Eneida Portuguesa

João Franco Barreto, natural de Lisboa, onde nasceu em 1600. foi, porventura, depois de Faria e Sousa, o mais fervoroso camonista do período de Seiscentos. No entanto, é neste domínio, um autor praticamente esquecido. Porquê? Talvez porque ele próprio se tenha isolado do convívio do mundo da Cultura, ao consagrar-se à vida eclesiástica, muito embora tivesse disposto de oportunidades e melos. mais que suficientes para emergir em plano de relevo entre os intelectuais do seu tempo. A atenção, e até protecção, que lhe dispensaram figuras gradas de então algumas delas confiaram-lhe a educação dos filhos – a aceitação que parece ter tido por parte do Rei, tudo indicaria que, se tivesse querido continuar a viver no âmbito da Corte, a vida lhe não teria sido difícil. No entanto, rejeitou mercês e graças régias, para se dedicar à vida religiosa e aos seus clássicos. Ler João Franco Barreto na sua versão da Eneida, 6 ler Camões n’Os Lusíadas: não há oitava em que se não reconheça a presença camoniana, seja no vocabulário, seja na própria intonação, seja nos latinismos sintácticos, enfim, no espirito que de toda a versão se destila. Mas, se João Franco Barreto ocupa lugar de relevo entre os camonistas portugueses de todos os tempos, tanto pela sua devoção camoniana, como pela sua tradução da Enelda – que é outra feição da projecção do camonismo na Cultura Portuguesa, a sua personalidade 6, outrossim, memoranda, quer como memorialista, quer como pedagogo. A sua Relaçam da Viagem que a França Fizeram Francisco de Mello, Monteiro mòr do Reyno, &o Doutor António Coelho de Carvalho não é um simples relato de viagem ou registo de factos quotidianos; val muito além: Interpreta e hábitos de estrangeiros, multo divergentes dos seus nacionais, e, sem menosprezar o carácter dos estrangeiros, não perde oportunidade de privilegiar os hábitos portugueses, ainda que na aparência modestos, em confronto com a opulência e requinte franceses.

João Franco Barreto, natural de Lisboa, onde nasceu em 1600. foi, porventura, depois de Faria e Sousa, o mais fervoroso camonista do período de Seiscentos. No entanto, é neste domínio, um autor praticamente esquecido. Porquê? Talvez porque ele próprio se tenha isolado do convívio do mundo da Cultura, ao consagrar-se à vida eclesiástica, muito embora tivesse disposto de oportunidades e melos. mais que suficientes para emergir em plano de relevo entre os intelectuais do seu tempo. A atenção, e até protecção, que lhe dispensaram figuras gradas de então algumas delas confiaram-lhe a educação dos filhos – a aceitação que parece ter tido por parte do Rei, tudo indicaria que, se tivesse querido continuar a viver no âmbito da Corte, a vida lhe não teria sido difícil. No entanto, rejeitou mercês e graças régias, para se dedicar à vida religiosa e aos seus clássicos. Ler João Franco Barreto na sua versão da Eneida, 6 ler Camões n’Os Lusíadas: não há oitava em que se não reconheça a presença camoniana, seja no vocabulário, seja na própria intonação, seja nos latinismos sintácticos, enfim, no espirito que de toda a versão se destila. Mas, se João Franco Barreto ocupa lugar de relevo entre os camonistas portugueses de todos os tempos, tanto pela sua devoção camoniana, como pela sua tradução da Enelda – que é outra feição da projecção do camonismo na Cultura Portuguesa, a sua personalidade 6, outrossim, memoranda, quer como memorialista, quer como pedagogo. A sua Relaçam da Viagem que a França Fizeram Francisco de Mello, Monteiro mòr do Reyno, &o Doutor António Coelho de Carvalho não é um simples relato de viagem ou registo de factos quotidianos; val muito além: Interpreta e hábitos de estrangeiros, multo divergentes dos seus nacionais, e, sem menosprezar o carácter dos estrangeiros, não perde oportunidade de privilegiar os hábitos portugueses, ainda que na aparência modestos, em confronto com a opulência e requinte franceses.

18,00 

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informação do livro

Título: Eneida Portuguesa
Autor: João Franco Barreto
Edição: INCM
Colecção | Nº: Biblioteca de Autores Portugueses
Ano: 1981
Páginas: 640
Encadernação: Mole

João Franco Barreto, natural de Lisboa, onde nasceu em 1600. foi, porventura, depois de Faria e Sousa, o mais fervoroso camonista do período de Seiscentos. No entanto, é neste domínio, um autor praticamente esquecido. Porquê? Talvez porque ele próprio se tenha isolado do convívio do mundo da Cultura, ao consagrar-se à vida eclesiástica, muito embora tivesse disposto de oportunidades e melos. mais que suficientes para emergir em plano de relevo entre os intelectuais do seu tempo. A atenção, e até protecção, que lhe dispensaram figuras gradas de então algumas delas confiaram-lhe a educação dos filhos – a aceitação que parece ter tido por parte do Rei, tudo indicaria que, se tivesse querido continuar a viver no âmbito da Corte, a vida lhe não teria sido difícil. No entanto, rejeitou mercês e graças régias, para se dedicar à vida religiosa e aos seus clássicos. Ler João Franco Barreto na sua versão da Eneida, 6 ler Camões n’Os Lusíadas: não há oitava em que se não reconheça a presença camoniana, seja no vocabulário, seja na própria intonação, seja nos latinismos sintácticos, enfim, no espirito que de toda a versão se destila. Mas, se João Franco Barreto ocupa lugar de relevo entre os camonistas portugueses de todos os tempos, tanto pela sua devoção camoniana, como pela sua tradução da Enelda – que é outra feição da projecção do camonismo na Cultura Portuguesa, a sua personalidade 6, outrossim, memoranda, quer como memorialista, quer como pedagogo. A sua Relaçam da Viagem que a França Fizeram Francisco de Mello, Monteiro mòr do Reyno, &o Doutor António Coelho de Carvalho não é um simples relato de viagem ou registo de factos quotidianos; val muito além: Interpreta e hábitos de estrangeiros, multo divergentes dos seus nacionais, e, sem menosprezar o carácter dos estrangeiros, não perde oportunidade de privilegiar os hábitos portugueses, ainda que na aparência modestos, em confronto com a opulência e requinte franceses.

Peso 850 g

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