Eva representa um bem conseguido esforço de condensação na técnica do romance de Sá Coimbra. A acção decorre em meio académico universitário e em época particularmente dramática, mas todo o clima colectivo se reconstitui naturalmente pelas suas incidências vivas no drama central, que é de encontros e desencontros no amor – digamos de um duplo drama triangular que tem como lado comum e central o lado definido pelo casal mais focado. Os desencontros banham numa fluidez psicológica que o leitor se sente arrastado a interpretar, a advinhar, a continuar para além do comportamento patenteado. Além disso, é-se forçado a verificar o significado de peculariedades estranhas nas relações civis entre homem e mulher. Mas a tudo sobreleva o hino exaltante ao amor, sempre o mesmo e sempre diferente, dentro de situações históricas bem determinadas e dentro de um mundo de forças em que o hoem, atónicamente, se surpreende mergulhado, com as suas contradições de ternura e de brutalidade espontâneas. As experiências de convívio popular, de caçador, de ex-seminarista, de jovem progressivo e de juiz convergem, pela arte do romance neste incomum resultado.

Eva representa um bem conseguido esforço de condensação na técnica do romance de Sá Coimbra. A acção decorre em meio académico universitário e em época particularmente dramática, mas todo o clima colectivo se reconstitui naturalmente pelas suas incidências vivas no drama central, que é de encontros e desencontros no amor – digamos de um duplo drama triangular que tem como lado comum e central o lado definido pelo casal mais focado. Os desencontros banham numa fluidez psicológica que o leitor se sente arrastado a interpretar, a advinhar, a continuar para além do comportamento patenteado. Além disso, é-se forçado a verificar o significado de peculariedades estranhas nas relações civis entre homem e mulher. Mas a tudo sobreleva o hino exaltante ao amor, sempre o mesmo e sempre diferente, dentro de situações históricas bem determinadas e dentro de um mundo de forças em que o hoem, atónicamente, se surpreende mergulhado, com as suas contradições de ternura e de brutalidade espontâneas. As experiências de convívio popular, de caçador, de ex-seminarista, de jovem progressivo e de juiz convergem, pela arte do romance neste incomum resultado.

8,00 

informação do livro

Título: Eva
Autor: Sá Coimbra
Edição: Inova
Ano: 1968
Páginas: 242
Encadernação: Mole
Capa: Armando Alves

Obs.: 1ª Edição. Com assinatura de posse.

Eva representa um bem conseguido esforço de condensação na técnica do romance de Sá Coimbra. A acção decorre em meio académico universitário e em época particularmente dramática, mas todo o clima colectivo se reconstitui naturalmente pelas suas incidências vivas no drama central, que é de encontros e desencontros no amor – digamos de um duplo drama triangular que tem como lado comum e central o lado definido pelo casal mais focado. Os desencontros banham numa fluidez psicológica que o leitor se sente arrastado a interpretar, a advinhar, a continuar para além do comportamento patenteado. Além disso, é-se forçado a verificar o significado de peculariedades estranhas nas relações civis entre homem e mulher. Mas a tudo sobreleva o hino exaltante ao amor, sempre o mesmo e sempre diferente, dentro de situações históricas bem determinadas e dentro de um mundo de forças em que o hoem, atónicamente, se surpreende mergulhado, com as suas contradições de ternura e de brutalidade espontâneas. As experiências de convívio popular, de caçador, de ex-seminarista, de jovem progressivo e de juiz convergem, pela arte do romance neste incomum resultado.

Peso 330 g

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