Histórias da Vermelhinha

Narrativas levantadas do chão do tempo dos nossos avós, quando vestiam de linho no Verão e de burel no Inverno e eram o esteio do ensino dos mais novos, celebrado em três locais de convívio, hoje em desuso: o monte, o forno e o serão. Nessa universidade extra muros extramuros havia admiráveis contadores de histórias e as crianças pediam: «Ó tio Zé, conte lá outra vez a história dos dois corcundas». Era assim que ocupavam os tempos livres e os longos serões de Inverno, à volta da lareira. Era assim que transmitiam a cultura de geração em geração. Para além das histórias de raposas, tourões ou lobos, havia outras mais picantes, eróticas, ou de crítica social, contadas em reservado, que envolviam padres, galegos, doutores, santos, burros, ladrões, cornos e rameiras. São contos «proibidos» da tradição oral de Barroso que Bento da Cruz escutou de contadores da craveira de João do Gervaz de Vila da Ponte ou de Manuel da Inácia de Negrões, agora reproduzidos de memória e por conta própria.

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informação do livro

Histórias da Vermelhinha de Bento da Cruz. Editorial Domingos Barreira. Porto, 1991, 196 págs. Mole.

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Narrativas levantadas do chão do tempo dos nossos avós, quando vestiam de linho no Verão e de burel no Inverno e eram o esteio do ensino dos mais novos, celebrado em três locais de convívio, hoje em desuso: o monte, o forno e o serão. Nessa universidade extra muros extramuros havia admiráveis contadores de histórias e as crianças pediam: «Ó tio Zé, conte lá outra vez a história dos dois corcundas». Era assim que ocupavam os tempos livres e os longos serões de Inverno, à volta da lareira. Era assim que transmitiam a cultura de geração em geração. Para além das histórias de raposas, tourões ou lobos, havia outras mais picantes, eróticas, ou de crítica social, contadas em reservado, que envolviam padres, galegos, doutores, santos, burros, ladrões, cornos e rameiras. São contos «proibidos» da tradição oral de Barroso que Bento da Cruz escutou de contadores da craveira de João do Gervaz de Vila da Ponte ou de Manuel da Inácia de Negrões, agora reproduzidos de memória e por conta própria.

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