Mulher no Tempo do Casanova

Elas fascinam a Europa e reinam sobre os corações. Os homens falam delas, sonham com elas, escrevem sobre elas. E elas são belas: um rolo de cabelo faz virar a cabeça de um Procurador, a brancura de um seio a de Jean-Jacques Rousseau e a de Casanova. Elas vestem-se com elegância, maquilham-se com arte; são hábeis nos negócios do coração e, casadas ou freiras, patrícias ou criadinhas, sabem utilizar os seus encantos, organizar as suas festas, escolher cavalheiros acompanhantes, mártires da galantaria e escravos do belo sexo, como escreveu Goldoni.

Por toda a parte, são elas as rainhas: em casa e no palácio, na praça de São Marcos e nos seus casini, nos palcos dos teatros e no fundo dos conventos.
Mas as belas venezianas não se preocupam apenas com os cuidados a dedicar aos seus corpos e com os seus amores; são também intelectuais e artistas, interessam-se pelas ciências e pelas ideias; porém, a sua liberdade de tom e o seu gosto pela escrita inquietam os homens que exprimem a sua misoginia em virulentos panfletos. O que não impede que as venezianas, presentes nas academias e nos ateliers de pintura, dirijam jornais e, mais que em qualquer outro país, se batam para ter acesso à cultura.

Em breve a queda da Dominante as fará voltar ao lar. Mas entretanto, durante um século inteiro, Veneza governada pelos homens será a cidade das mulheres.

7,50 

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informação do livro

Título: Mulher no Tempo do Casanova
Autor: Elisabeth Ravou-Rallo
Edição: Inquérito
Ano: 1993
Páginas: 222
Encadernação: Mole
Tradução: Maria Mello
Depósito Legal: 64346/93
ISBN: 972-670-183-X

Alfarrabista

 

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Elas fascinam a Europa e reinam sobre os corações. Os homens falam delas, sonham com elas, escrevem sobre elas. E elas são belas: um rolo de cabelo faz virar a cabeça de um Procurador, a brancura de um seio a de Jean-Jacques Rousseau e a de Casanova. Elas vestem-se com elegância, maquilham-se com arte; são hábeis nos negócios do coração e, casadas ou freiras, patrícias ou criadinhas, sabem utilizar os seus encantos, organizar as suas festas, escolher cavalheiros acompanhantes, mártires da galantaria e escravos do belo sexo, como escreveu Goldoni.

Por toda a parte, são elas as rainhas: em casa e no palácio, na praça de São Marcos e nos seus casini, nos palcos dos teatros e no fundo dos conventos.
Mas as belas venezianas não se preocupam apenas com os cuidados a dedicar aos seus corpos e com os seus amores; são também intelectuais e artistas, interessam-se pelas ciências e pelas ideias; porém, a sua liberdade de tom e o seu gosto pela escrita inquietam os homens que exprimem a sua misoginia em virulentos panfletos. O que não impede que as venezianas, presentes nas academias e nos ateliers de pintura, dirijam jornais e, mais que em qualquer outro país, se batam para ter acesso à cultura.

Em breve a queda da Dominante as fará voltar ao lar. Mas entretanto, durante um século inteiro, Veneza governada pelos homens será a cidade das mulheres.

Peso 360 g

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