Lusitânia Transformada

«O velho Sincero, posto fim ao seu capítulo que todos com grande atenção ouvimos, saía-se do templo polo postigo da porta que aberto nela estava. E dando subitamente conosco de rosto, nos saudou e recebeu com tanta benignidade, que nas palavras descubrimos a sutileza de seu entendimento, e no gasalhado que nos fez se manifestou a bondade de seu ânimo»

Diz António Cirurgião no importante estudo introdutório publicado na edição de 1985 [Imprensa Nacional – Casa da Moeda]: “ (…) a ‘Lusitânia Transformada’ é digna das atenções dos especialistas. já pela forma, já pelo conteúdo. Para os que se interessam pelo espírito de ‘mesura’, decoro e harmonia que caracterizam a literatura maneirista, e pelo estudo da evolução das formas poéticas durante o século XVI, em Portugal, a ‘Lusitânis Transformada’ oferece material altamente qualificado, desde os metros utilizados às peculiaridades que os distinguem da prática de outros poetas contemporâneos (…). “Para os que, numa obra literária, se interessam mais pela ideologia que ela encerra, a ‘Lusitânia Transformada’ pode servir como prova da reacção de um poeta a uma série de problemas culturais, politicos, sociais e religiosos que parece terem caracterizado uma das épocas mais tristes e mais trágicas da história de Portugal: a corrupção dos responsáveis pela manutenção do grande império ultramarino português, a catástrofe de Alcacer-Quibir, o drama da dominação espanhola e a angústia dos que, como Fernão Álvares, se viram forçados a viver as consequências de tão dolorosos acontecimentos. (…)” Segunda edição, dada à imprensa pela Academia Real das Ciências de Lisboa, sob a responsabilidade do padre Joaquim de Foyos. (…). Edição revista e acrescentada de um «Indice de varias palavras e frases da Lusitânia Transformada», de um texto de «Prefacção» e de um «Aviso ao Leitor» de onde transcrevemos: “(…) O Indice da Lusitania Transformada, que se segue, contém palavras e expressões, ou singulares, ou raras, ou já pouco usadas, ou finalmente as que me parecêrão incluir alguma elegancia particular da nossa Lingua, e de que se pudessem aproveitar os estudiosos e apaixonados della. (…) Na lição do mesmo Auctor satisfaráõ a sua fome os que gostão desta forte [sic] de manjar, de que o indices ó póde dar huma pequena prova. (…).” Entre as págs. 180 e 181 com uma folha desdobrável, marginada por pequenas vinhetas tipográficas que fazem moldura a um poema de 25 estrofes ou quintilhas, intitulada «LABERINTO».

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informação do livro

Título: Lusitânia Transformada
Autor: Fernão Álvares do Oriente
Edição: INCN
Ano: 1984
Páginas: 451
Encadernação: Mole
Depósito Legal: 6164/84

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Diz António Cirurgião no importante estudo introdutório publicado na edição de 1985 [Imprensa Nacional – Casa da Moeda]: “ (…) a ‘Lusitânia Transformada’ é digna das atenções dos especialistas. já pela forma, já pelo conteúdo. Para os que se interessam pelo espírito de ‘mesura’, decoro e harmonia que caracterizam a literatura maneirista, e pelo estudo da evolução das formas poéticas durante o século XVI, em Portugal, a ‘Lusitânis Transformada’ oferece material altamente qualificado, desde os metros utilizados às peculiaridades que os distinguem da prática de outros poetas contemporâneos (…). “Para os que, numa obra literária, se interessam mais pela ideologia que ela encerra, a ‘Lusitânia Transformada’ pode servir como prova da reacção de um poeta a uma série de problemas culturais, politicos, sociais e religiosos que parece terem caracterizado uma das épocas mais tristes e mais trágicas da história de Portugal: a corrupção dos responsáveis pela manutenção do grande império ultramarino português, a catástrofe de Alcacer-Quibir, o drama da dominação espanhola e a angústia dos que, como Fernão Álvares, se viram forçados a viver as consequências de tão dolorosos acontecimentos. (…)” Segunda edição, dada à imprensa pela Academia Real das Ciências de Lisboa, sob a responsabilidade do padre Joaquim de Foyos. (…). Edição revista e acrescentada de um «Indice de varias palavras e frases da Lusitânia Transformada», de um texto de «Prefacção» e de um «Aviso ao Leitor» de onde transcrevemos: “(…) O Indice da Lusitania Transformada, que se segue, contém palavras e expressões, ou singulares, ou raras, ou já pouco usadas, ou finalmente as que me parecêrão incluir alguma elegancia particular da nossa Lingua, e de que se pudessem aproveitar os estudiosos e apaixonados della. (…) Na lição do mesmo Auctor satisfaráõ a sua fome os que gostão desta forte [sic] de manjar, de que o indices ó póde dar huma pequena prova. (…).” Entre as págs. 180 e 181 com uma folha desdobrável, marginada por pequenas vinhetas tipográficas que fazem moldura a um poema de 25 estrofes ou quintilhas, intitulada «LABERINTO».

Peso 725 g

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