Fernando Pessoa – Ricardo Reis

«Embora custodiado religiosamente pelos herdeiros, segundo informam alguns pesquisadores, sabe-se que o acervo dos inéditos não foi compulsado apenas pelos dois primeiros amigos encarregados de o percorrer. A vários estudiosos foi permitido o manuseio dos originais, em «rusgas» por vezes prolongadas. Parece que chegou mesmo a haver transferência de responsabilidade na custódia de parte dos inéditos. Existe, não obstante, referência a dificuldades encontradas na obtenção de microfilmes dos manuscritos.»

Temas Portugueses

Trata-se de uma pesquisa filológica e ecdótica cujas principais etapas abrangem o exame de algumas questões relativas aos originais, às edições e ao cânone das odes do heterónimo pessoano Ricardo Reis. No capítulo primeiro, é focalizado o interesse devotado por Fernando Pessoa aos seus originais: jamais permitia o Poeta que se tocasse nos seus inéditos. Entre tanto, vários indícios levam a crer que, neste ponto, não foi respeitada a sua vontade. No capitulo segundo, procura-se demonstrar que as reimpressões das vinte e oito odes publicadas pela primeira vez por Fernando Pessoa revelam contaminações textuais numerosas e graves. Por outro lado, o texto das odes de revelação póstuma é, em muitos passos, falho e contraditório. Verifica-se que a obra poética de Ricardo Reis sofreu, de 1946 até hoje, um processo de degradação progressiva. No capitulo terceiro, estuda-se o problema do cânone, e são submetidos a severa critica o critério e a estrutura do cânone ricardiano tradicional. Destaca-se a importância das edições príncipes publicadas nas revistas Athena e Presença e chega-se enfim, a propor um novo cânone para as odes. E desta maneira é a obra de Ricardo Reis submetida aqui pela primeira vez a uma ampla e minuciosa revisão ecdótica.

10,00 

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informação do livro

Fernando Pessoa – Ricardo Reis: Os Originais, as Edições, o Cânone das Odes de Silva Belkior. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1983, 166 págs. Mole.

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Temas Portugueses

Trata-se de uma pesquisa filológica e ecdótica cujas principais etapas abrangem o exame de algumas questões relativas aos originais, às edições e ao cânone das odes do heterónimo pessoano Ricardo Reis. No capítulo primeiro, é focalizado o interesse devotado por Fernando Pessoa aos seus originais: jamais permitia o Poeta que se tocasse nos seus inéditos. Entre tanto, vários indícios levam a crer que, neste ponto, não foi respeitada a sua vontade. No capitulo segundo, procura-se demonstrar que as reimpressões das vinte e oito odes publicadas pela primeira vez por Fernando Pessoa revelam contaminações textuais numerosas e graves. Por outro lado, o texto das odes de revelação póstuma é, em muitos passos, falho e contraditório. Verifica-se que a obra poética de Ricardo Reis sofreu, de 1946 até hoje, um processo de degradação progressiva. No capitulo terceiro, estuda-se o problema do cânone, e são submetidos a severa critica o critério e a estrutura do cânone ricardiano tradicional. Destaca-se a importância das edições príncipes publicadas nas revistas Athena e Presença e chega-se enfim, a propor um novo cânone para as odes. E desta maneira é a obra de Ricardo Reis submetida aqui pela primeira vez a uma ampla e minuciosa revisão ecdótica.

Peso 240 g

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