O Mistério da Légua da Póvoa

Agustina Bessa-Luís

7,50 

Título: O Mistério da Légua da Póvoa
Autor: Agustina Bessa-Luís
Edição: O Independente
Ano: 2004
Páginas: 202
Encadernação: Dura
Capa: André Carrilho
Depósito Legal: 11105-2004
ISBN: 972-9437-11-4

SOBRE
O Mistério da Légua da Póvoa é um romance de Agustina Bessa-Luís publicado originalmente sob a forma de folhetim, capítulo a capítulo, nas páginas do semanário Independente entre 2001 e 2002, sendo a sua 1ª edição em livro editada em 2004.

Na contra capa: «O folhetim, de que os intelectuais fizeram alvo de troça complacente e os académicos julgaram o vaudeuille das letras, foi género a que não faltou a nobreza do estilo e a fecundidade da imaginação. No Diário de Notícias foi publicado em 1870 O Mistério da Estrada de Cintra, trabalho a duas mãos, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão. O meu amigo Freirão das Forças dizia que esse folhetim não tinha comparação com o que ele chamava O Mistério da Légua da Póvoa […] o caminho entre Póvoa e Vila do Conde que ele muito percorreu na irrequieta idade dos treze anos, quando ia com a família a banhos e explorava os lugares ventosos entre Caxinas e A-Ver-o-Mar, lugares que são ficheiro da juventude quando ela serve de brasão à triste realidade.

Sidónio Pais era amado por mais de metade das mulheres elegantes de Lisboa, e a sua morte, se abriu uma crise política, fechou muitos dilemas conjugais.

Mas o rapaz era iluminado de sonhos em que as letras tinham lugar. Passou quatro anos depois de lidar com verguinha e parafusos, para a loja doutro comerciante, José Anastácio Verde, o pai de Cesário Verde. Encontravam–no cada passo a ler, muito alheio aos fregueses e ralado de má-consciência. «Não nasci para vender pregos», dizia [Eduardo Coelho, futuro fundador do Diário de Notícias].

Nos famosos encontros de quarta-feira à noite, em casa de Freud, Maria Adelaide seria bem recebida.


SOBRE O AUTOR

Agustina Bessa-Luís
(1922-2019)

Começou a escrever muito cedo, ainda adolescente, mas publicou a sua primeira obra de ficção, a novela Mundo Fechado, apenas em 1948.  Foi membro do conselho directivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962). Entre 1986 e 1987 foi directora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direcção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. Foi membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa. Foi distinguida com a Ordem de Sant’Iago da Espada (1980), com a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e com o grau de «Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres», atribuído pelo governo francês (1989). Da sua bibliografia destacam-se as obras: Síbila (1954); Embaixada a Calígula (1961); As Relações Humanas (1964-66); Vale Abraão (1991).


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