Título: O Harém e o Ocidente
Autor: Fatema Mernissi
Edição: ASA
Colecção | Nº: Documentos
Ano: 2001
Páginas: 126
Encadernação: Mole
Tradução: Maria Adelaide Cervaens Rodrigues
Depósito Legal: 168023/01
ISBN: 972-41-2651-X
O Harém e o Ocidente
Enquanto viajava pela Europa e Estados Unidos, promovendo o seu livro Sonhos Proibidos: Memórias de um Harém de Fez (já publicado pela ASA nesta mesma colecção), Fatema Mernissi ficou perplexa ao constatar que, para a maioria dos homens ocidentais, a simples menção da palavra “harém” provoca as mais voluptuosas fantasias sexuais, nas quais o homem consegue dominar mulheres vulneráveis cujo único objectivo é satisfazer-lhe os desejos. A realidade das culturas islâmicas é diametralmente diferente: o harém é visto como palco de arrojadas disputas pelo poder sexual. A mítica Xerazade, que contou histórias dignas de preencher Mil e Uma Noites, é disso um bom exemplo: através de uma sedução mais cerebral do que física, Xerazade usou a sua retórica apaixonada para maravilhar e dominar um sultão. As suas histórias eram a tal ponto subversivas que foram publicadas em árabe apenas um século depois da sua publicação em francês, e continuam até hoje a ser um dos alvos da censura muçulmana. “A Xerazade oriental é puramente cerebral. Nos contos originais, são raras as referências ao corpo de Xerazade, ao passo que a sua sabedoria é relatada até à exaustão”. A investigação de Mernissi denuncia uma sucessão de equívocos e mal-entendidos, e a misogenia, tanto Ocidental como Oriental, que limita a imaginação e dificulta a comunicação entre culturas. Ao convidar-nos a reconsiderar os aspectos mais enraizados na nossa cultura, O Harém e o Ocidente oferece-nos uma nova perspectiva sobre os temas e as ideias da cultura ocidental.
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informação do livro
Sem apontamentos
Enquanto viajava pela Europa e Estados Unidos, promovendo o seu livro Sonhos Proibidos: Memórias de um Harém de Fez (já publicado pela ASA nesta mesma colecção), Fatema Mernissi ficou perplexa ao constatar que, para a maioria dos homens ocidentais, a simples menção da palavra “harém” provoca as mais voluptuosas fantasias sexuais, nas quais o homem consegue dominar mulheres vulneráveis cujo único objectivo é satisfazer-lhe os desejos. A realidade das culturas islâmicas é diametralmente diferente: o harém é visto como palco de arrojadas disputas pelo poder sexual. A mítica Xerazade, que contou histórias dignas de preencher Mil e Uma Noites, é disso um bom exemplo: através de uma sedução mais cerebral do que física, Xerazade usou a sua retórica apaixonada para maravilhar e dominar um sultão. As suas histórias eram a tal ponto subversivas que foram publicadas em árabe apenas um século depois da sua publicação em francês, e continuam até hoje a ser um dos alvos da censura muçulmana. “A Xerazade oriental é puramente cerebral. Nos contos originais, são raras as referências ao corpo de Xerazade, ao passo que a sua sabedoria é relatada até à exaustão”. A investigação de Mernissi denuncia uma sucessão de equívocos e mal-entendidos, e a misogenia, tanto Ocidental como Oriental, que limita a imaginação e dificulta a comunicação entre culturas. Ao convidar-nos a reconsiderar os aspectos mais enraizados na nossa cultura, O Harém e o Ocidente oferece-nos uma nova perspectiva sobre os temas e as ideias da cultura ocidental.
Peso | 260 g |
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O Harém e o Ocidente
Enquanto viajava pela Europa e Estados Unidos, promovendo o seu livro Sonhos Proibidos: Memórias de um Harém de Fez (já publicado pela ASA nesta mesma colecção), Fatema Mernissi ficou perplexa ao constatar que, para a maioria dos homens ocidentais, a simples menção da palavra "harém" provoca as mais voluptuosas fantasias sexuais, nas quais o homem consegue dominar mulheres vulneráveis cujo único objectivo é satisfazer-lhe os desejos. A realidade das culturas islâmicas é diametralmente diferente: o harém é visto como palco de arrojadas disputas pelo poder sexual. A mítica Xerazade, que contou histórias dignas de preencher Mil e Uma Noites, é disso um bom exemplo: através de uma sedução mais cerebral do que física, Xerazade usou a sua retórica apaixonada para maravilhar e dominar um sultão. As suas histórias eram a tal ponto subversivas que foram publicadas em árabe apenas um século depois da sua publicação em francês, e continuam até hoje a ser um dos alvos da censura muçulmana. "A Xerazade oriental é puramente cerebral. Nos contos originais, são raras as referências ao corpo de Xerazade, ao passo que a sua sabedoria é relatada até à exaustão". A investigação de Mernissi denuncia uma sucessão de equívocos e mal-entendidos, e a misogenia, tanto Ocidental como Oriental, que limita a imaginação e dificulta a comunicação entre culturas. Ao convidar-nos a reconsiderar os aspectos mais enraizados na nossa cultura, O Harém e o Ocidente oferece-nos uma nova perspectiva sobre os temas e as ideias da cultura ocidental.
informação do livro
Título: O Harém e o Ocidente
Autor: Fatema Mernissi
Edição: ASA
Colecção | Nº: Documentos
Ano: 2001
Páginas: 126
Encadernação: Mole
Tradução: Maria Adelaide Cervaens Rodrigues
Depósito Legal: 168023/01
ISBN: 972-41-2651-X
Sem apontamentos
Enquanto viajava pela Europa e Estados Unidos, promovendo o seu livro Sonhos Proibidos: Memórias de um Harém de Fez (já publicado pela ASA nesta mesma colecção), Fatema Mernissi ficou perplexa ao constatar que, para a maioria dos homens ocidentais, a simples menção da palavra “harém” provoca as mais voluptuosas fantasias sexuais, nas quais o homem consegue dominar mulheres vulneráveis cujo único objectivo é satisfazer-lhe os desejos. A realidade das culturas islâmicas é diametralmente diferente: o harém é visto como palco de arrojadas disputas pelo poder sexual. A mítica Xerazade, que contou histórias dignas de preencher Mil e Uma Noites, é disso um bom exemplo: através de uma sedução mais cerebral do que física, Xerazade usou a sua retórica apaixonada para maravilhar e dominar um sultão. As suas histórias eram a tal ponto subversivas que foram publicadas em árabe apenas um século depois da sua publicação em francês, e continuam até hoje a ser um dos alvos da censura muçulmana. “A Xerazade oriental é puramente cerebral. Nos contos originais, são raras as referências ao corpo de Xerazade, ao passo que a sua sabedoria é relatada até à exaustão”. A investigação de Mernissi denuncia uma sucessão de equívocos e mal-entendidos, e a misogenia, tanto Ocidental como Oriental, que limita a imaginação e dificulta a comunicação entre culturas. Ao convidar-nos a reconsiderar os aspectos mais enraizados na nossa cultura, O Harém e o Ocidente oferece-nos uma nova perspectiva sobre os temas e as ideias da cultura ocidental.
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