Marcello e Spínola: a Ruptura

«Portanto, tudo foi lançado. Tudo se fez para que a candidatura do General Spinola fosse uma realidade.
Mas não há dúvida nenhuma de que a ANP, cujo chefe era o Professor Marcello Caetano, tinha que nos apoiar. Sem isso esta candidatura seria análoga à de Humberto Delgado, sem capacidade de êxito, pois eles sempre viciaram o resultado das eleições.»

Marcello e Spínola: a Ruptura de Manuel A. Bernardo

«Até finais de Novembro de 1973 (cinco meses antes do golpe de Estado que viria a ter repercussões profundas em Portugal, incluindo a sua redução territorial ao rectângulo europeu), nenhum sector significativo da sociedade portuguesa julgava possível o derrube próximo, pela força das armas, do regime do Estado Novo, incluindo os líderes dos dois principais partidos oposicionistas, Álvaro Cunhal e Mário Soares. Circunstâncias externas e, nomeadamente, de natureza interna levaram à aceleração do processo contestatário a partir de meados de Janeiro de 1974, que foram dissecadas ao longo deste livro. Mas julgo dever salientar que foi o denominado espírito de Bissau, isto é, a solidariedade dos oficiais da Guiné com o então General Spínola e a sua frustração em relação a Marcello Caetano pela não autorização das negociações com o PAIGC, patrocinadas pelo Presidente Senghor, que conduziu à falhada tentativa do 16 de Março, desencadeada na sequência da demissão dos Generais Costa Gomes e António de Spínola, dois dias antes. Foi assim provocada a antecipação do golpe, previsto para o Verão pelo Movimento dos Capitães, para as vésperas do 1.º de Maio.»

INDISPONÍVEL

informação do livro

Marcello e Spínola: a Ruptura. As Forças Armadas e a Imprensa na Queda do Estado Novo (1973-1974) de Manuel A. Bernardo. Editorial Estampa. 1996, 365 págs. Brochado.

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«Até finais de Novembro de 1973 (cinco meses antes do golpe de Estado que viria a ter repercussões profundas em Portugal, incluindo a sua redução territorial ao rectângulo europeu), nenhum sector significativo da sociedade portuguesa julgava possível o derrube próximo, pela força das armas, do regime do Estado Novo, incluindo os líderes dos dois principais partidos oposicionistas, Álvaro Cunhal e Mário Soares. Circunstâncias externas e, nomeadamente, de natureza interna levaram à aceleração do processo contestatário a partir de meados de Janeiro de 1974, que foram dissecadas ao longo deste livro. Mas julgo dever salientar que foi o denominado espírito de Bissau, isto é, a solidariedade dos oficiais da Guiné com o então General Spínola e a sua frustração em relação a Marcello Caetano pela não autorização das negociações com o PAIGC, patrocinadas pelo Presidente Senghor, que conduziu à falhada tentativa do 16 de Março, desencadeada na sequência da demissão dos Generais Costa Gomes e António de Spínola, dois dias antes. Foi assim provocada a antecipação do golpe, previsto para o Verão pelo Movimento dos Capitães, para as vésperas do 1.º de Maio.»

Peso 410 g

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