Disfarce

Álvaro Guerra

7,50 

Título: O Disfarce
Autor: Álvaro Guerra
Edição: Prelo
Ano: 1969
Páginas: 116
Encadernação: Mole
Obs.: 1ª Edição

SOBRE
Se «Os Mastins) são uma alegoria, um símbolo da prepotência e da injustiça de que sou testemunha – uma testemunha entre muitas deixou-me a metáfora sabor amargo de artifício, o cansaço dos muitos passos que se têm de dar para percorrer os caminhos traversos.
Dai «O Disfarce. Nele claramente me denuncio, que outra lógica não era possível para quem vive entre o Solar e a Aldeia.
«O Disfarce» conta-me disfarçadamente, pois que a manha nasceu antes de mim e se tento desmascará-la também a uso, nesta vida de lobo-raposa, nesta prosa de horas suspensas à espera de D. Sebastião.
«O Disfarce», ou melhor, a personagem nele contida, é um dos frutos possíveis da realidade sugerida em «Os Mastins» melhor ou pior é preciso sobreviver, isto é, salvar a vida e a consciência, se possível, contra tudo e todos e nós próprios.
Com cães assolados às canelas não há tempo de olhar a paisagem, é seguir em frente e insistir na VERDADE.
A verdade que procurei recrear em «O Disfarce» é aquela porção de vida que roubam aos homens que eu conheço, justamente aquela idade das flores que não florescem, ge ração adiada, primavera roubada.
Porém, neste esquecido arrabalde da Europa, acreditamos em milagres: esperamos os frutos que as flores não anunciaram.


SOBRE O AUTOR

Álvaro GuerraÁlvaro Guerra (1936-2002) nasceu em Vila Franca de Xira em 1936. Escritor, jornalista e diplomata é um dos grandes nomes da literatura portuguesa contemporânea. Foi embaixador na Jugoslávia, Zaire, Índia, Suécia e no Conselho da Europa, em Estrasburgo. Trabalhou na renovação do jornal República, dirigido por Raul Rêgo e Vítor Direito, acompanhando-os depois no jornal A Luta. Em finais de 1974 foi director de informação da RTP. Da sua obra vasta destacam-se: Os Mastins, 1967; Café República, 1982; Café Central, 1984; Café 25 de Abril, 1984; Crimes Imperfeitos, 1990; Razões do Coração, 1991; Crónicas Jugoslavas, 1996, Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores, em 1997; e Nos Jardins das Paixões Extintas, 2002.


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