras lusitanas.
É ele o ilustre autor desse tratado intitulado Portugal Médico, impresso em 1726, que parece dar razão aos que então exclamavam, desgostosos: «A ciência da medicina está de todo perdida em Portugal…!» O relato dos seus talentos neste sagrado mister, em grande medida assentes nas virtudes terapêuticas dos olhos de minhoca e do esterco de rato fresco, é também um testemunho da «crassa bruteza» dos conhecimentos médicos nesse tempo.
Nesta obra misturam-se livremente a verdade e a imaginação, que dá excessivo relevo ao desenrolar da intriga e aos efeitos dramáticos, pouco se ocupando com a descrição de locais e ambientes. Para os que gostam de romances históricos, talvez este não seja, afinal, um defeito.

75,00 

informação do livro

Título: O Olho de Vidro
Autor: Camilo Castelo Branco
Edição: Livraria de Campos Júnior
Ano: 1866
Páginas: 196
Encadernação: Dura

Alfarrabista

 

1ª Edição

Brás Luís de Abreu, nascido em 1692 e que em 1714 tomou o grau de licenciado em medicina, viveu sempre assombrado pela implacável perseguição que o Santo Ofício moveu aos que dele cuidaram na meninice. A história da sua vida é também uma narrativa das desventuras do povo judaico em terras lusitanas.
É ele o ilustre autor desse tratado intitulado Portugal Médico, impresso em 1726, que parece dar razão aos que então exclamavam, desgostosos: «A ciência da medicina está de todo perdida em Portugal…!» O relato dos seus talentos neste sagrado mister, em grande medida assentes nas virtudes terapêuticas dos olhos de minhoca e do esterco de rato fresco, é também um testemunho da «crassa bruteza» dos conhecimentos médicos nesse tempo.
Nesta obra misturam-se livremente a verdade e a imaginação, que dá excessivo relevo ao desenrolar da intriga e aos efeitos dramáticos, pouco se ocupando com a descrição de locais e ambientes. Para os que gostam de romances históricos, talvez este não seja, afinal, um defeito.

Peso 175 g

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